sexta-feira, 15 de abril de 2005

Sobre Phrygian Gates

The music is built out of repeated musical cells in regulation minimalist fashion, but even at this stage he concerned himself with larger issues of form and tonality, for during its 26 minutes ‘Phrygian Gates’ moves through half the circle of keys, modulating in fifths.

Andrew Clements

quinta-feira, 14 de abril de 2005

Mas que ano este de 1911!

We Futurists proclaim that the diverse modes of old scales, the various sensations of major, minor, augmented, diminished, and also the very recent modes of scales for internal tones are none other than simple details of a unique harmonic and atonal mode of a chromatic scale. We declare, moreover, that the values of consonance and dissonance are non-existent.

Technical Manifesto of Futurist Music by Francesco Balilla Pratella
11 March 1911

quarta-feira, 13 de abril de 2005

O fim da arte não é ser compreensível

Toda a arte é expressão de qualquer fenómeno psíquico. A arte, portanto, consiste na adequação, tão exacta quanto caiba na competência artística do fautor, da expressão à cousa que quer exprimir. De onde se deduz que todos os estilos são admissíveis, e que não há estilo simples nem complexo, nem estilo estranho nem vulgar.
Há ideias vulgares e ideias elevadas, há sensações simples e sensações complexas; e há criaturas que só têm ideias vulgares, e criaturas que muitas vezes têm ideias elevadas. Conforme a ideia, o estilo, a expressão. Não há para a arte critério exterior. O fim da arte não é ser compreensível, porque a arte não é a propaganda política ou imoral.

Fernando Pessoa, in ‘Sobre «Orpheu», Sensacionismo e Paùlismo
7 Comments:
At Segunda-feira, 18 Abril, 2005, Luís Aquino said...
Mmmm, não sei, não...
Que a arte seja a adequação da ideia à forma, de acordo. De que vale uma boa ideia sem uma boa forma? É uma vulgaridade. Mas uma ideia vulgar com uma forma, não apenas original, mas que prolongue e amplifique a primeira, passa ser arte.
Agora, que a arte não tenha que ser compreendida tem muito que se lhe diga e depende do registo semântico em que nos posicionarmos. Quero dizer: a arte faz sentido sem receptor? Não me parece. No mínimo, o próprio autor é o receptor. Então, isso implica comunicação. E como é que o autor comunica com o receptor, sem que haja algum tipo de ‘compreensão’ por parte deste? Por outro lado, Pessoa contradiz-se: se para ser arte, a forma e a ideia devem adequar-se, como avaliar essa adequação (logo reconhecer um objecto artístico) se não detectarmos que intencionalidade de comunicação teve o autor? Claro que apreciar arte não é saber traduzir em discurso verbal o que ela significa. Se é isso que Pessoa queria dizer, concordo. Até porque é difícil explicar uma realização artística; e , frequentemente, a explicação mata a obra. Se , por «compreender», ele quer dizer, «ser capaz de a descodificar com ferramentas de outra linguagem que não a nativa do objecto artístico», concordo.
Mas apreciar arte, digo eu, implica termos percepção (algum tipo de percepção, ainda que indefinível intelectualmente) da intencionalidade do autor, isto é, aquilo que torna aquele objecto artístico singular, que faça alguma diferença.
Que essa diferença seja dada mais pela forma do que pela ideia, pouco importa, até porque é difícil definir a fronteira entre uma e outra. Relendo agora o post, ocorre-me que o que terá levado o autor do Orpheu a fazer aquela afirmação terá sido mais marcar uma posição em relação às correntes mais conservadoras do início do século e não no sentido em que eu fiz o comentário. Mas não resisti a fazê-lo, sobretudo para sublinhar esta ideia: ao fazer arte comunica-se, quer o autor queira ou não (mas ele quer...)

At Segunda-feira, 18 Abril, 2005, Patrícia said...
Pois...pois....
O q queres sei eu... eh!eh!
A sério, agora.
Concordo. Nu fundo, a compreensão não é só racional. a comunicação está sempre lá.
Seu palhaço... (é a continuação...)

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, sasfa said...
Olha lá, ó jornalista, não sabes que o artista é um ser egoísta?! O seu objectivo, e simultaneamente o seu verdadeiro drama, é encontrar a forma certa, mais fiel à ideia, aquela que se aproxime mais da sua verdade.O artista quer é exprimir(-se), mais do que comunicar... E já é tarefa que chegue!

