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segunda-feira, 8 de maio de 2017

6 de Maio de 2017


Fique aqui apenas o essencial sobre a história da composição da minha “Missae Breves” para Coro a 3 vozes, Órgão e Oboé estreada no sábado à noite...

Escrevi esta obra entre Fevereiro e Abril de 2015 respondendo ao desafio da Helena Venda Lima, maestrina do Coro de Pequenos Cantores de Esposende. Confesso que na altura pensei não ser capaz de o fazer e disse isso mesmo à Helena, não era naturalmente o meu campo de composição mais usual no que dizia respeito à música coral, no entanto o entusiamo da Helena acabou por me convencer de que eu conseguiria e eu fui acreditando. A Missa foi naturalmente dedicada ao Coro de Pequenos Cantores de Esposende com quem, de resto, já tenho o orgulho de trabalhar há alguns anos. Sobre a estreia nunca sei o que dizer ou expressar bem porque os nervos desses momentos atraiçoam-me os sentidos, adorei o concerto na sua totalidade, mas a exposição de uma pessoa à estreia de uma obra já escrita há muito tempo é sempre algo que me fragiliza, não explicarei mais nada, sei que muitos perceberão o que quero dizer.

Mas sei o que posso dizer a todos, um enorme Obrigado ao Coro de Pequenos Cantores de Esposende, ao Diogo Zão, à Sara Amorim, à Helena Venda Lima, ao Carlos Pinto da Costa, aos pais de todos os cantores, à D. Celeste, ao Sr. Padre Paulo Terroso, ao Dr. José Rodrigues e finalmente a todo o público e amigos que encheram por completo a Basílica dos Congregados. Peço desculpa se me esqueci de alguém.

Esta estreia ficará cá dentro, em mim, como uma homenagem ao Hélder e à sua memória.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Perguntámos a...


De que se fala quando falamos de música para crianças e jovens?

Penso que quando nos referimos a música para crianças ou jovens se fala necessariamente de música de alta qualidade. As crianças absorvem tudo o se lhes dá e, por isso mesmo, é nestas faixas etárias que se deve investir na mais alta qualidade estético-musical. As crianças e os jovens não estão formatados para gostar de um certo tipo ou estilo de música, nem reagem à música com nenhum tipo de preconceito, e, como tal, acabam por conseguir, com relativa facilidade, ouvir música com algum grau de complexidade ou executar obras destinadas às suas características física e psicológicas sem problemas.


Porque é que um compositor escreve música para estas faixas etárias?

Um compositor escreve para estas faixas etárias antes de mais porque gosta, assim penso eu, que escrevo com bastante frequência música para a infância. Aqueles que não o fazem têm possivelmente um dos seguintes motivos: ou não escrevem música infantil porque não apreciam o subgénero, ou, simplesmente, porque não o conseguem fazer. Zoltan Kodally afirmava que ninguém deveria considerar-se demasiado importante para escrever para crianças, e que, pelo contrário, deveríamos tentar tornar-nos suficientemente bons para o fazer. Esta frase diz bastante do que é colocar um compositor a escrever para um universo musical sem limites, de histórias de encantar e desencantar, de sonhos bons e maus, de surpresas permanentes, etc.


Quais as principais questões de natureza técnica, artística/estética (ou outras) a que se pretende dar resposta?

