Mostrar mensagens com a etiqueta Partituras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Partituras. Mostrar todas as mensagens

sábado, 7 de julho de 2012

A(c)tualização do meu melhor Post de sempre sobre o EEM!

Porcaria 691, ITC, para que serve isso aí? 1 contra 5! Mais a ANQEP... 26 a 30 alunos, venham dai! DL139/2012, DL132/2012, Decreto-Lei n.º 137 - 2012 de 2 de Julho Altera o Decreto Lei 75-2008 de 22 de Abril, Portaria 942-2009 de 21 de Agosto - Recrutamento pessoal docente para o Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança, Dire(c)tores, sempre a Portaria 693-98 de 3 de Setembro Habilitações - grupos de recrutamento M (EAE Música), Coordenadores, Relatórios de avaliação, Contratados, informação intermédia, Encarregados de Educação, adjuntos, comissões, conselhos disto e também daquilo, geral, pedagógico, turma, de dire(c)tores de turma, da merda, Planos de estudo dos cursos artísticos especializado para consulta pública 23 de abril, pareceres, poder, não pareceres, a(c)tas e desa(c)tas, pcts, vai dar aulas ó malandro! Substituição de trombone, instrumento, composição, 2000/2001, requerimento, workshops, subsídios (foram-se 2+1 mês), critérios, matrizes, gente com ar de quem sabe o que faz, concertos, recitais, certificação, formação, participação disciplinar, processo disciplinar (mentirosos), inter-relações, a(c)tividades, dossier, justificação falsa de faltas, taxa de sucesso, pouca vergonha, planos, de apoio recuperação acompanhamento atendimento explicações não pagas recurso sala de atendimento ameaça formação cívica música (como?) cotações formação musical oferta de escola acompanhamento e improvisação baixo contínuo acústica e organologia (para que serve isso aí?)      história da cultura e das artes (?)         laboratório de composição (?)             leitura de partituras (?)               instrumento de tecla (?)                      caramujo!

ME, me, me, me, MEC, mec, mec, mec, mec, ANQ, anq, anq, anq, anq, anq, desanq, desanq, ANQEP, anqep, anqep, anqep, anqep, anqep, anqep, anqe, anq, an, a, a, a, a,  Aiiiiiiiiii!!!!!!!!
xiiiiiiPUM!

domingo, 17 de junho de 2012

sobre a ausência de gosto musical

Para além da questão do ensino especializado da música, que é o que tema que sempre mais me preocupou, ainda há a música contemporânea portuguesa em si mesma. A maior parte das obras que escrevo (desde 1990 sensivelmente) nunca foram tocadas, e aquelas que o foram não passaram da primeira e única vez. A comparação que posso estabelecer e forma mais simples de perceber é a de um escritor que escreve um livro para crianças, por exemplo, e apenas uma criança no mundo o ler! Não há qualquer forma, que eu esteja a ver de este tipo de coisas mudar por diversos motivos.
(comentário meu algures no facebook)

Quem ler o que acabei de escrever pode tirar vários tipos de conclusões...

