quinta-feira, 24 de março de 2005

in statu nascendi

Desde o principio que este tipo de composições diferiam de toda a música precedente, não só harmonicamente, mas também melódica, tamática e motivicamente. Mas a principal característica destas peças in statu nascendi era a sua extrema expressividade e a sua extraordinária brevidade. Naquele tempo, nem eu nem os meus alunos tínhamos consciência das razões para estas características. Mais tarde descobri que o nosso sentido de forma estava certo quando nos obrigava a equilibrar a emoção extrema com uma brevidade extraordinária.

Arnold Schoenberg (tradução de pb)

sábado, 19 de março de 2005

Mecanismo celeste

Je n’aime pas le mot inspiration, je crois au travail quotidien, de prospection, travail conscient, lucide, artisanal, auquele doit se livrer, solitaire, le musicien de notre temps, pénétrant pas à pas dans un domain qui n’appartient qu’à lui. La part de mystère qui accompagne toujours cette forme de recherche échappe parfois à son contrôle. C’est peut-être cela l’inspiration, ce mystère que Baudelaire a aussi dénommé mécanisme céleste.

Henri Dutilleux
4 Comments:
At Segunda-feira, 21 Março, 2005, formalmente falando said...
... falta um ézinho na forma...
... juste une question de forme...

At Segunda-feira, 21 Março, 2005, pb said...
formalmente falando está corrigido!


At Segunda-feira, 21 Março, 2005, Hesed said...
Grande Satie!
Vim aqui espreitar o teu acto de exposição público. Gostei do que vi e vou voltar... :-)
Abraço

At Segunda-feira, 21 Março, 2005, pb said...
Grande Hesed!
Obrigado pela força.
Apesar do meu longo silêncio tenho feito muita, mas mesmo muita coisa.
E, claro, tenho lido as tuas crónicas no iClub de que gosto bastante.
Ou seja, tenho estado presente, embora não o pareça...
Grande abraço.
Satie (#macintosh)

Mostrem-me apenas o melhor, está bem?

Vamos abolir o ornamento como forma de expressão!
Por mim está bem assim:
um ponto, um motivo, uma cor, uma linha, duas notas.
Tenho a certeza que Klee, Satie, Kandinsky e Schoenberg subscrevem.

Are you really the famous composer Arnold Schoenberg?

Austrian army sergeant: Are you really the famous composer Arnold Schoenberg?
Schoenberg: Well, nobody wanted to be, so i had to take on the job.

miniatura das miniaturas


Op. 19 II - Langsam - Arnold Schoenberg (1911)
(Foto de Arnold Schoenberg Center)

sexta-feira, 11 de março de 2005

Webern e Satie?

Ils étaient tous deux préoccupés d’aphorismes du timbre, de discours minimal, d'indépendance des sons, de nudité musicale, dans une époque où triomphaient les grandes formes post-impressionnistes et le cubisme incantatoire du Sacre du printemps.

Jean-Pierre Armengaud

terça-feira, 1 de março de 2005

Ensino “muito pouco” Especializado da Música (1)

Quando comecei a estudar música a figura do professor era o símbolo de uma especialização. Cada um dos professores dominava a sua área e nessa qualidade é que os entendia e respeitava.
Tudo isto mudou...
E só passaram alguns anos!
2 Comments
At Sábado, 19 Março, 2005, miana said...
e tantos exemplos k por aí andam..... nem dá para contar!

At Sábado, 19 Março, 2005, pb said...
Who is miana?


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

Princípio vital

Cadências, polarizações, são aspectos que revelam um processo de tensão e distensão que resulta exclusivamente da diferença de alturas sucessivas ou simultâneas. Se estes movimentos internos não existissem só poderíamos falar de outros elementos constituintes da música tal como o ritmo. Portanto parece indispensável constatar que a harmonia é como um sistema nervoso de um organismo vivo e por consequência o princípio vital da construção musical.

Edmond Costère, 1962.
(tradução de pb)

Present-day composer

The present-day composer refuses to die!

Edgar Varèse

domingo, 20 de fevereiro de 2005

O desaparecimento de 1,5 Milhões de Euros

1,5 Milhões de Euros é realmente muito dinheiro!
Para que é que queremos um Teatro Nacional de São Carlos a funcionar? Tanta coisa importante por fazer em Portugal sem ser andarmos lá nessas coisas de investir dinheiro em músicas!
Deixem-se lá dessas coisas e invistam mas é em coisas que nos distraiam a todos, sei lá, por exemplo, futebol, mais reality shows catitas, campanhas eleitorais cheiinhas de insultos, em resumo, coisas que divirtam a malta!! Agora cá “O Rapto do Serralho”, de Mozart, e “Wozzeck”, de Berg!
Ahg!
Mas esperem ai! Esse Mozart já não jogou no Benfica? E o Berg é da selecção da Noruega, pois claro...

Num concerto

Era num concerto, tocava-se música antiga da mais bela; de repente, entre dois compassos de um trecho tocado numa pianola, abriu-se-me de novo a porta para o além, cruzei os céus e vi Deus a trabalhar, sofri dores bem-aventuradas e já nada me revoltava neste mundo, já nada receava neste mundo, disse a tudo que sim, a tudo abandonei o meu coração.

O Lobo das Estepes
, Hermann Hesse

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005

Love and Music


Well . . .
Information is not knowledge
Knowledge is not wisdom
Wisdom is not truth
Truth is not beauty
Beauty is not love
Love is not music
Music is THE BEST . . .

Frank Zappa

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

Pensamento científico


Os meus trabalhos são pura fonométrica.
Erik Satie

Tónica Dominante

Duas palavras apenas! Apropriaram-se delas! Quem? Os políticos por exemplo. "A tónica dominante do discurso de vossa excelência é..." Sentido errado este de um assunto (tónica) que prevalece (dominante) em relação a outro. É favor deixarem esta Tónica Dominante no seu terreno natural - a música - como I e V, funções estruturais da hierarquia tonal do panorama musical ocidental durante 300 anos. Assim se declara aberto este blogue onde se falará de música.
2 Comments:
At Sábado, 19 Março, 2005, ADSUM :) said...
Tá lindo tá! Que boa surpresa é este blog! É para visitar regularmente e para recomendar... Parabéns

At Sábado, 19 Março, 2005, pb said...
Uffff!
Hoje resolvi divulgar o meu modesto blogue.
Criar um blogue foi fácil. O problema destas coisas é sempre como as manter e para quê? Será que realmente interessa o que se vai despejando na blogosfera?
Claro que não.
De qualquer forma é uma boa forma de expurgar as “notas ao lado” que tanto me alteram o humor do dia a dia. Não saía do meu covil (como o outro) há muito tempo!
Não está bem.
Não há pachorra realmente para me aturar...
Este foi, tal como a peça a 4 mãos, um verdadeiro ADSUM da minha parte.
Obrigado pelo encorajamento Dra. B.