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sexta-feira, 20 de julho de 2007

Splanky

Então aqui vai!
Este post, retribuição a Carlos A. A. do Ideias Soltas, propõem três contrabaixos, Christian McBride, músico da nova geração, e dois músicos da velha guarda, Milt Hinton e Ray Brown, ou "Dad", como alguns lhe chamam. A distribuição sonora é esta: Brown na esquerda, McBride ao centro e Hinton na direita. O cd, Gettin' to it de Christian McBride (1995), primeiro álbum da carreira deste jovem contrabaixista, e a música chama-se Splanky.
Swing é isto!

domingo, 15 de julho de 2007

Victor Wooten (3)

Victor Wooten (2)

Victor Wooten (1)

Por sugestão do Paulo Mesquita aqui vão alguns videos desse baixista inacreditável chamado Victor Wooten! Já o tinha ouvido num DVD que tenho cá por casa mas estes videos do YouTube não conhecia. Victor Wooten é membro do grupo Bela Fleck and the Flecktones, grupo que, confesso, não aprecio. A sua prestação a solo é muito superior.

domingo, 4 de setembro de 2005

de conhecimento obrigatório (15)

(e que tal voltarmos à música? Será melhor...)
You must believe in spring.jpg
Bill Evans, You must believe in spring, 1977
4 Comments:
At Quarta-feira, 07 Setembro, 2005, CV said...
To fully believe in Spring a recording such as this one was needed...

At Quarta-feira, 07 Setembro, 2005, nívea samovar said...
:-)
Isto do Paulo ainda não ter percebido que o César virou inglês e já aqui lhe deixou dois rastos para encontrar os seus “poems” faz-me sorrir... Vai lá ver, Paulo. São imensamente tristes mas muito bonitos. Requerem é um dicionário ao lado para quem, como eu, já não domina na perfeição a língua de Shakespeare.
Anyway, dear CV, we would be delighted to send you this recording as a gift, if that beautiful “rua de St. Antão” survived to this summer hell. (que chatice... não sei se survive é com “to” or not)

At Quinta-feira, 08 Setembro, 2005, pb said...
Pois, agora percebi...
Fico contente por saber de CV.
O Poems vai desde já para a minha lista de preferências.

At Sábado, 10 Setembro, 2005, CV said...
Só um detalhe: não “virei” inglês. Lá nasci e vivi. Hoje sou português e inglês. A Rua de Santo Antão sobreviveu, apesar de toda a região ter sido muito fustigada pelo fogo. Tem chuviscado nestes dias, o que torna o ar mais respirável.

terça-feira, 9 de agosto de 2005

7 Variations sur Lennie Tristano

O tributo - 7 Variations sur Lennie Tristano (2002)

O sexteto dirigido por Stephan Oliva e François Raulin é um dos mais estimulantes, pois que se propõe tocar a música de Lennie Tristano, ou temas a ele ligados, com uma formação instrumental bastante original. Os dois pianistas haviam já prestado a sua homenagem a Lennie Tristano no disco “Tristano”, mas a nova aposta era dar a conhecer as Variações do pianista cego tal como as interpretam sete dos grandes nomes do jazz francês actual. Assim, neste disco ouve-se uma reciclagem do Bop e do Pós-free, uma exploração da World music, onde os dois pianistas, embora não copiando o seu estilo, encontram nas concepções de Lennie Tristano uma autêntica mina de ouro que não cessa de revelar os seus tesouros. Mas esta formação só se completa e ganha forma com os restantes membros: Marc Ducret na guitarra, Bruno Chevillon et Paul Rogers nos contrabaixos, Laurent Dehors nos clarinetes e Christophe Monniot nos saxofones alto e barítono.
2 Comments:
At Terça-feira, 09 Agosto, 2005, IO said... Outro que chegou!, feliz pelo teu regresso!, abraço, IO.

At Terça-feira, 09 Agosto, 2005, pb said... Olá io! Obrigado pelo encorajamento. Eu entretanto, e apesar de não postar, vou sempre ao chuinga! Ao 2, é claro, por falar nisso, tenho que actualizar o link na minha página...

sábado, 4 de junho de 2005

de conhecimento obrigatório (9)

Beyond The Missouri Sky (Short Stories).jpg
6 Comments:
At Sábado, 04 Junho, 2005, César Viana said...
belo disco.


