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domingo, 3 de junho de 2007

playing bicycle

Na sequência da irreverência e invenção total de John Cage vejam este video que encontrei nas minhas VHS!
Frank Zappa nos primeiros passos da sua carreira.


(e este, é claro, vai para a Teresa ;-)

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Bach/Kurtag

e porque este estava guardado há muito tempo...
Johann Sebastian Bach / György Kurtág, The Matchstick Man / The Seventh Door - Two films on Gyorgy Kurtag and Peter Eotvos - Cantata No. 106, "Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit," ("Actus Tragicus"), BWV 106 (BC B18) Sonatina, 2005

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Boulez/Zappa

Jed Distler: There are only two American composers to whom you've devoted a complete CD. One is Elliott Carter. The other is Frank Zappa. Tell me about the Boulez/Zappa connection.

Pierre Boulez: It came in a very simple way. Zappa asked me to meet him. I had heard of him of course, especially in '68, '70, with the scandals about the cover for his recordings and so on and so forth. And I thought, if he asked me to meet him, it could be interesting. You never know. I met him, and found the man extremely sympathetic and interesting. Zappa wanted to break out of the kind of milieu for which he was known. I didn't know it then, but [he had] very much admiration for Varèse. Varèse was the first composer Zappa discovered who struck him so much that he became Zappa's icon. Zappa told me, "I've written some scores for orchestra, and would you consider to look at them?" I was just finished with the New York Philharmonic, and beginning with IRCAM and the Ensemble InterContemporain. So I told him, "You know I don't really conduct orchestras for the time being. If you want me to conduct a work for orchestra, you have to wait for quite a long time. But if you want to write something for the Ensemble InterContemporain, then I will perform it immediately." And so he said, "Well, I will compose for the Ensemble!" About a month later he sent me scores. I then organized an American program with a work by Carter, a work by Zappa and one by Ruggles. There may have been a work by Varèse, I don't remember exactly. It was a hard program from the point of view that I wanted the audience to take Zappa seriously, and not just as a joke. The reaction was interesting, as I expected. People who came for Carter said, "Why Zappa?" and people who came for Zappa said "Why Carter?" After that we recorded Zappa's music, in his presence. He was really a very interesting character.

JD: Did his music fascinate you?

PB: Yes. It was a beginning, what he gave to us. That was the first thing he'd composed like that. Then he had a project with the Ensemble Modern, and everybody was surprised, and they tried to catch up with him. Unfortunately he died very soon afterwards.

Jed Distler, Pierre Boulez on Composers Past and Present, 2000

sexta-feira, 10 de junho de 2005

break the Bechstein (Beethoven)

L: Do you think of your music in any way as experimental, or is it something in itself?
MF: No, I don’t think of my music as experimental: I think of Beethoven as experimental, because he was really looking for something; he was looking to break the Bechstein because it didn’t have enough tone; I am not looking for anything.
L: Aren’t you looking for new sounds?
MF: No, not particularly.

An Interview with Morton Feldman
by Jolyon Laycock and David Charlton
1 Comments:
At Terça-feira, 14 Junho, 2005, paulo Mesquita said...
Depois deste post,e no seguimento deum outro, resolvi ir buscar umas partit. de Cage e de Feldman, para fazer uma pausa.
Começo pelo «In a Landscape», agora na versão de duas mãos, passo pelo «Dream» e acabo no «Piano» de Feldman.
Quando estou na pág.16-20 há ali uns tri FFF, alternando com uns 3 ppp, que porventura não rebentarão o Bechstein, mas poderão desafinar um pouco o Yamaha. Peça difícil de aguentar/manter aquele ambiente.

quinta-feira, 19 de maio de 2005

O piano de Morton Feldman

Morton Feldman: You know there’s a very interesting paper I once read about somebody... played on the original pianos of great composers. How Schumann harmony sounded on that instrument. The clarity of the harmony was extraordinary. Under a big light. Chopin’s piano sounded just like Chopin - that he never really played loud. The piano cannot play loud. That he made a mezzoforte sound big. And because of the level of the piano, that what he wrote on that piano was the best that sounded on that piano.

Somebody once came to my house, and wanted a criticism of their playing some years ago, and for some reason played the SONATINE by Ravel, and she stopped and she said: “On your piano, it sounds like your music.” Very, very interesting - the importance of one’s instrument.

Bunita Marcus, I went away, she used my piano. I came back, I said: “Did you work?” She said: “What I did, I did in half of the time, because I worked on your piano.”