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Mau!
Mas tu queres ver que os comments do meu blogue estão a ficar mais interessantes do que os posts! É que, a continuar assim, qualquer dia deixo lá a cena dos posts e passo só a fazer comments! Mas esse teu comment, Sasfa, resume toda a questão, realmente exprimir já é difícil e ainda por cima querem comunicação!? Comprem um walkie talkie, ou quem sabe um aparelho de código morse!!!
:-P

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, Patrícia said...
Mau, mau, Maria e já agora Manel....
Isto tá bonito, tá!
Mas afinal... em que ficamos?
O artista quer é exprimir-se pois claro, mas não está incutida a comunicação? porquê desvaloriza-la em relação ao “exprimir-se?” Há sempre comunicação e não vale a pena estar a discutir qual o intuito do artista. o que é importante é o q se sente: a pessoa q vê e que faz a obra. E mai nada!

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Eu, para encerrar esta contenda, cito Schoenberg:
“Se é ARTE não é para as massas.
E se é para as massas não é ARTE*”.
Carta a William S. Schlamm - Los Angeles, 26 de Junho de 1945

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, Luís aquino said...
Engraçado... eu pensava que exprimir implicava comunicar (mesmo que involuntariamente)! Mas se calhar não...se calhar exprimir vem de espremer... Enfim , tudo é possível.

Mas que importância tem isso? O importante é já saiu fumo branco da capela Sistina e o mundo já não está perdido porque o Ratzinger vai colocar tudo nos eixos. Ainda bem que o Pessoa já não é vivo, nem o amiguinho dele, o Almada, porque senão as futurices deles estavam feitas com o vaticano: o regresso das cruzadas está iminente.

Lou Reed / Clã esgotado!

Amanhã começa oficialmente a época inaugural da Casa da Música com um concerto de Lou Reed e Clã. No dia de abertura das bilheteiras às 11 horas, estava eu na fila para comprar bilhetes para Alfred Brendel, quando vejo o anúncio Lou Reed / Clã esgotado! Duas horas depois, no máximo, depois de abertas as bilheteiras!? Fiquei a pensar, será que vamos ter, num concerto de abertura bem rockeiro, uma plateia repleta de individualidades engravatadas?...
2 Comments:
At Terça-feira, 19 Abril, 2005, Oficial e comentadeiro said...
Sim se, por acaso, o pessoal se enganar e trocar de concertos. O que quer dizer que íamos ter um mar de gravatas no Lou Reed e uma nuvem de fumo cool no Brendel. No dia seguinte ao Brendel, já estou a ver as manchetes dos jornais:
DN: ‘Desorganização da Casa da Música defrauda portuenses’
Público: ‘Ausência de Pedro Burmester da CM criou confusão entre concertos’
JN: ‘Polícia faz rusga de emergência na CM’
Correio da Manhã: ‘Pianista estrangeiro assustou-se ao ver-se perante plateia de extra-terrestres’
24 Horas:’Marisa Cruz e João Pinto vistos no camarote a partilhar um charro’
Expresso: ‘Fonte do interior do Conclave confidenciou-nos que foi tudo uma manobra da Opus Dei para desviar as atenções da eleição do novo papa de modo a discretamente multiplicar sósias de Policarpo na Capela Sistina’
Avante: ‘Casa da Música finalmente devolvida ao Povo: Festa do Avante deslocou-se da Atalaia e foi ao Porto comemorar revolução de Abril’
Blitz: ‘As novas correntes musicais do século xxi vieram criar oportunidades de fusão jamais pensáveis no século passado. Estamos perante a pós-new wave’

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Não dá!
Ri durante meia hora, simplesmente muito bem visto!!!
Ufa...

Portrait

The portrait need not resemble the model, only the artist.

Arnold Schoenberg (1911)
2 Comments:
At Quarta-feira, 20 Abril, 2005, Luís aquino said...
Este Arnold não é aquele que é governador da Califórnia e em tempos foi Mr Músculo? Just kidding!
Realmente esta citação está muito conseguida; é uma definiçao possível de arte
plástica, não?

At Sábado, 23 Abril, 2005, Sérgio Amaral said...
Or the observer...

retrato (1)


Anton Webern by Oskar Kokoschka

maître à penser


Webern foi o maître à penser de toda uma geração, desforra póstuma sobre a obscuridade que lhe encobriu a existência. Desde hoje pode-se considerá-lo como um dos maiores músicos de todos os tempos, homem indelével.

Pierre Boulez
4 Comments:
At Quarta-feira, 13 Abril, 2005, sasfa said...
Acho bem que se lembrem os mortos que ficaram, mas também os vivos que
hão-de ficar: Alfred Brendel na Casa da Música a 23 de
Abril. Vai tocar variações, mas não são op. 27!!!!

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Lá estaremos pois claro está!

At Segunda-feira, 25 Abril, 2005, Anonymous said...
“Maître à penser” não significa necessariamente “Maître de musique”. Confundiu-se muitas vezes o valor da obra de Webern com o seu pensamento, e isso é fatal. Assim começaram muitas religiões...