At Sábado, 04 Junho, 2005, pb said...
É, apesar de eu não gostar especialmente de Pat Metheny, desta combinação com Haden surge um dos discos mais intimistas e bem tocados que conheço. Um momento sublime o que eles fazem com “Cinema Paradiso (Love Theme)”!

At Domingo, 05 Junho, 2005, Paulo Mesquita said...
Não há qualquer dúvida de que é um disco fabuloso. Até o Papá Haden acabou por pôr alguns dos Jazzistas à procura do seu filho Josh, à custa do tema 13- Spiritual. O resultado quedou-se pelo cd The blue moods of Spain, uma mistura lenta de qualquer coisa lamechas - pop fraquinho. Até parece que não ouviu o PaPá Haden lá por casa com alguns dos melhores. Um outro grande cd (quanto a mim) de formação análoga é o Oracle de Gary Peacock e Ralph Towner da Ecm. Ouçam se puderem.

At Domingo, 05 Junho, 2005, pb said...
É lá! Pois então até que enfim! O Senhor PM aderiu finalmente aos encantos da blogoesfera.

At Segunda-feira, 06 Junho, 2005, João Delgado said...
Disco de culto. Tal como um outro, de Metheny com John Scofield “I Can See your house form here”, julgo que é assim...


At Segunda-feira, 06 Junho, 2005, paulo mesquita said...
Nesse grande cd”I can see your house from here”, não podemos esquecer os outros dois montros: o Steve Swallow e o Bill Stewart, para completar esse disco fenomenal, que me acompanhou entre Porto e braga, o sítio de eleição do mentor deste espaço alternativo, que é como quem diz a A3. Sinceramente, em muitos temas, tenho de reconhecer que o John Scof.( com os seus celebérrimos efeitos de cortar o transitório de ataque, tal qual Abercrombie)acaba por ser mais interessante do que o Pat. Agora um disco fenomenal de 76 do nosso amigo Pat é o “Bright Size of Life” com Pastorius e Bob Moses.
Grande onda.

domingo, 22 de maio de 2005

quinta-feira, 19 de maio de 2005

11

monk.jpg
Some of Monk’s compositions are very simple, meaning not difficult for a musician to play. However, the impact of these compositions is very profound (...) His rhythmic approach is unique. It might sound like he is having trouble keeping the time. “Time” describes the underlying pulse of the music, the pulse, the flow, the beat, the swing of the musical situation. Monk had great time. He always knew when it was swinging, and it was always vital to him that his group swung and swung hard. What sets Monk apart from most musicians is that he didn’t play the swing feel himself. The swing feeling had to be there in the group. When the group was really swinging, then Monk could get into his thing, which was to rhythmically react to the music in his own very personal, original way. But it always fits with his musical surroundings. The main point is: Don’t ever think Monk’s ‘time’ was bad. He was always in sync with the music, but his way.

Don Sickler, The Monk Sound, Magazine “DU”, 1994

10

parkerellingtonarmstrongevansfitzgerald
ornetteJarrettdaviscoltranebaker
5 comments
At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, Luís Aquino said...
Os discos destes também os levavas para uma ilha deserta ou é só o teu top ten de preferências do Jazz? Assim à primeira, escolhia o ‘Bird’(está tão lavadinho na foto!), o Louis (ao início pareceu-me o Gillespie),a Ella e o Chat. Então e quem é o pretinho à esquerda na fila de baixo?
E não se arranja uma vagazita para o Dizzy e o Theolonius?

At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, pb said...
O pretinho à esquerda é Ornette Coleman, saxofonista a quem se atribui o estilo “Free Jazz”. Mas realmente o Dizzy e o Thelonius fazem falta aqui... principalmente Thelonius...
Ainda vou resolver esta injustiça.
Assim não pode ficar!

