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segunda-feira, 4 de julho de 2005

Philip Guston (2)


Philip Guston, Friend - To M.F., 1978
2 Comments:
At Terça-feira, 05 Julho, 2005, Anonymous said...
Agradeço o regresso. Sofia.

At Terça-feira, 05 Julho, 2005, pb said...
Ora essa! Não há nada a agradecer.

domingo, 19 de junho de 2005

Philip Guston (1)


Philip Guston, Book, 1968
2 Comments:
At Domingo, 19 Junho, 2005, Luís Aquino said...
Ora aqui está um autor que não teve problemas em mudar de estilo ou corrente artística: do abstraccionismo para o figurativismo, quando a moda era fazer a mudança no sentido inverso. Provavelmente, porque, para Guston, haver correntes e estilos é só para quem se dedica a inventar etiquetas, que servem de muleta para falar de arte. (que tal, foi profundo?...)

At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, pb said...
Poça! Eu realmente de arte pouco ou nada percebo... Quando faço posts com obras de pintores é sempre pela maior ou menor proximidade que há entre estes e a música e se gosto ou não do que vejo. No caso específico de Philip Guston a relação de proximidade é com Morton Feldman. Este compositor tem aliás sido alvo de muitas ligações pictóricas aqui no blogue. Basta lembrar também Francesco Clemente e Mark Rothko.

sexta-feira, 10 de junho de 2005

retrato (5)

mfkitaj.jpg
Morton Feldman por R.B. Kitaj, 1967

Francesco Clemente (3)


Francesco Clemente, Self Portrait (Yellow), oil on canvas (1999)

Gen Paul (6)


Le Guitariste Miguel, 1956

Francesco Clemente (2)


Francesco Clemente, Self Portrait, oil on linen (1980)

Francesco Clemente (1)


Francesco Clemente, Self Portrait, Color woodcut (1989)

Pintor italiano nascido em 1952 a quem Morton Feldman dedicou Palais de Mari.

domingo, 5 de junho de 2005

Gen Paul (5)


L'orchestre du Moulin Rouge

3 Comments:
At Domingo, 05 Junho, 2005, IO said...
Um Abraço, também já pus o teu link no chuinga. IO

At Segunda-feira, 06 Junho, 2005, pb said...
Ok, thanks!

Um abraço também.

At Terça-feira, 07 Junho, 2005, hfm said...

Belíssimo!

sexta-feira, 13 de maio de 2005

retrato (3)


John Cage
Photograph on rear dust cover of A John Cage Reader (hardcover edition, C. F. Peters).
3 Comments:
At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, César Viana said...
“The maker of a camera who allows someone else to take the picture” J.C.


At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, pb said...
Foi John Cage que disse isso? Mas com que sentido terá isso sido dito...?

At Sábado, 14 Maio, 2005, César Viana said...
Não me lembro exactamente, mas penso que referindo-se à liberdade concedida ao intérprete e aos imprevisíveis resultados da indeterminação em muitas das suas obras.

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Mitsuko Uchida na CdM

Há umas horas atrás ouvi Mitsuko Uchida nas três últimas sonatas de Beethoven.
Que programa para um concerto! (por mais que se goste de Beethoven...) Na primeira parte com as sonatas 30 e 31 foi bom mas faltou convencer uma plateia sempre ruidosa (pelo menos três telemóveis ouvi – isto de concertos no norte é outra coisa, é pessoal muito ocupado, não há que perder tempo com concertos e deixar de lado os negócios e algum telefonema importante – está correcto, sim senhor!).
Na segunda parte, com a 32, Uchida, deixou o público aos seus pés, suspenso nos seus trilos em pianíssimo! (Há muito tempo que não ouvia uma sala tão silenciosa como que a pairar sobre o nada...) No fim, agradeceu, agradeceu, “desculpando-se” por não tocar mais.
Acabou, nem um encore!
Realmente, depois da sua intensa interpretação da op. 111 era complicado tocar o quer que seja mas, quem sabe, se não foi eventualmente, e apenas, uma resposta aos três toques de telemóvel da primeira parte... Afinal não é habitual termos no Porto nomes como Mitsuko Uchida todos os dias e, como diz o outro, cada público tem aquilo que que vai fazendo por merecer. Não há encores para ninguém!
6 Comments:
At Terça-feira, 10 Maio, 2005, Oficial e Comentadeiro said...
Medidas de profilaxia contra plateias ruidosas

1. No caso dos telemóveis 1.1.Imediatamente antes do começo do concerto, passar um aviso sonoro: «Ai e tal...É favor desligar os telelés senão o artista chateia-se» Isto em português, inglês, francês e svenska (não sei que lingua é, mas vem sempre no menu dos dvd, por isso deve ser importante) 1.2.Em alternativa, revistar a assistência à entrada, obrigando todos os portadores a deixarem o dito aparelho no bengaleiro. Não se faria nenhuma identificação dos tlms, porque isso ficaria muito caro e a CdM é um exemplo de poupança; no fim do concerto, a devolução resolvia-se distribuindo os aparelhos fazendo uma correspondência, que me parece justa,entre o modo de vestir e a marca de telemóvel. Ex.:os telemóveis da quarta geração iriam para quem usasse peles, mostrasse as chaves de um Mercedes ou exibisse dente de ouro; os aparelhos pré-históricos (+ de 3 anos)para quem se apresentasse de t-shirt ou tivesse ar de artista (ainda que vagamente).
2.No caso dos ataques de tosse:
2.1.Os prevaricadores (aqueles que tossissem mais de 1,5 vezes), no fim do concerto, seriam atirados aos donos dos telemóveis que tivessem ficado a perder com a devolução.