I love the piano to work, because the balance on it... marvellous instrument.

Kevin Volans, Conversation with Morton Feldman
1 Comments:
At Sábado, 21 Maio, 2005, sasfa said...
Pois, nunca tinha pensado nisso do ponto de vista de um compositor, mas faz sentido...
A relação de um instrumentista com o SEU instrumento é uma coisa especial, principalmente para aqueles que tocam instrumentos “portáteis” e não estão habituados a sofrer constantes trocas!
O caso dos pianistas é um bocado mais complexo, porque têm, no acto, que se identificar com um instrumento desconhecido... Faz-me lembrar uma certa luta do Nelson Freire com um Steinway fantástico, numa sala fantástica, mas com quem ele “antipatizou” sem razão aparente. Segundo ele, a antipatia era mútua e não conseguiram entender-se...

20

ligetischoenbergBerioCagegubaidulina
debussybartokstravinskyboulezfeldman
Adamsnonokurtagsatiewebern
SaariahoravelbergvareseStockhausen
2 Comments:
At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, samovar said...
(aqui devia haver legenda, caramba... quem são estes desconhecidos todos??)

At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, pb said...
Posso pôr uma legenda se necessitas! E no post “10” também é preciso?

domingo, 1 de maio de 2005

Sobre György Ligeti

Pour moi, Ligeti est un des plus grands musicien du XXe siècle. Sans ordinateur et sans appareillage électronique sophistiqué, uniquement avec son instinct, son cerveau et sa sensibilité, il nous a donné certaines des ouvres les plus avancées de l’époque.

Olivier Messiaen
(Claude Samuel in, Permanences d’ Olivier
Messiaen - Dialogues et Commentaires)
5 Comments:
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, César Viana said...
assinaria por baixo.


At Terça-feira, 03 Maio, 2005, pb said...
Eu assino de cruz!
Já há duas assinaturas!!!
:-)

At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, Sara said...
Concordo em absoluto!! ou nao fosse eu discipula do bloggista......

At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, pb said...
Olha a Sarita!
Claro, pois, pois...
Já soube que este ano vamos ter as vossas “Peças frescas” transmitidas na rádio!
Sim senhora, fico bastante orgulhoso, para não dizer babado...
Beijos para as 3 meninas e abraço para o menino aí na capital!

At Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2006, sara said...
é verdade sim! finalmente vamos ter a nossa música a andar por aí pela rádio!
gostávamos de contar com a presença do mestre! acho que o osvaldo também
está a pensar vir cá ouvir!
se não pudermos contar com a sua excelentíssima presença pelo menos já
sabemos que temos um par de ouvidos ligados na rádio.....
faço a publicidade: dias 28 e 30 de Março a partir das 18h30 na Antena1
:)

Musique d’ameublement

Satie ne cède jamais à l’abondance, s’il y cède c’est par la longueur voulue pour ses pièces – comme la Musique d’ameublement écrite en 1920, constituée d’une suite de rengaines d’allure populaire, répétées sans fin –, mais non par la multiplicité des figures ou des thèmes employés. L'utilisation que Satie fait de la citation ou du mélange des genres s’affirme au-delà du jeu comme une force de rupture au sein de la forme, et surtout comme une possibilité de distanciation par rapport à la question de l’expression ou de la pureté d’un style.

Béatrice Ramaut-Chevassus
4 Comments:
At Segunda-feira, 02 Maio, 2005, Revolucionário pós-modernista said...
O Satie - que adoro, não que isso importe, mas fica dito - esteve muito bem no seu tempo. Basta ver o modo como Cocteau e o grupo dos 6 se “aproveitaram” da sua atitude estética...

Mas eu acho, e perdoem-me a arrogância, que o que precisamos não é de “Saties” que nos chamem à atenção para a necessidade de romper com a flatulência do romantismo artístico através da ironia da atitude estética...hoje em dia, precisavamos mesmo era de músicos/compositores que comunicassem... Se calhar de “Wagners” que tão odiados eram então...

At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, samovar said...
E não existem? Então estamos tramados! Se não gosto de flatulências e me aborrece a atitude estética irónica, que hei-de ouvir?? Ou o chefe deste blog começa a “comunicar” ou só me restam os Sepultura!


