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sexta-feira, 16 de março de 2007

Textos para Nada

Apenas as palavras quebram o silêncio, todos os outros sons cessaram. Se eu estivesse silencioso, não ouviria nada. Mas se eu me mantivesse silencioso, os outros sons recomeçariam, aqueles a que as palavras me tornaram surdo, ou que realmente cessaram. Mas estou silencioso, por vezes acontece, não, nunca, nem um segundo.

Samuel Beckett, Textos para Nada

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

for one finger

Morton Feldman: (...) years ago I had one of those very curious conversations you can have with Stockhausen, when he was writing all these big pieces like Gruppen and Hymnen and at that time I was writing very tenuous little piano pieces here and there. He would use that as a weapon against me. He would say to me, “Have you ever written a big piece, Morton? You must try it, it’s fascinating.” So I said, “And Karlheinz, what you have to try is to write a piano piece for one finger” (...)

Morton Feldman and Iannis Xenakis
In conversation

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

pensamento nocturno (3)

(...) nenhum pensamento é imune à sua comunicação, e basta já expressá-lo num falso lugar e num falso acordo para minar a sua verdade.

Theodore Adorno, Minima Moralia
7 Comments:
At Quarta-feira, 14 Setembro, 2005, Sasfa said...
Já Fernando Pessoa dizia da dificuldade de exprimir fielmente um pensamento com palavras! Por isso “o poeta é um fingidor”, pois que o que escreve não exprime bem o que sente...
Esta temática é lindíssima e dá pano para mangas!

At Quinta-feira, 15 Setembro, 2005, Rostos said...
Eu penso uma verdade, escrevo outra, e tu lês aquela, que criaste.
Apeteceu-me fazer uma frase do dia! Perdoa a invasão do espaço. Um abraço!

At Quinta-feira, 15 Setembro, 2005, Rostos said...
É claro que também se aplica às mentiras, não fossem elas verdades de si mesmas...

At Quinta-feira, 15 Setembro, 2005, pb said...
Invasão de espaço!?
É que nem pensar...
Os teus comentários são muito bem vindos.
Um abraço.

At Sábado, 24 Setembro, 2005, CV said...
...mas é também verdade que há mundos de pensamento bem para lá das capacidades de expressão da linguagem oral ou escrita. Daí haver lugar para a música, dança... que, claro, não expressam esses pensamentos “não exprimíveis”, mas criam interessantes imagens no espelho.

At Terça-feira, 27 Setembro, 2005, J.P. said...
Olá, passei por aqui e não resisti a deixar um abraço. È sempre bom conhecer mais um excelente blogue Bracarense. parabéns !

At Quarta-feira, 28 Setembro, 2005, pb said...
Senhor(a) J.P. (que não estou a ver quem é...) Obrigado pelo abraço e pelo elogio ao blogue mas permita-me apenas uma correcção. O Tónica Dominante é escrito por um transmontano que reside na cidade do Porto. Qualquer ligação à cidade de Braga decorre apenas de coincidências circunstanciais de um emprego, e nada mais. Um abraço.

domingo, 4 de setembro de 2005

(someone) Blessed

Blessed with awesome powers of invention and assimilation, Ligeti may be the one living composer for whom "genius" is not too strong a word. His music shows the influence of - to make a random list - the Masses of Johannes Ockeghem, the player-piano music of Conlon Nancarrow, the saxophone solos of Eric Dolphy, the drumming of the Central African Republic, the etchings of M. C. Escher, and the imprecations of Captain Haddock in the "Tintin" books ("Blistering barnacles!").

Alex Ross, Ligeti Split, 2001

sport, la musique et la poésie

L’école naît à Athènes au Ve siècle av. J.-C. Elle ne s’adresse d’abord qu’aux enfants, de 7 à 13 ans environ. On y enseigne le sport, la musique et la poésie ; la lecture, l’écriture et le calcul ne remplaceront ces disciplines que plus tard. Adolescents et adultes bénéficient également d’enseignements collectifs, mais dans un cadre plus informel, autour de maîtres à penser, rémunérés ou non.

Denis Mazzuchetti, L'école, d'Athènes à nos jours, 2004

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

pensamento nocturno (2)

Para recuperar a minha juventude era capaz de fazer tudo no mundo, excepto ginástica, levantar-me cedo, ou ser respeitável. A Juventude! Não há nada que se lhe compare. É absurdo falar da ignorância da juventude. Hoje em dia só tenho algum respeito pelas opiniões das pessoas muito mais novas do que eu. Parecem-me estar à minha frente. A vida revelou-lhes a sua última maravilha. Quanto aos velhos, contradigo-os sempre. É uma questão de princípio. Se lhe pedirmos opinião sobre uma coisa que aconteceu ontem, eles dão-nos solenemente as opiniões correntes em 1820, quando as pessoas usavam golas altas, acreditavam em tudo e não sabiam absolutamente nada.

Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray
5 Comments:
At Sexta-feira, 26 Agosto, 2005, Oficial e Comentadeiro said...
Este pensamento do Oscar Wilde lembra-me aquilo que às vezes sinto quando se desata a falar de Salazar. Se o acaso nos junta nesse momento com alguém de idade avançada, há sempre a hipótese de ouvirmos:«Ah!... Pelo menos naquele tempo não havia droga, nem a má-educação de hoje. Com o Salazar não havia crime nem pouca-vergonha, com ele andava tudo nos eixos». E pronto.

At Domingo, 28 Agosto, 2005, pb said...
Hehe!
Realmente...

At Sexta-feira, 02 Setembro, 2005, IO said...
A Genious, this irish man!!
Slainte!, IO

At Sexta-feira, 02 Setembro, 2005, Magna said...
Quando li esta obra, fiquei com um misto de obsessão e de angústia...Grande obra, de facto!
Bjs

At Sexta-feira, 02 Setembro, 2005, Sasfa said...
O que é espantoso é que o tema deste romance continua actualíssimo, pois o culto da juventude parece nortear a sociedade ocidental (basta olhar para a publicidade - beleza, vivacidade, felicidade, sempre associadas a juventude).
Parece que queremos à viva força ser infelizes...

domingo, 21 de agosto de 2005

os asnos

(...) também me não agradam aqueles para quem todas as coisas são boas, e que chamam a este mundo o melhor dos mundos. Chamo-lhes onisatisfeitos. A facilidade de gostar de tudo não é dos melhores gostos. Louvo as línguas delicadas e os estômagos escrupulosos que aprendem a dizer: “Eu” e “Sim” e “Não”. Mastigar e digerir tudo, porém... é fazer como os suínos. Dizer sempre Sim, isso só os asnos e os da sua espécie aprendem (...)

Friedrich Nietzsche, Assim Falava Zaratustra (Do espírito do pesadume)
6 Comments:
At Sábado, 27 Agosto, 2005, DGP said...
Prefiro-os mil vezes aos que dizem sempre não. Quem vive sem desculpa, quem não aceita os eles, os outros, os eus, os erros, não me parece que possa viver satisfeito com a sua razão. De que serve ser dono das suas paixões se já não as pode sentir?
“A minha paixão e a minha compaixão...que importam! Será que eu aspiro à
felicidade? Eu aspiro à minha obra”
Assim falou Zaratustra (O sinal)
Eu aspiro a felicidade.

At Sábado, 27 Agosto, 2005, pb said...
Realmente, muito interessante...
Em “Assim Falava Zaratustra” podemos encontrar literalmente de tudo.
Mas mesmo assim não os prefiro, aos asnos, claro! É aliás bastante frequente encontrar as maiores qualidades humanas, intelectuais e de engenho, em ilustres mal encarados! Pensemos, e para não ir mais longe, aqui em Portugal, em António Lobo Antunes e José Saramago... Não sou adepto da permanente concessão, da tolerância impávida perante o medíocre e da “alegre” convivência com o meio só porque dá mais jeito. Sei que não viveria mais feliz se assim navegasse nisto a que chamamos de sentido da vida.

At Domingo, 28 Agosto, 2005, DGP said...
Siddartha (versus Zaratustra)
(...)Mas eu penso que importante é apenas amar o mundo e não desprezá-lo, que o importante não é odiar-nos uns aos outros e sim, sermos capazes de ver o mundo, a nós próprios e a todos os seres com amor, admiração e respeito(...)
Siddartha
Hermann Hesse
Nem sempre se faz concessões porque dão mais jeito, às vezes é mesmo uma questão de respeito.

At Domingo, 28 Agosto, 2005, DGP said...
Desculpe, já estou a brincar. É claro, que também eu não me conformo com alguns erros que só servem a alguns poucos. Quando falo aqui esqueço-me que não me conhecem, e por isso tudo o que digo é levado á letra. Boa tarde!

At Domingo, 28 Agosto, 2005, pb said...
Ora essa!
O debate de ideias é sempre bom, portanto, não há nada a desculpar! Para além disso todos temos, de uma forma mais ou menos marcada, os dois lados versados nestes comments.
:-)

At Segunda-feira, 26 Setembro, 2005, Rostos said...
Pegando nesse livro de Nietzsche, que foi dos que mais me marcou na minha adolescência, e mais particularmente nas suas metamorfoses, trocaria os asnos por um daqueles camelos que carregam os fardos dos outros, apregoando que são feitos seus. Este livro é sem dúvida um dos maiores exercícos da mente humana. Perigosamente atractivo e demasiado poderoso, para entrar nele, e ficar lá muito tempo, sob o risco, de nos transformar irreversivelmente. Mas deixa lá, já havia asnos antes do Nietzsche, continua a haver após a sua morte, E há-de haver sempre até à extinção da consciência humana. Abraço.

pensamento nocturno (1)

O único sentido íntimo das cousas 
É elas não terem sentido íntimo nenhum.