At Terça-feira, 26 Abril, 2005, pb said...
Sr(a) Anónimo(a):
concordamos em absoluto em relação à propenção confusa das várias interpretações feitas da música de webern, tantas vezes, de forma directa,
precisamente por causa do próprio boulez, que defendeu de forma radical os valores weberianos.
Em relação a essa religiões que começaram, mas felizmente também acabaram, jamais aderi a qualquer uma, nem pós-serialismos, nem outros integralismos, nada!
Logo, e em conclusão, os textos que publico no “Tónica Dominante” são os que gosto mas não necessariamente os com os quais partilho gosto, técnica de composição ou opinião estética.
Cumprimentos e continue a fazer comments.

terça-feira, 12 de abril de 2005

auto-retrato (5)


2 Comments:
At Segunda-feira, 11 Abril, 2005, Patrícia said...
Os seus cabelinhos em pé demonstram talvez, um ar ougado... ponho-me imaginar de quê. talvez de um certo reconhecimento que muito tarde conseguiu. ou não. talvez ele próprio goze com a realidade q lhe “encomendaram”, de não o levar muito a sério. Enfim... o seu sentido de humor é contagiante e de louvar. Grande Satie! Grande compositor, e porque não grande pintor! (foi só para rimar)


At Segunda-feira, 11 Abril, 2005, pb said...
tá ougadito o satiezito!? tadito...

:-)

Entretiens avec Edgard Varèse

"Georges Charbonnier - Le dernier mot?
Edgard Varèse - Le dernier mot est: imagination".

domingo, 10 de abril de 2005

7

Eu não sou eu nem sou o outro, Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.

(Lisboa, Fevereiro de 1914)
Mário de Sá-Carneiro
4 Comments:
At Segunda-feira, 11 Abril, 2005, Luís aquino said...
Este é dos meus preferidos do Mário de Sá Carneiro: porque é pequeno e intenso; e a rima não cansa, como em muitos dos seus poemas (e , diga-se, em grande parte da poesia em geral.)
Parece que há alguns estudos literários sobre ele feitos por brasileiros (devem ter chegado até ele através do Pessoa) e há uma música que utiliza este poema como letra. Não me recordo se é da Adriana Calcanhoto, mas é de uma das cantoras MPB da dita nova geração.

At Segunda-feira, 11 Abril, 2005, MSC (by luis aquino) said...
Este é outro. Não sei se é dominante, mas a tónica é musical:
Inter-Sonho
NUMA INCERTA melodia
Toda a minh’alma se esconde.
Reminiscências de Aonde
Perturbam-me em nostalgia...
Manhã de armas! Manhã de armas!
Romaria! Romaria!
Tateio... dobro... resvalo.... . . . . . . . . . . . . . . . . .
Princesas de fantasia
Desencantam-se das flores...
Oue pesadelo tão bom...
Pressinto um grande intervalo,
Deliro todas as cores,
Vivo em roxo e morro em som...

At Terça-feira, 12 Abril, 2005, pb said...
Também conheço, muito bom!
Mas o que gosto mais de MSC é o “Dispersão”, nada curto, longo e depressivo...
Começa assim:
PERDI-ME dentro de mim
Porque eu era um labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.

At Quarta-feira, 13 Abril, 2005, luis aquino said...
Este não conheço. Para dizer a verdade só conheço para aí uns 10 ou 12 poemas dele. E como me zanguei com a poesia (melhor com a leitura de poesia) há já uns bons anos, as oportunidades de conhecer mais não têm sido muitas. mas foi bom recordar, graças ao teu blog

auto-retrato (3)


Darius Milhaud
3 Comments:
At Domingo, 10 Abril, 2005, Luís Aquino said...
Desconheço o Darius, mas (talvez por isso mesmo) me faça lembrar Mário de Sá Carneiro. A mesma tristeza balofa no rosto, uma depressão que tresanda a mofo...e no entanto uma escrita cheia de lucidez:
«Quando eu morrer batam em latas Rompam aos saltos e aos pinotes Façam soar no ar chicotes Chamem palhaços e acrobatas Que o meu caixão vá sobre um burro, ajeizado à andaluza Que a um morto nada se recusa E eu quero por força Ir de burro!...»

At Domingo, 10 Abril, 2005, pb said...
Pois é... realmente este auto-retrato lembra a figura de Mário de Sá Carneiro... E, como nada é por acaso, eu estava a pensar um dia destes publicar um post com um poema de Mário de Sá Carneiro.

