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terça-feira, 13 de novembro de 2012

simples versus complicatus (não, não é a flor!)



É assim, em Lisboa as coisas funcionam de uma forma mais óbvia, mais simples, mais assumida. Ou seja, Pequenos Cantores do Conservatório de Lisboa e a Camerata de Lisboa, maestrina Joana Carneiro, álbum de Natal, Canções de Natal Portuguesas, compositores contemporâneos portugueses, como Carlos Marecos, Vasco Pearce de Azevedo, Sérgio Azevedo e João Madureira, todas os temas escritos tendo como ponto de partida o cancioneiro tradicional português.
A ser no norte, não podia ser assim, não, nem pensar! Tinha que ser uma coisa em Grande! O maestro tinha que ser estrangeiro, de preferência com um nome bem complicado de pronunciar, as músicas teriam que incluir obrigatoriamente, porque toda a gente gosta, o "A Todos um Bom Natal", o "Noite Feliz" e o "Jingle Bells", o cancioneiro tinha que ser da freguesia de nascença da pessoa que organizasse o evento e posterior gravação, e quanto aos compositores é melhor ficar por aqui neste breve, irónico e patético comentário...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Antes quase, do que nada...


Hoje, quando penso em mim e no meu percurso enquanto ser humano ocorrem-me muitas coisas, umas boas outras más, que a memória não soube apagar. Vejo aquilo que quase fui e aquilo que quase sou e chego serenamente, e conformado, a uma conclusão. Antes ser quase um compositor, antes ser quase um bom professor, antes ser quase um ser humano livre, um daqueles que vive pela sua própria consciência, do que estar em vão a pavonear as vaidades supérfluas dos que se acham coisa alguma. Estou, agora com a idade a avançar, a perceber como tudo isto é tão verdade. Não me revejo naqueles que acham que são mais do que quase nada. Pessoalmente acho muito mais compensador ser quase nada do que nada ser. Quase tudo e todos os que me rodeiam assim são, cheios de certezas, glórias e aparentemente “felizes” com a sua prestação cada qual no seu pequeno mundinho. Olho para eles com algum desdém uma vez que o que entendo, do meu infinito e quase nada íntimo, é a inutilidade das suas vidinhas que debaixo da aparência do todo total nada mais são do que nada.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

ainda sobre a ignorância (resposta a um email)

Terei ainda que fazer um longo caminho até o exterior não me afectar, mas entretanto, e porque dificilmente me calo tenho que te dizer algumas palavras.

A ignorância de que tanto falo é aquela que é transportada e catapultada pelos ditos mestres em cima dos seus discípulos , ou seja, se quiseres transportar as situações, professores e alunos. Esse tipo de ignorância não se esconde nem com o ar mais eloquente, eficiente e responsável! E penso que o mais grave é que esse tipo de pessoas possam sequer julgar que tal não se nota. Nota pois…

Quando falo em ignorância nunca me refiro à da pessoa que nada aprendeu, não leu nem escreveu, ou a que nem a sua própria intuição soube usar… essa pessoa sabe, com certeza, muito daquilo que eu não sei, que é praticamente tudo, é o ter consciência de que nada sei, como dizia o filósofo.

A ignorância que tanto me atormenta é a que aparece disfarçada de coisa esclarecida, essa sim, revolta-me e não a suporto! É como diz o povo, que não é, definitivamente, ignorante, a ignorância é atrevida!

Beijos, Paulo.

sábado, 7 de julho de 2012

A(c)tualização do meu melhor Post de sempre sobre o EEM!

Porcaria 691, ITC, para que serve isso aí? 1 contra 5! Mais a ANQEP... 26 a 30 alunos, venham dai! DL139/2012, DL132/2012, Decreto-Lei n.º 137 - 2012 de 2 de Julho Altera o Decreto Lei 75-2008 de 22 de Abril, Portaria 942-2009 de 21 de Agosto - Recrutamento pessoal docente para o Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança, Dire(c)tores, sempre a Portaria 693-98 de 3 de Setembro Habilitações - grupos de recrutamento M (EAE Música), Coordenadores, Relatórios de avaliação, Contratados, informação intermédia, Encarregados de Educação, adjuntos, comissões, conselhos disto e também daquilo, geral, pedagógico, turma, de dire(c)tores de turma, da merda, Planos de estudo dos cursos artísticos especializado para consulta pública 23 de abril, pareceres, poder, não pareceres, a(c)tas e desa(c)tas, pcts, vai dar aulas ó malandro! Substituição de trombone, instrumento, composição, 2000/2001, requerimento, workshops, subsídios (foram-se 2+1 mês), critérios, matrizes, gente com ar de quem sabe o que faz, concertos, recitais, certificação, formação, participação disciplinar, processo disciplinar (mentirosos), inter-relações, a(c)tividades, dossier, justificação falsa de faltas, taxa de sucesso, pouca vergonha, planos, de apoio recuperação acompanhamento atendimento explicações não pagas recurso sala de atendimento ameaça formação cívica música (como?) cotações formação musical oferta de escola acompanhamento e improvisação baixo contínuo acústica e organologia (para que serve isso aí?)      história da cultura e das artes (?)         laboratório de composição (?)             leitura de partituras (?)               instrumento de tecla (?)                      caramujo!