At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, samovar said...
hum...
(Foi para me irritar... eu sei que foi por isso que não pôs o Thelonius... grrrrrrr)

At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, pb said...
Foi como o comment de samovar ao post “20”.
Também só foi para me irritar! :-P

At Sexta-feira, 20 Maio, 2005, ADSUM said...
Nota alta para este post. E nota 10 para a Ella. Beijos

terça-feira, 3 de maio de 2005

de conhecimento obrigatório (7)

kindofblue.jpg
Miles Davis, Kind of Blue (1962)

Este post vai ao encontro do que é dito por César Viana (comment: 5% ou menos?), quando refere John Coltrane, confirmando que a erudição é um conceito muito vago e uma palavra a ter em fraca conta. Apresentem-se pois os músicos, pouco ou nada eruditos, tanto importa, três dos melhores de sempre estão lá, é mais do que certo!

Miles Davis, trompete
John Coltrane, sax tenor
Bill Evans, piano
Julian Adderley, sax alto
Paul Chambers, contrabaixo
James Cobb, bateria
Wyn Kelly, piano (só em Freddie Freeloader)

01 So What
02 Freddie Freeloader
03 Blue In Green
04 All Blues
05 Flamenco Sketches

(por não conhecer este disco, um(a) indivíduo(a), de uma cultura musical média, seja lá isso o que for, devia ter que sofrer um qualquer castigo ao longo de, vá lá, uns tempos, tipo peixe cozido durante duas semanas seguidas...)
7 Comments:
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, pb said...
Não disse quem eram os tais 3!
Claro que são Miles Davis, John Coltrane e Bill Evans.
E já agora os outros 2 intérpretes, de Jazz, também de sempre, e dos antigos...
Ella Fitzgerald e Louis Armstrong!

At Quarta-feira, 04 Maio, 2005, César Viana said...
O Miles comentou numa entrevista que este disco era tanto dele como dos outros, mas a editora queria o nome dele na capa. Aliás, o papel do Bill Evans na concepção, arranjos, e até nas notas da contracapa é bem nítido e decisivo. Que disco! “Os milagres acontecem”, diz uma canção que anda por aí...


At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, MrMystic said...
Miles was a great musician but he was a foofy husband


At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, samovar said...
Eu adoro peixe cozido. Também conheço esse disco mas há mais de dez anos que não me apetece ouvi-lo.

O Sr. Paulo o que é que me prescreve??

At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, pb said...
Não prescrevo nada!
O caso é tão grave que não tem solução...
:-P

At Sexta-feira, 06 Maio, 2005, César Viana said...
Para lá de ser inacreditável não ouvir este disco há 10 anos, haverá uma razão para o fazer agora; a edição original em LP e as primeiras em CD, devido a um problema de transcrição, estavam uma pouco mais agudas do que deveriam, aspecto que foi corrigido nas mais recentes edições em CD. (nomeadamente o cd Columbia CK 64935, que além disso traz um take alternativo do Flamenco Sketches com um solo fabuloso do Coltrane)


At Sexta-feira, 06 Maio, 2005, samovar said...
:)))))
Obrigada pela notícia, César Viana. Sorrio porque isso é aguçar a minha tendência musicopata que tem andando adormecida.

quinta-feira, 21 de abril de 2005

de conhecimento obrigatório (4)


Ella Fitzgerald, Sunshine of your Love
Gravado por Wally Heider em San Francisco em Outubro de 1968

Conheci este disco há muitos anos em vinil (versão que mantenho) e em 1996 foi reeditado com esta nova capa (a capa original era diferente). Trata-se de um vinil raro e muito caro no mercado usado do género e a versão presente (cd) também não é fácil de encontrar.
É para mim o melhor disco de Ella onde esta se encontra com a orquestra (lado a) e o trio (lado b) ingleses de Tommy Flanagan. O tema Sunshine of your Love que dá nome ao disco é esse mesmo, o de Eric Clapton! Tem também a mais forte e atrevida versão que conheço de Hey Jude dos Beatles. Mas o que realmente transcende é o segundo lado onde se apresenta apenas o trio: Tommy Flanagan no piano, Frank De la Rosa no contrabaixo e Ed Thigpen na bateria. E, claro, como não podia deixar de ser, os grandes discos desta época eram assinados nos textos e na produção por Norman Granz. Um momento único, felizmente foi gravado, do melhor Jazz de sempre.