pode eventualmente pensar que estou a aludir aos velhos problemas dos grupos daqui e dali, dos que são mais privilegiados no que à divulgação da sua música concerne, ou das questões das periferias - onde agora me incluo cada vez mais uma vez que me mudei do Porto para Braga, uma cidade sem qualquer tipo de estimulo cultural sério que eu vislumbre - e dos centros de poder, ou, pura e simplesmente, pode o leitor pensar, que afinal o tipo (eu) não tem é nada decente para mostrar e está para ali a lamentar-se. Mas desenganem-se os que põem acreditam em qualquer uma das hipóteses simplistas anunciadas acima! Sempre me passou literalmente ao lado todos este tipo de quesitos. No que diz respeito à composição portuguesa penso que tivemos um longo e sinuoso período, durante o século XX, verdadeiramente negro no que à qualidade diz respeito, com uma série de clichés atrasados do que melhor se fazia pelo resto do mundo em termos musicais. A época a que me refiro, com algumas excepções, é o chamado “antigo regime” que fez também os seus estragos no que à música portuguesa dizia respeito. Agora temos este modelo de “Actual Regime” disfarçado de coisa boa e democrática que também é, e muito, repressivo. A ressaca do antigo regime é o “Actual Regime” que hoje se vive. Voltando à questão central deste pequeno prelúdio, que é a composição portuguesa, sempre achei que a diferença de divulgação e amostragem da música dos compositores vindos de Lisboa e os do Porto se justificava. Pessoalmente, nem sequer estranho o facto de a massa composicional de Lisboa estar muito mais representada em Portugal (nomeadamente no norte) e no resto do mundo. Afinal há uma diferença de qualidade e quantidade abissal entre aquilo que foi produzido de um lado e do outro lado do país ao longo dos últimos 20 anos. É evidente que, para além de nós mesmos, tudo tem uma causa e responsáveis. Os poucos compositores portuenses que saíram do curso de composição da escola superior de música nos anos noventa não foram formados, foram, de forma lapidar, claramente deformados! Nas duas décadas seguintes, alguns apenas, iniciaram um processo lento de reconstrução e desconstrução de uma série de tiques e fobias confusas transmitidas pela intitulada geração de 60 reiniciando tardiamente a recuperação do seu espaço enquanto compositores. Alguns endireitaram-se e sempre escreveram música, outros não, e ele houve outros ainda que não tinham mesmo porque se endireitar.
Conheço, e sou leitor atento do que melhor se escreve sobre a produção cultural e, em especial da produção musical, no nosso país. Confesso-me como alguém que partilha uma grande parte das lúcidas e claras ideias difundidas por António Pinho Vargas na sua tese de doutoramento – “Música e Poder: Para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu”. No entanto, como em tudo, nem sempre nos revemos na totalidade dos argumentos de quem mais nos convence e há algo que percebi como não referido no que a “ausência da música portuguesa na europa” diz respeito. Num pais, pequeno como é o nosso, assistiu-se, até sensivelmente ao final de século XX, a uma clara assimetria entre a formação de compositores oriundos de Lisboa, que foram sempre muitos, e os do Porto. Será que esta realidade concreta não terá tido os seus efeitos nefastos para além das vitimas mais próximas, ou seja, os projectos de compositores do norte? Será que esta questão não é ela mesma uma das causas do enfraquecimento da própria realidade composicional para além das fronteiras territoriais? Porque a evidente ausência da música portuguesa na europa e consequentemente em Portugal? Para além das muitas razões da fraca visibilidade da música portuguesa na europa apresentadas por António Pinho Vargas, com que concordo na totalidade, na sua tese de doutoramento e livro, poderia, com certeza, constar também esta assimetria que refiro aqui, a de um país provinciano que nunca sairá dos ambientes que Eça de Queirós tão bem caracterizou.
Note-se que eu nem sequer acho que a música portuguesa moderna e contemporânea tenha que ter visibilidade só porque sim! Defendo mesmo que um bom programa de concerto não tem que ter música portuguesa, mas porque é que a há-de ter? Onde está isso escrito? É, aliás, de um provincianismo absoluto alguém pensar que deveria ser assim, só porque nos orgulhámos de ser portugueses, em nome de um qualquer tipo de nacionalismo bacoco, nada presente em praticamente tudo o que fazemos. Muito sinceramente, tanto me faz ser português como ser outra coisa qualquer! É-me indiferente... o que penso, isso sim, é que um bom programa de concerto deve primar pela forma de organização e interação entre as várias obras nele presentes e, acima de tudo, pela qualidade e coerência do objecto estético aí revelado em música. O que não se pode é colocar intermediários castradores e desabilitados (não me refiro a habilitação académica, mas sim, aos que vivem felizes sem o mínimo de saberes culturais) a organizar programas culturais de instituições, programas mal conduzidos, ou, até, in extremis, a gerir a própria cultura. Parece-me que, com os erros da história da música pouco ou nada se aprendeu por cá, basta lembrar as escandalosas estreias de obras Edgard Varèse em Paris, pois nada poderia funcionar, como é óbvio não ouviria com normalidade uma estreia de uma obra de Varèse entre Mozart e Mendelssohn. Mas todas estas questões têm os seus quês… para vermos pontes entre compositores diametralmente opostos é sempre necessário termos uma visão de conjunto que justifique as nossas escolhas. A título exemplificativo, e na primeira ideia que me ocorre, porque é que um concerto que cruze um certo tipo de obras de Bach, Kurtág, Janacek, Webern e Scriabin vai funcionar? A resposta a esta pergunta está com certeza na evidência de pensamento de quem as propõem enquanto programa de um eventual concerto. Para tal é necessário alguns saberes culturais, não muitos, mas alguns... ele há coisas que nunca se escondem, e a maior é, sem dúvida, a ignorância. A minha questão fundamental em relação à música, quer seja ela a portuguesa ou outra, é sempre a mesma e contradiz o espírito das regras “sociais” e democráticas, é aquela que banaliza a célebre frase de que “o gosto não se discute”! Discute, pois. E, concretamente, o gosto musical discute-se e educa-se. Só é pena é que já ninguém esteja para isso, nem para educar nem para ser educado.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

