
Frank Zappa
it then, but [he had] very much admiration for Varèse. Varèse was the first composer Zappa discovered who struck him so much that he became Zappa's icon. Zappa told me, "I've written some scores for orchestra, and would you consider to look at them?" I was just finished with the New York Philharmonic, and beginning with IRCAM and the Ensemble InterContemporain. So I told him, "You know I don't really conduct orchestras for the time being. If you want me to conduct a work for orchestra, you have to wait for quite a long time. But if you want to write something for the Ensemble InterContemporain, then I will perform it immediately." And so he said, "Well, I will compose for the Ensemble!" About a month later he sent me scores. I then organized an American program with a work by Carter, a work by Zappa and one by Ruggles. There may have been a work by Varèse, I don't remember exactly. It was a hard program from the point of view that I wanted the audience to take Zappa seriously, and not just as a joke. The reaction was interesting, as I expected. People who came for Carter said, "Why Zappa?" and people who came for Zappa said "Why Carter?" After that we recorded Zappa's music, in his presence. He was really a very interesting character.JD: Did his music fascinate you?
PB: Yes. It was a beginning, what he gave to us. That was the first thing he'd composed like that. Then he had a project with the Ensemble Modern, and everybody was surprised, and they tried to catch up with him. Unfortunately he died very soon afterwards.
Jed Distler, Pierre Boulez on Composers Past and Present, 2000
1 Comments:
At Terça-feira, 14 Junho, 2005, paulo Mesquita said...
Depois deste post,e no seguimento deum outro, resolvi ir buscar umas partit. de Cage e de Feldman, para fazer uma pausa.
Começo pelo «In a Landscape», agora na versão de duas mãos, passo pelo «Dream» e acabo no «Piano» de Feldman.
Quando estou na pág.16-20 há ali uns tri FFF, alternando com uns 3 ppp, que porventura não rebentarão o Bechstein, mas poderão desafinar um pouco o Yamaha. Peça difícil de aguentar/manter aquele ambiente.
1 Comments:
At Sábado, 21 Maio, 2005, sasfa said...
Pois, nunca tinha pensado nisso do ponto de vista de um compositor, mas faz sentido...
A relação de um instrumentista com o SEU instrumento é uma coisa especial, principalmente para aqueles que tocam instrumentos “portáteis” e não estão habituados a sofrer constantes trocas!
O caso dos pianistas é um bocado mais complexo, porque têm, no acto, que se identificar com um instrumento desconhecido... Faz-me lembrar uma certa luta do Nelson Freire com um Steinway fantástico, numa sala fantástica, mas com quem ele “antipatizou” sem razão aparente. Segundo ele, a antipatia era mútua e não conseguiram entender-se...
5 Comments:
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, César Viana said...
assinaria por baixo.
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, pb said...
Eu assino de cruz!
Já há duas assinaturas!!!
:-)
At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, Sara said...
Concordo em absoluto!! ou nao fosse eu discipula do bloggista......
At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, pb said...
Olha a Sarita!
Claro, pois, pois...
Já soube que este ano vamos ter as vossas “Peças frescas” transmitidas na rádio!
Sim senhora, fico bastante orgulhoso, para não dizer babado...
Beijos para as 3 meninas e abraço para o menino aí na capital!
At Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2006, sara said...
é verdade sim! finalmente vamos ter a nossa música a andar por aí pela rádio!
gostávamos de contar com a presença do mestre! acho que o osvaldo também
está a pensar vir cá ouvir!
se não pudermos contar com a sua excelentíssima presença pelo menos já
sabemos que temos um par de ouvidos ligados na rádio.....
faço a publicidade: dias 28 e 30 de Março a partir das 18h30 na Antena1
:)
4 Comments:
At Segunda-feira, 02 Maio, 2005, Revolucionário pós-modernista said...
O Satie - que adoro, não que isso importe, mas fica dito - esteve muito bem no seu tempo. Basta ver o modo como Cocteau e o grupo dos 6 se “aproveitaram” da sua atitude estética...
Mas eu acho, e perdoem-me a arrogância, que o que precisamos não é de “Saties” que nos chamem à atenção para a necessidade de romper com a flatulência do romantismo artístico através da ironia da atitude estética...hoje em dia, precisavamos mesmo era de músicos/compositores que comunicassem... Se calhar de “Wagners” que tão odiados eram então...
At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, samovar said...
E não existem? Então estamos tramados! Se não gosto de flatulências e me aborrece a atitude estética irónica, que hei-de ouvir?? Ou o chefe deste blog começa a “comunicar” ou só me restam os Sepultura!
At Sábado, 07 Maio, 2005, César Viana said...
Não se pode decidir por decreto que tipo de compositores temos. Podemos, sim, criar as condições para que um meio artístico sólido e profissional torne o seu trabalho coeso, regular, apreciado por um público conhecedor, mas isso dá muito trabalho. Vamos continuar a entregar o dinheirinho dos nossos impostos para subsídios, tem mais a ver com a nossa personalidade de brandos costumes...
At Sábado, 07 Maio, 2005, samovar said...
1 - Claro que sim. A boca foi só para picar o Paulo Bastos e porque achei piada à expressividade do “revolucionário”.
2 - Não vamos não... Não vislumbro uma revolução mas ainda acredito nos agentes da mudança!
1 Comments:
At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, samovar said...
Lamentavelmente, só posso pensar na música que os outros fazem. Se nem percebo como ouço uma melodia quando a orquestra está a tocar outra coisa!
Shuif, shuif.

4 Comments:
At Quarta-feira, 13 Abril, 2005, sasfa said...
Acho bem que se lembrem os mortos que ficaram, mas também os vivos que
hão-de ficar: Alfred Brendel na Casa da Música a 23 de
Abril. Vai tocar variações, mas não são op. 27!!!!
At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Lá estaremos pois claro está!
At Segunda-feira, 25 Abril, 2005, Anonymous said...
“Maître à penser” não significa necessariamente “Maître de musique”. Confundiu-se muitas vezes o valor da obra de Webern com o seu pensamento, e isso é fatal. Assim começaram muitas religiões...
At Terça-feira, 26 Abril, 2005, pb said...
Sr(a) Anónimo(a):
concordamos em absoluto em relação à propenção confusa das várias interpretações feitas da música de webern, tantas vezes, de forma directa,
precisamente por causa do próprio boulez, que defendeu de forma radical os valores weberianos.
Em relação a essa religiões que começaram, mas felizmente também acabaram, jamais aderi a qualquer uma, nem pós-serialismos, nem outros integralismos, nada!
Logo, e em conclusão, os textos que publico no “Tónica Dominante” são os que gosto mas não necessariamente os com os quais partilho gosto, técnica de composição ou opinião estética.
Cumprimentos e continue a fazer comments.

2 Comments:
At Sexta-feira, 08 Abril, 2005, sasfa said...
Ai se o Adorno visse isto!!
At Sexta-feira, 08 Abril, 2005, pb said...
Eu mandava chamar o Boulez e eles que se entendessem! :-)