Alberto Caeiro, O Mistério das Cousas

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

E nós por cá? (4)

The music that composers make can be heard through several media; the most traditional way is to hear it live, in the presence, or as one of, the musicians. Live music can also be broadcast over the radio or television.

(por cá acaba-se com as orquestras, com as companhias de bailado, programas de televisão não há, portanto resta-nos a rádio...)
4 Comments:
At Quarta-feira, 17 Agosto, 2005, joana araujo said...
ola stor!!! eu disse k um dia ainda comentava o seu blog,e aki tou eu! (como nao vinha aqui ha ja algum tempo, pk tou de ferias, ate me assustei com tantos posts) concordo com o estado de cultura em k se encontra o nosso pais... ainda no outro dia fui ver um concerto a espinho em k (no intervalo)iam assinar um protocolo entre a epme e a camara para a criaçao de uma orquestra de jovens.esse concerto era suposto ter começado as 21 e 30, mas como a senhora ministra da cultura foi assistir ao concerto este apenas começou as 22 e 30.(nao sei porque esperamos tanto tempo por pessoas k insistem em “cortar-nos as asas”)de quaquer modo e de salientar o ambiente hostil quando a senhora entrou acompanhada de guarda-costas:uns bateram palmas, outros experimentaram uns assobios, e outros apenas fizeram silencio.terao sido formas de protesto??? e pena k acabam com a cultura...afinal,o que somos nos sem cultura???

At Quarta-feira, 17 Agosto, 2005, pb said...
Olá Joana, respondendo à tua última pergunta, “o que somos nós sem cultura” à qual eu acrescentaria sem educação, somos isto mesmo, um jardim plantado à beira-mar de seu nome Portugal!

At Sexta-feira, 19 Agosto, 2005, t. said...
é revoltante
é cansativo
no nosso país a cultura é vista como o alfinete que se coloca no casaco
é giro,
fica “bem”
mas não se usa todos os dias
argh!!
um abraço

At Sexta-feira, 19 Agosto, 2005, sasfa said...
Boa esta imagem do alfinete na lapela! É exactmente isso! Serve para mostrar aos outros, para pôr em dias de festa, mas nada de sério em que valha a pena investir...

Atonality (7)

Dinâmicas, acentuação, articulação, e coloração estão indicadas com uma exactidão e detalhe sem precedentes; nada podia ser assumido fora do contexto; cada acontecimento ou aspecto de um acontecimento tem agora um significado novo e independente.

Eric Salzman, Twentieth-Century Music – An Introduction, 1988
(tradução de pb)

E nós por cá? (3)

(definição simples, pura e dura. gosto particularmente do fim, “vocação na qual o aprendiz participa”, muito bom mesmo...)

Vocational education (or Vocational Education and Training (VET)) prepares learners for careers or professions that are traditionally non-academic and directly related to a trade, occupation or ‘vocation’ in which the learner participates.

(... é caso para dizer e nós por cá? Como estamos de ensino vocacional? muito mal, como nunca vi...)
1 Comments:
At Sexta-feira, 19 Agosto, 2005, sasfa said...
No nosso dicionário “ensino vocacional” é: actividade secundária que se propõe dar bom ar e uma certa elevação às mentes dos futuros engenheiros, médicos e economistas.

domingo, 14 de agosto de 2005

Atonality (5)

(Arnold Schoenberg to Dika Newlin)

“You have not suffered enough. You must suffer”.

Dika Newlin, Schoenberg Remembered: Diaries and Recollections, (1938-76),
1980

Atonality (4)

We need a system-master, a teacher of the objective and organization, with enough genius to unite the old-established, the archaic, with the revolutionary.

Thomas Mann, Doctor Faustus

Atonality (3)

Schoenberg was himself well aware of the ambiguities and limitations inherent in any analysis of a musical work, especially an atonal composition. In a lecture of 1932 on the Four Orchestral Songs, he cautioned his listeners in a way that the author of this book can only echo: “I would not have you believe, ladies and gentlemen, that with this analysis all aspects of this section have been elucidated.... I state what I see, as far as I am able to express it. Yet in the end, this is still a path on which one must feel one’s way, step by step, with the tip of one’s toes.”

Bryan R. Simms, The Atonal Music of Arnold Schoenberg, 1908-1923, 2000

Atonality (2)

(sobre A. Schoenberg...)