Quando se escreve obras musicais com vista à execução por crianças é necessário colocar em equilíbrio dois aspectos fundamentais, por um lado alguma elementaridade técnica, obviamente ajustada à idade e desenvolvimento musical da criança ou jovem, por outro lado, um rigor estético sem qualquer margem de manobra ao facilitismo e à banalidade do dejá vu. Temos ainda uma situação complementar a esta que são as obras que directa ou indirectamente versam o mundo infantil sem, no entanto, serem música para crianças interpretarem. Evidentemente continuamos a falar de música para a infância, não na perspectiva de executantes, mas sim, na de ouvinte. Basta lembramo-nos do conto musical “Pedro e Lobo” de Sergei Prokofiev para percebermos ao que me refiro. É música para crianças, mas não é para estas a tocarem, serve essencialmente o propósito o usufruto de quem a recebe. Seja qual for o papel a que o compositor é sujeito, a de escrever música para crianças tocarem ou para as crianças receberem, de uma coisa estou certo: no sentido, puro e simples, do estético e do “belo musical” o compositor não deve ter limites quando se dedica à música para a infância uma vez que para estas tudo pode ser válido e bom musicalmente. Para uma criança é igualmente interessante ouvir uma guitarra acústica a tocar uns acordes, um cluster num piano, um glissando numa harpa, o sussurrar de um coro, um rufar de tambor, e/ou, em alternativa, sobreposição ou alternância, uma ressonância amplificada de uma porta a bater com força, um som sintético, o barulho de um motor de um barco ou o som de uma corneta de plástico. A responsabilidade de fazer com que esta parafernália de “instrumentos musicais” se tornem música para a infância é sempre, em última análise, do compositor adulto, organizador da matéria e discurso sonoro, que, da melhor forma, tenta entrar no universo e imaginário ilimitado do ouvir dos mais pequenos. As crianças só são mais pequenas do que os adultos, não têm, por serem crianças, um gosto diminuto quando comparado com os adultos. Até pelo contrário...

Paulo Bastos

APEMNEWS JUN JULH 2013

sexta-feira, 14 de abril de 2017

L'effetto Ensemble



Música em São Roque aposta no repertório português

Dia 25 de Outubro de 2015 às 16:30 - ESTREIA da Canção de declínio nº 1 da minha obra "Cinco indícios de ouro" sobre poemas de Mário Sá-Carneiro para soprano e guitarra interpretadas por L'effetto Ensemble, Dora Rodrigues e Rui Gama.

domingo, 9 de abril de 2017

ab origine

20 anos depois de escrita, 1996, "Ab origine" para piano será uma das peças portuguesas na prova final da categoria júnior do Concurso Olga Prats. Trata-se, já posso dizer, de uma obra da juventude...

A circulação desta obra de que tenho conhecimento é esta:
Estreia: 26, maio, 1996, Luís Serdoura, 3ªs Jornadas de Arte Contemporânea do Porto, Auditório da AICCOPN, Porto;
2ª: 1996, Catarina Cameira, Salão da Escola Superior de Música do Porto, Porto;
3ª: 10, outubro, 2003, Patrícia Sousa, Auditório da Ordem dos Médicos, Porto;
4ª: 19, setembro, 2009, Domingos Costa, Ciclo de concertos “Pianistas Bracarenses”, Auditório do Museu D. Diogo de Sousa, Braga;
5ª: 7, março, 2015, Domingos Costa, Musikalische Lesung mit Gedichten von Fernando Pessoa mit Christoph Plum und Domingos Costa
Vorstadttheater Tübingen na Alemanha;
6ª: 22, março, 2015, Domingos Costa, with Norbert Goerlich, Stuttgart.

(facebook | 8 de Novembro de 2016)

É tempo de Natal

Ontem à noite assisti e “participei” com uma pequena intervenção no lançamento de segundo CD do Coro de Pequenos Cantores de Esposende (CPCE) – “É tempo de Natal”. Tive a oportunidade de assistir a um concerto de Natal que jamais me sairá da memória pela autenticidade e qualidade do seu repertório, pela apresentação rigorosa e profissional do CPCE, e acima de tudo, pela excelente interpretação musical de um cd inteiro, ao vivo, sem rede, e sem floreios de entretenimento fácil. Na igreja Matriz de Esposende não havia uma palmo de espaço livre, nem sentado nem sequer de pé! Foi com um orgulho reforçado que pela primeira vez fiz parte integrante, com uma obra minha a 3 vozes à cappella, de um projecto deste maravilhoso agrupamento.