ME, me, me, me, MEC, mec, mec, mec, mec, ANQ, anq, anq, anq, anq, anq, desanq, desanq, ANQEP, anqep, anqep, anqep, anqep, anqep, anqep, anqe, anq, an, a, a, a, a,  Aiiiiiiiiii!!!!!!!!
xiiiiiiPUM!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

falta de talento


O talento de um indivíduo reconcilia-nos muitas vezes com aquilo que pode haver de discutível no seu carácter, quando não temos de lhe suportar pessoalmente os efeitos. Mas nunca o humor agradável de alguém nos tornará indulgentes para com a sua falta de talento.

Arthur Schnitzler

tom dogmático


É a ignorância profunda que inspira o tom dogmático. Aquele que nada sabe pensa ensinar aos outros o que acaba de aprender; aquele que sabe muito mal chega a pensar que o que diz possa ser ignorado, e fala com maior indiferença. 

Jean de La Bruyére

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

ensINo não espeCializadO em coisa nenhuMa a não ser, PEnsando bem, TalvEz, Não, mais TardE, pois...

No post anterior refere-se um, e apenas um, dos “factores do fracasso do sistema educativo português”, os chamados “cientistas da educação”...

Mas o que realmente me enerva é a incompetência, disfarçada de coisa boa, cheia de objectivos vazios, vestida com roupa nova, activa como uma barata tonta, repleta de trejeitos “estudados” em universidades de caca, em suma, o ser, não do verbo mas de humano, puro e duro, mal formado, humanamente e cientificamente!

Há pouca coisa neste meu “pequeno mundo” que me incomode mais do que isto.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Novo ensino especializado da música (3)

"Uma análise quantitativa da população que frequentou o Conservatório mostra uma fortíssima quebra de alunos, inicialmente associada a uma política de contenção da oferta, apresentada no ano de 1930, mas que se aprofundaria até à década de 70. A diminuição de efectivos constituiu um impressivo retrocesso relativamente a todos os outros ramos de ensino que cresceram, em igual período e como nunca até aí, de uma forma sustentada. O estudo histórico mostra que se deve discutir a partir daqui a consolidação de práticas didáctico-pedagógicas específicas à instituição. A nossa ideia é que o abaixamento dos alunos teve como resposta organizacional mais óbvia o aprofundamento da necessidade de um regime de ensino individualizado da Música. Os dados de que dispomos apontam no sentido da manutenção e da prevalência de práticas de ensino colectivo até aos alvores do século XX: os professores podiam leccionar a várias secções no mesmo dia, mantendo-se inclusive o recurso a decuriões".

Estudo de Avaliação do Ensino Artístico, Mito Do Ensino Individualizado, Fevereiro 2007

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Irritante

Uma das coisas que mais me irrita é ver um asno com ar de quem sabe o que está a fazer!
(pronto, está dito...)
1 Comments:
At Sábado, 03 Setembro, 2005, t. said...
:)

quarta-feira, 20 de abril de 2005

Boléro de Ravel

Hoje lembrei-me de um singelo episódio, ocorrido há já alguns anos, numa escola profissional de música - num ímpeto de participação, entusiasmada, uma aluna perguntou-me: “quem é que escreveu o Boléro de Ravel?!” Nunca me refiz...
3 Comments:
At Quarta-feira, 20 Abril, 2005, sasfa said...
Ainda assim, essa não é melhor que a das escalas - a escala maior e a mais pequena...

At Quinta-feira, 21 Abril, 2005, ADSUM said...
Ai... tenho uma lista tão vasta destas referências, quase tanto como o catálogo do D. Giovanni q Leoporello tão bem apresenta. E que tal o singspiel de Mozart ‘O rapto do Sarrabulho’? Deliciosa, heim? :)


At Quinta-feira, 21 Abril, 2005, Pat said...
São todas dignas de “Portugal no seu melhor”.....!