Mahler was one of the last, saying: “I don’t understand his music, but he’s young and perhaps he’s right. I am old and I daresay my ear is not sensitive enough”.

John L. Holmes, Composers on Composers, 1990

Atonality (1)

In a letter addressed in 1909 to Ferruccio Busoni, Schoenberg described his recent compositions as works that demand “belief and conviction.” They were products of pure imagination, he said, not objects to be judged by outward appearance, and they were intended only for those who take “the side of all who seek.” With these generalizations he described a new style of music with which he had been experimenting for about a year.

Bryan R. Simms, The Atonal Music of Arnold Schoenberg, 1908-1923, 2000
2 Comments:
At Domingo, 14 Agosto, 2005, sasfa said...
Também aqui a imaginação, tal como no texto referente a Bartok, embora neste se pareça opôr os dois compositores no que respeita a esta questão! Não será este o denominador comum de toda a composição, tonal, atonal, dodecafónica, electrónica, etc?!

At Domingo, 14 Agosto, 2005, pb said...

São essas mesmas, as oposições que eu vou lançando aqui para o blogue! Tudo completamente intencional.

sábado, 13 de agosto de 2005

Aesthetics and Repertoire

The most basic premiss of Gould’s aesthetic was that music is primarily mental and only secondarily physical that sound is a medium for the transmission of music but not a necessary, defining aspect of music itself. For Gould a musical work was an abstract entity that could be fully comprehended in the mind in the absence of performance, without even the recollection of sounds or of physical means of production. A musical work thus existed beyond the sensory experience of it. Such a premiss may at first seem odd: Gould was, after all, first and foremost a performer, not a theorist, and much of his thinking about music took place in the context of performance. His work brought him constantly into contact with physical aspects of music-making; indeed, he took a more active interest than most classical musicians in such practical matters as the mechanics of his body, the action of his piano, and the techniques of recording. And he certainly cared about how his performances sounded. But there is really no contradiction here. To think about music in abstract terms is not necessarily to ignore music as sound; it is merely to make the physical aspect of music subservient to the conceptual. The hands serve the mind, not the reverse. Such a premiss is in fact commonplace: it places Gould within a particular tradition in the history of music aesthetics, a tradition with a long history and a substantial literature, and including performers of many different historical periods and intellectual backgrounds. What set Gould apart is that, unlike most performers, he did not reconcile his abstract view of music with conventional views on matters of performance. Instead, he permitted his view to influence his musical opinions and activities in unusually direct and idiosyncratic ways, and it was this willingness to adjust practice to accommodate theory that was the source for many of his controversial ideas and interpretations. Ultimately, it is to Gould’s abstraction, however commonplace it might at first seem, that we owe much of what is most interesting, characteristic, and provocative about his work.

Kevin Bazzana, Glenn Gould: The Performer in the Work A Study in Performance Practice, 1997

Béla Bartók

Bartók is a composer who is not easily classified and whose style cannot be described either briefly or by means of standard, generally accepted terms or ‘isms’. He propounded no systems as did Schönberg and Hindemith, established no clear-cut direction as did Stravinsky (neo-classicism) and founded no ‘school’. The direct influence of his music on younger composers, compared to that of the three just mentioned, has been correspondingly small. This may be partly due to his retiring nature and mode of life but even more to the fact that his music is in the last analysis incapable of being codified, hence incapable of being directly imitated. It is witness to the enormous creative imagination of its composer, whose natural musicianship may well exceed that of any other twentieth-century composer. Bartók was more concerned with writing music as he felt it than he was with questions of æsthetics and idiom. His lifelong preoccupation with folksong - a distinctly concrete and vital matter - and its relation to the composer constitute his only theoretical concern. That he was thoroughly capable of the most minute systernatisation is apparent from the pains he took in the classification of folk music. In composing, however, he was entirely unsystematic, following only the devices of his own fantasy.

Everett Helm, The Music of Béla Bartók, 1957
(Imagem: Bartók Béla arcképe, 1913, Olaj, vászon, 67 x 46 cm, Magántulajdon, New York)

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

from my pupils

“This book I have learned from my pupils”.

Arnold Schoenberg, Theory of Harmony, Vienna, July, 1911
3 Comments:
At Quarta-feira, 10 Agosto, 2005, DGP said...
Eu, pelo contrário “roubei” um livro ao Bockman. Uma sebenta original, feita na altura em fotocópia com recortes colados. Tive umas aulas com ele em casa, mas entretanto desapareci e esqueci-me de lhe devolver.

At Segunda-feira, 15 Agosto, 2005, sergio azevedo said...
Bochmann, rapaz, BOCHMANN!!!

At Sexta-feira, 19 Agosto, 2005, DGP said...
ups...só espero não ter pago as aulas em cheque!