At Domingo, 10 Abril, 2005, luis aquino said...
Boa ideia! Era uma forma de colocar a tónica em domínios mais alargados do teu blog. Procurar musicalidade noutras formas de arte, como a literatura (epá,esta frase agora soou-me um bocado pirosa, mas se calhar é só por hoje ser domingo).

sexta-feira, 8 de abril de 2005

auto-retrato (2)


Miles Davis

auto-retrato (1)


Arnold Schoenberg

Arnold Schoenberg (professor e compositor)


Probably there have been very few distinguished composers who spent so much time in their career teaching, and with such passionate dedication to this task, as Schoenberg did. One of the principle reasons for this strong passion along the tradition lay in the belief that teaching constituted an indespensable means of passing along the tradition that he believed in so fervently and of which he considered himself to be a part. Schoenberg was never reluctant to pay homage to those composers who had influenced him: his primary ‘teachers’ Bach and Mozart, and secondarily Beethoven, Brahms, and Wagner.

Leonard Stein
2 Comments:
At Sexta-feira, 08 Abril, 2005, sasfa said...
Ai se o Adorno visse isto!!

At Sexta-feira, 08 Abril, 2005, pb said...
Eu mandava chamar o Boulez e eles que se entendessem! :-)

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Ainda sobre György Kurtág

Les chefs-d'oeuvres sont parfois impossibles à reconnaître en tant que tels. Certains annoncent leur arrivée à grand fracas: ils sapent les critères du bon goût et renversent les tabous. D’ autres, au contraire, viennent au monde avec une modestie exemplaire, si calmement, si silencieusement qu’ on les remarque à peine.

István Balázs
(tradução do alemão por Olvier Mannoni)

terça-feira, 5 de abril de 2005

Sobre György Kurtág


Assumindo-se como um elemento voluntariamente marginal, György Kurtág representa uma música que não é, de forma absoluta, serial, minimalista, aleatória ou experimental, mas sim uma música que, no seu todo, forma um mundo miniaturista onde encontramos condensados traços da nossa linguagem contemporânea, de músicas do passado e do folclore. Todos estes elementos são aliados a uma técnica de composição marcada por uma impressionante economia de meios, onde tudo é reduzido apenas ao fundamental, a um gesto, a uma nota.

sábado, 2 de abril de 2005

As palestras de Wendell Kretzschmar

Cantilena do violoncelo! -. gritava. - Essa nota, deve imaginá-la prolongada!
Solo de fagote! E a flauta acrescenta as fiorituras! Rufos de timbales! Aqui entram os violinos! Leia isso na partitura! Omito essa pequena fanfarra dos trompetes, que tenho só duas mãos!

in Doktor Faustus, Thomas Mann
1 Comments:
At Sábado, 21 Maio, 2005, ADSUM said...
Tinhas razão. Tinha-me escapado este Thomas Mann. Como foi possível! :) Já te disse que estou a reler livro dele ‘O Eleito’? Estou a adorar... A ver se encontro inspiração para outras leituras mais específicas.


Blogue “on nothing”

I am here, and there is nothing to say.
If among you are those who wish to get somewhere, let them leave at any moment.

in Lecture on nothing, John Cage

2 Comments:
At Segunda-feira, 04 Abril, 2005, Luís Aquino said...
Ora até que enfim alguma coisa que eu possa comentar. Sim, porque para um não músico, este blog tá difícil cumó camandro! Pronto, agora asério. Pois...O John Cage foi aquele rapaz que advogava a não-intenção criativa na composição, chegando (li algures)a atirar moedas ao ar para determinar a evolução do seu trabalho. Penso que é este o Cage que citaste. De qualquer forma, gostava que tu ou alguém comentasse o facto de ele se ter interessado por filosofias orientais, nomeadamente a Zen: é muito provável que resulte daí o «Lecture on nothing» (que eu desconhecia, mas fiquei com vontade de conhecer!)e que tenha influenciado definitivamente o seu método de composição.


At Segunda-feira, 04 Abril, 2005, pb said...
Era esse mesmo o senhor Cage! Quanto a filosofias orientais, John Cage era um místico em quase tudo o que fazia. E claro, também na composição onde usava as “chance operations” que eram ditadas pelo “i ching”. O livro de que retirei a citação posso emprestar-te. É o livro mais importante de Cage: “Silence” e está normalmente mais associado a um contexto filosófico do que a um contexto musical. Mas depois falamos destas questões fora do contexto bloguista! E obrigado pelo excelente comentário.

quinta-feira, 24 de março de 2005

in statu nascendi

Desde o principio que este tipo de composições diferiam de toda a música precedente, não só harmonicamente, mas também melódica, tamática e motivicamente. Mas a principal característica destas peças in statu nascendi era a sua extrema expressividade e a sua extraordinária brevidade. Naquele tempo, nem eu nem os meus alunos tínhamos consciência das razões para estas características. Mais tarde descobri que o nosso sentido de forma estava certo quando nos obrigava a equilibrar a emoção extrema com uma brevidade extraordinária.

Arnold Schoenberg (tradução de pb)