7463 partituras

Partituras em pdf, gratuitas, a notícia está aqui e o "local do crime" é aqui!
Chama-se International Music Score Library Project (the public domain music score library) e pelos vistos tem 7463 partituras para download!
Já dei uma vista de olhos, é obviamente generalista, mas não me parece mal...

segunda-feira, 11 de junho de 2007

domingo, 3 de junho de 2007

17 Peças para Guitarra

Apesar de não ser hábito meu utilizar este espaço para falar do meu trabalho...

(mais informação aqui)
17 Peças para Guitarra (Partitura e CD - Dezembro 2006)

As “17 Peças para Guitarra” são peças compostas em função das dificuldades dos jovens guitarristas, estando a maior parte delas naquilo a que se pode chamar de posições mais naturais – mi, lá e ré –, mas repletas de pequenas surpresas, como as alternâncias permanentes de dinâmica, um acorde dissonante num contexto inesperado ou uma métrica desfasada num compasso simples. Foram escritas em apenas alguns dias no ano de 1997, na sequência de um desafio lançado pelo Professor José Pina, o qual me despertou para uma área especialmente deficitária como é a da música portuguesa para a infância. Nesse sentido, é de destacar, e louvar, o papel do Centro de Estudos da Criança da Universidade do Minho, e em particular da Doutora Elisa Lessa, pelo empenho e coragem em preencher esta lacuna através do projecto Música para a infância: inventariação e estudo do repertório musical português.
Por fim, os meus agradecimentos ao Rui Gama pela ajuda na revisão técnica destas peças, bem como pela sua disponibilidade em gravá-las e à Cláudia Nelson, que esteve na origem de todo este processo ao retirar este manual de guitarra “da minha gaveta”.

terça-feira, 19 de abril de 2005

A página de música


György Ligeti
Three Pieces for Two Pianos, Bewegung
(1976)
6 Comments:
At Terça-feira, 19 Abril, 2005, samovar said...
Gostava de saber quem é o virtuoso que decifra uma sarrabiscada dessas...

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, Patrícia said...
Ora cá está um bom motivo para piorar a miopia dos pianistas... chiça!

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Esta “sarrabiscada”, como lhe chamas, já foi tocada pela virtuosa da tua amiga Madalena Soveral! E muito bem por sinal, no ano de 1988. Eu estava lá e quase caí para o lado. É uma das obras de Ligeti de que mais gosto...

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
A miopia dos pianistas revela-se de outras formas...

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pat said...
Sim.... Que queres dizer com isso? Ou antes, podes querer dizer tanta coisa q me deixaste baralhadita... explica melhor, sim?

At Quarta-feira, 20 Abril, 2005, pb said...
A miopia a que me referia é comum a outros “istas” com ou sem piano por detrás... os ditos e consagrados especialistas!