At Sábado, 07 Maio, 2005, César Viana said...
Não se pode decidir por decreto que tipo de compositores temos. Podemos, sim, criar as condições para que um meio artístico sólido e profissional torne o seu trabalho coeso, regular, apreciado por um público conhecedor, mas isso dá muito trabalho. Vamos continuar a entregar o dinheirinho dos nossos impostos para subsídios, tem mais a ver com a nossa personalidade de brandos costumes...


At Sábado, 07 Maio, 2005, samovar said...
1 - Claro que sim. A boca foi só para picar o Paulo Bastos e porque achei piada à expressividade do “revolucionário”.
2 - Não vamos não... Não vislumbro uma revolução mas ainda acredito nos agentes da mudança!

Conlon Nancarrow

the musiC
yOu make
isN 't
Like
any Other:
thaNk you
oNce you
sAid
wheN you thought of
musiC
you Always
thought of youR own
neveR
Of anybody else’s.
that’s hoW it happens.

in Empty Words, John Cage
1 Comments:
At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, samovar said...
Lamentavelmente, só posso pensar na música que os outros fazem. Se nem percebo como ouço uma melodia quando a orquestra está a tocar outra coisa!
Shuif, shuif.

quarta-feira, 13 de abril de 2005

maître à penser


Webern foi o maître à penser de toda uma geração, desforra póstuma sobre a obscuridade que lhe encobriu a existência. Desde hoje pode-se considerá-lo como um dos maiores músicos de todos os tempos, homem indelével.

Pierre Boulez
4 Comments:
At Quarta-feira, 13 Abril, 2005, sasfa said...
Acho bem que se lembrem os mortos que ficaram, mas também os vivos que
hão-de ficar: Alfred Brendel na Casa da Música a 23 de
Abril. Vai tocar variações, mas não são op. 27!!!!

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Lá estaremos pois claro está!

At Segunda-feira, 25 Abril, 2005, Anonymous said...
“Maître à penser” não significa necessariamente “Maître de musique”. Confundiu-se muitas vezes o valor da obra de Webern com o seu pensamento, e isso é fatal. Assim começaram muitas religiões...

At Terça-feira, 26 Abril, 2005, pb said...
Sr(a) Anónimo(a):
concordamos em absoluto em relação à propenção confusa das várias interpretações feitas da música de webern, tantas vezes, de forma directa,
precisamente por causa do próprio boulez, que defendeu de forma radical os valores weberianos.
Em relação a essa religiões que começaram, mas felizmente também acabaram, jamais aderi a qualquer uma, nem pós-serialismos, nem outros integralismos, nada!
Logo, e em conclusão, os textos que publico no “Tónica Dominante” são os que gosto mas não necessariamente os com os quais partilho gosto, técnica de composição ou opinião estética.
Cumprimentos e continue a fazer comments.

sexta-feira, 8 de abril de 2005

Arnold Schoenberg (professor e compositor)


Probably there have been very few distinguished composers who spent so much time in their career teaching, and with such passionate dedication to this task, as Schoenberg did. One of the principle reasons for this strong passion along the tradition lay in the belief that teaching constituted an indespensable means of passing along the tradition that he believed in so fervently and of which he considered himself to be a part. Schoenberg was never reluctant to pay homage to those composers who had influenced him: his primary ‘teachers’ Bach and Mozart, and secondarily Beethoven, Brahms, and Wagner.

Leonard Stein
2 Comments:
At Sexta-feira, 08 Abril, 2005, sasfa said...
Ai se o Adorno visse isto!!

At Sexta-feira, 08 Abril, 2005, pb said...
Eu mandava chamar o Boulez e eles que se entendessem! :-)

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Ainda sobre György Kurtág

Les chefs-d'oeuvres sont parfois impossibles à reconnaître en tant que tels. Certains annoncent leur arrivée à grand fracas: ils sapent les critères du bon goût et renversent les tabous. D’ autres, au contraire, viennent au monde avec une modestie exemplaire, si calmement, si silencieusement qu’ on les remarque à peine.

István Balázs
(tradução do alemão por Olvier Mannoni)

terça-feira, 5 de abril de 2005

Sobre György Kurtág


Assumindo-se como um elemento voluntariamente marginal, György Kurtág representa uma música que não é, de forma absoluta, serial, minimalista, aleatória ou experimental, mas sim uma música que, no seu todo, forma um mundo miniaturista onde encontramos condensados traços da nossa linguagem contemporânea, de músicas do passado e do folclore. Todos estes elementos são aliados a uma técnica de composição marcada por uma impressionante economia de meios, onde tudo é reduzido apenas ao fundamental, a um gesto, a uma nota.