Queria deixar aqui os meus parabéns e agradecimento a todos, à Carolina Ferreira pela ilustração da capa do cd, ao Gustavo Almeida pela qualidade técnica da gravação, ao André Silva pela percussão, ao Diogo Zãopela prestação sempre seguríssima no piano e órgão, à D. Celeste pelo apoio permanente, ao Osvaldo Fernandes pela qualidade das suas obras, à Câmara Municipal de Esposende, à Antena 2 pelo programa e publicidade ao CD, à Escola de Música de Esposende por ter feito nascer um grupo deste nível, ao Carlos Pinto da Costa pela assistência musical, permanente apoio e dedicação ao projecto, à maestrina e diretora Musical do CPCE, Helena Venda Lima, por tudo, e claro, a todos os elementos do CPCE sem excepção.
O CD “É tempo de Natal” – dá a ouvir, numa obra de grande valor educativo, artístico e estético, música de compositores portugueses todos nascidos no século XX, respectivamente, Osvaldo Fernandes, Paulo Bastos, Croner de Vasconcelos, Fernando Lopes-Graça e Frederico de Freitas.

(facebook | 17 de Dezembro de 2014)

“Cinco Indícios de ouro”

Escrevi o ciclo de canções “Cinco Indícios de ouro” para soprano e guitarra no início de 2012. Ao escolher cinco dos últimos poemas de Mário Sá-Carneiro, escritos entre 1913 e 1915, fiz aquilo que me parecia mais inspirador na recriação da atmosfera inebriante, intimista e dramática do poeta que mais li enquanto muito jovem. O caderno de poesia “Indícios de ouro” do poeta serviu-me o propósito de uma nova leitura (cerca de 30 anos depois) e, em 2012, de uma escolha para a sua transfiguração em música. Foi o que tentei fazer ao “pegar” em cinco dos poemas deste requintado caderno de Mário Sá-Carneiro, respectivamente e por este ordem, “Vislumbre”, “Anto”, “Canção de declínio nº 1”, “Canção de declínio nº 7” e “Campainhada”. A seleção apresentada foi escolhida pelas suas palavras transbordantes de interioridade emocional, pelo conflito expresso nestes poemas de carácter aforístico, e finalmente, pela força e hiperbolização extasiante do seu som.

(facebook | 8 de Dezembro de 2014)

Mensagem


Algumas palavras de Helena Isabel Venda Lima.

Muito orgulhoso por o meu nome estar ligado a estes Pequenos "grandes" Cantores de Esposende.

(facebook | 22 de Dezembro de 2013)

Estreia Kla-Vier Duo

É já amanhã, pelas 16 horas no Hotel da Música no Porto com um programa repleto de música francesa, (Ravel, Poulenc, Hieux) húngara (Kurtág e Ligeti) e a minha obra "Adsum", menos de um mês depois da sua última interpretação no CCB pelo Duo Pianíssimo, agora pelo Kla-Vier Duo.

(facebook | 21 de Dezembro de 2013)

six2one

Bom, isto de ter algum tempo entre as tarefas do dia a dia está a dar cabo do meu memorial abaixo escrito... lá apareceu mais uma obra, a 13ª deste ano, espero que não seja um mau presságio este número, desta vez para um piano e seis pianistas! Chama-se "six2one" e não é nada espalhafatosa ao contrário do que seria de supor dado o número de gente à volta de um instrumento! Acho-a aliás muito calma e intimista. Foi mais uma vez uma "encomenda" ou um desafio não sei bem, vamos lá ver... Escrevi-a em dois dias apenas.

(facebook | 28 de Dezembro de 2012)

sábado, 18 de março de 2017

Pelo aroma das sílabas (2014) - Cantiga de embalar

Pelo aroma das sílabas (2014) - Telegrama do príncipe para a Branca de ...

Pelo aroma das sílabas (2014) - Uma história de dividir

Pelo aroma das sílabas (2014) - Tudo de pernas para o ar

Pelo aroma das sílabas (2014) - Frutos

Pelo aroma das sílabas (2014) - Bichinho de Conta

Pelo aroma das sílabas (2014) - Segredo