At Terça-feira, 10 Maio, 2005, pb said...
Valente “oficial e comentadeiro”!!!
No ponto de 2.1 quase rebentava de rir!!!
Assim sim, vale a pena...

At Terça-feira, 17 Maio, 2005, sasfa said...
Não é só no norte que estas coisas acontecem... Lembro-me do último recital da Maurizio Pollini na Gulbenkian, onde aconteceu exacatamente a mesma coisa. Bom, não três telemóveis, só um, mas já nos encores!! O ar incrédulo de Pollini...

At Sexta-feira, 20 Maio, 2005, Anonymous said...
Admira-me que tenham sido 3 telemóveis apenas... ou teria sido o mesmo telemóvel a tocar três vezes?


At Sexta-feira, 20 Maio, 2005, pb said...
Ai Paulinho, Paulinho! Com que então Anonymous? Pois, pois...

At Sábado, 04 Junho, 2005, pb said...
Afinal não era o Paulinho o ou a Sr(a) Anonymous. É o que acontece quando não se assina os comments...

domingo, 24 de abril de 2005

Alfred Brendel na CdM

Sábado, 23 Abril de 2005
Alfred Brendel

1a Parte:
W. A. Mozart
Nove Variações sobre um minuete de J. P. Dupont em Ré K573
Robert Schumann
Kreisleriana Op.16

2a Parte:
Franz Schubert
Momentos Musicais D780
L. van Beethoven
Sonata para Piano No.15 em Ré, “Pastoral”

Alfred Brendel apresentou-se no Porto num concerto que, no género, talvez possa ser classificado como o mais importante da fase inaugural da Casa da Música, a interpretar o que mais o caracteriza, o repertório dos Clássicos de Viena. Começar um concerto por umas variações de Mozart, pouco conhecidas do grande público é, desde logo, algo a que só um pianista da craveira de Brendel é permitido. É que, quanto mais não seja pelo risco que estas peças apresentam na sua simplicidade e debilidade quase infantil, é uma obra que aparentemente cria pouco impacto para um início de um concerto. Mas não! Foi, desde o primeiro ao último momento em que o pianista colocou as mãos no teclado, muito especial fazendo-nos acreditar que se ouvia o repertório habitué dos concertos.
Na Kreisleriana Op.16 de Robert Schumann, Brendel surpreendeu também, mas pela unidade dada ao desenrolar de todo o discurso musical. Em muitas versões que ouvi desta obra nunca tinha sentido um fio condutor de tal perfeição e linearidade. Como se sabe a Kreisleriana, e outras obras de carácter cíclico de Schumann, perdem em algumas interpretações de concerto pelo facto de ouvirmos, separadamente, momentos excelentes em alguns quadros, mas na totalidade da obra nos escapar a direcção global da música. Nos Momentos Musicais D780 de Schubert o pianista levou a plateia, por um fio muito ténue, a um estado de emoção contida. Tudo foi realizado no limiar da perfeição: fraseado, sonoridade geral, controle das dinâmicas, respiração e pulsação rítmica.
O concerto não ficaria completo sem a sublime interpretação que Brendel deu à Sonata em Ré, “Pastoral” nesta noite. Não é, com certeza, por esta ser a minha sonata preferida de Beethoven, que vou afirmar que o que se ouviu foi magistral. Esta sonata, que já foge à herança mozartiana, mas que ainda não se apresenta no patamar final das últimas e mais complexas de Beethoven, representou o momento de maior concentração de emoções na sala 1 da CdM, em que Alfred Brendel fez aparecer todo o espectro dinâmico, dos pianíssimos aos fortíssimos. Além disso, a forma como nos fez ouvir ligados os segundo, terceiro e quarto andamentos foi brilhante, como se estivéssemos a ouvir contar uma história, com poucas interrupções, a alguém que conhecia todos os seus pequenos pormenores, contando-os sempre com mais interesse e entusiasmo. Só um grande “amigo de Beethoven” podia contar com tal clareza, veracidade e cumplicidade esta história chamada “Pastoral”. Foi o que aconteceu.
Um grande concerto!
7 Comments:
At Domingo, 24 Abril, 2005, aniversariante said...
Texto digno de um verdadeiro crítico musical!
E assim se perdem os verdadeiros talentos na blogosfera...

At Domingo, 24 Abril, 2005, Luís Aquino said...
Concordo! Nem demasiado técnico, portanto acessível a qualquer não especialista, nem superficial (apreciações suficientemente justificadas), e capaz de sugerir ao leitor o ambiente criado na sala. Temos crítico! (Já agora... quem é que faz anos? E paga alguma coisa...?)


At Domingo, 24 Abril, 2005, Oficial e comentadeiro said...
Sim, até pode ser isso tudo que vocês dizem, crítica bonita e tudo, mas por outro lado, é uma tristeza profunda isto ter corrido tão bem; quer dizer, o cenário dos títulos de jornal sai defraudado... Pronto,fica para próxima!


At Domingo, 24 Abril, 2005, aniversariante said...
Quando for a Portugal nas férias, prometo pagar qualquer coisa em grande ao profissionalíssimo comentador deste blog!

(Mas tb gostava de uma cura qualquer de acupuntura ;)

At Segunda-feira, 25 Abril, 2005, oficial e comentadeiro said...
Ok. Combinado, aniversariante.

At Segunda-feira, 25 Abril, 2005, Patrícia said...
“Além disso, a forma como nos fez ouvir ligados os segundo, terceiro e quarto andamentos foi brilhante, como se estivéssemos a ouvir contar uma história, com poucas interrupções, a alguém que conhecia todos os seus pequenos pormenores, contando-os sempre com mais interesse e entusiasmo.”