quarta-feira, 20 de abril de 2005

Boléro de Ravel

Hoje lembrei-me de um singelo episódio, ocorrido há já alguns anos, numa escola profissional de música - num ímpeto de participação, entusiasmada, uma aluna perguntou-me: “quem é que escreveu o Boléro de Ravel?!” Nunca me refiz...
3 Comments:
At Quarta-feira, 20 Abril, 2005, sasfa said...
Ainda assim, essa não é melhor que a das escalas - a escala maior e a mais pequena...

At Quinta-feira, 21 Abril, 2005, ADSUM said...
Ai... tenho uma lista tão vasta destas referências, quase tanto como o catálogo do D. Giovanni q Leoporello tão bem apresenta. E que tal o singspiel de Mozart ‘O rapto do Sarrabulho’? Deliciosa, heim? :)


At Quinta-feira, 21 Abril, 2005, Pat said...
São todas dignas de “Portugal no seu melhor”.....!

expressão singular

Os muitos estágios da música americana colocaram o uso da melodia, na música social e comercial, sob a mira de uma arma. Qualquer entendido sabe que, hoje em dia, rock, clássico, folk e jazz são nomenculaturas ultrapassadas. Sinto que o mundo da música está a a fechar-se em torno de uma expressão singular, com histórias musicais não delimitadas, da humanidade.

Ornette Coleman, 1977
1 Comments:
At Sábado, 23 Abril, 2005, El comentador said...
O que me parece que à primeira vista ele chama de «histórias musicais não delimitadas» é o reflexo na música de um fenómeno social e cultural mais vasto, um discurso desconstrutivista , um deitar abaixo de fronteiras, uma abordagem de fusão, que aconteceu em todos os campos artísticos. Aliás é curioso que dois anos mais tarde 1979, François Lyotard escreveu um livro que deu nome a uma expressão dos fenómenos sociais ainda hoje muito polémica. O livro chamava-se «A condição pós-moderna» e a expressão que desde aí, bem ou mal, não deixou de andar nas bocas do mundo é...pós-modernismo, pois ‘tá claro!

Prefácio

A maioria das vezes o compositor escreve a abertura quando a ópera já está terminada.

in Nuevo Tratado de Armonia, Alois Haba
(tradução de pb)
5 Comments:
At Quarta-feira, 20 Abril, 2005, Luís Aquino said...
Ui... a ópera
Como não percebo nada de estruturas musicais, já vou meter nojo; mas vem a propósito: sabiam que sua excelência o recém-eleito líder dos católicos (não digo o nome dele, porque já o fiz noutros comments e não quero ser acusado de perseguição ao homem)disse nos idos de 80 (já no pontificado do Karol) que a ópera era uma manifestação do demónio? E o rock também. E isto não li em nenhuma notícia recente - tipo a descascar nele agora que passou a usar aquela ogiva nuclear na cabeça - não senhor, ouvi eu de viva voz do próprio na TSF.

At Quarta-feira, 20 Abril, 2005, pb said...
O quê???
Não posso acreditar! Isso é mesmo muito mau... possivelmente para o Bento XVI, Papa no 261, (acho que ouvi este número) ainda hoje estávamos a ouvir música gregoriana!

At Quarta-feira, 20 Abril, 2005, Patrícia said...
“ ...Mas na ópera italiana as aberturas eram usadas como forma de acabar com
a conversa do público e possibilitar que o público atrasado pudesse chegar aos
seus lugares. Assim, uma das aberturas de Rossini foi usada para três das suas
óperas, incluindo Il Barbieri di Siviglia”
Michael Kennedy

Só mais um parte e isto em relação ao Ratzinger... sabiam que o senhor q considera a ópera uma manifestação do demónio é músico e um óptimo pianista? UI, ui, como ele gosta do diabinho......!


At Sábado, 23 Abril, 2005, Decompositor said...
Sim, também já tinha ouvido isso. O seu compositor preferido é o Beethoven.
Será que ele toca a “Appassionata”?
LP

At Terça-feira, 26 Abril, 2005, Patrícia said...
Provavelmente.... mas com surdina, para ninguém ouvir, não vá o diabo tecê-las! O que lhe tira toda a piada.
É incrível como pode ele ser tão incoerente. Porque será que aprova umas manifestações e outras não?
Mas vamos lá dar um tempo ao senhor... afinal, pode-nos surpreender positivamente.
Mas adoraria conversar com ele para conseguir entender as suas razões em considerar que a ópera é uma manifestação do demónio. Nunca se sabe....

ideas for coherence

I. A ideia de uma peça de música é

1) na sua concepção
a) puramente material
c) psicológica
b) metafísica

2) na sua apresentação
a) lógica
c) psicológica
b) metafísica

II. A concepção não necessita de lógica

III. A apresentação necessita de lógica

Arnold Schoenberg
(tradução de pb)

... tal como Feldman


Mark Rothko: Blue, Green and Brown
(1951)
1 Comments:
At Quinta-feira, 21 Abril, 2005, Luís Aquino said...
ora quem diria, uma bela pintura e é americana! Apesar que Rothko tem genes russos (eh, eh).
É um abstraccionismo muito... formal, talvez...É isso que é «...tal como Feldman» (suponho que seja um compositor)? O rigor da relação entre as cores, o equilíbrio das formas ... É engraçado como uma pintura que está nos antípodas do figurativismo consegue ser tão cativante. Quer dizer, mesmo sem saber muito bem o que ela me diz, sei que me diz algo com que me identifico. Provavelmente nem me interessa muito saber o conteúdo: como diria o próprio MR, não importa o que está pintado, desde que esteja bem pintado (olha, esta podia ir para os comentários daquele post do Pessoa sobre arte...). Ou nas palavras do próprio: «There is no such thing as good painting about nothing»

terça-feira, 19 de abril de 2005

A página de música


György Ligeti
Three Pieces for Two Pianos, Bewegung
(1976)
6 Comments:
At Terça-feira, 19 Abril, 2005, samovar said...
Gostava de saber quem é o virtuoso que decifra uma sarrabiscada dessas...

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, Patrícia said...
Ora cá está um bom motivo para piorar a miopia dos pianistas... chiça!

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Esta “sarrabiscada”, como lhe chamas, já foi tocada pela virtuosa da tua amiga Madalena Soveral! E muito bem por sinal, no ano de 1988. Eu estava lá e quase caí para o lado. É uma das obras de Ligeti de que mais gosto...

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
A miopia dos pianistas revela-se de outras formas...

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pat said...
Sim.... Que queres dizer com isso? Ou antes, podes querer dizer tanta coisa q me deixaste baralhadita... explica melhor, sim?

At Quarta-feira, 20 Abril, 2005, pb said...
A miopia a que me referia é comum a outros “istas” com ou sem piano por detrás... os ditos e consagrados especialistas!

domingo, 17 de abril de 2005

de conhecimento obrigatório (2)


Glenn Gould
J. S. Bach: The Goldberg Variations
(Versão de 1981)

de conhecimento obrigatório (1)


Cheryl Studer / Giuseppe Sinopoli
Richard Strauss: Four Last Songs
Richard Wagner: Five Poems for Female Voice; Tristan and Isolde

Este é um dos discos da minha vida... Há certas obras musicais e interpretações que deviam ser de conhecimento obrigatório nos estabelecimentos de ensino especializado da música. Esta é uma delas!
Doravante vou publicar alguns posts com obras deste tipo, as tais que eu teria de levar nem que fosse para o fim do mundo!
5 Comments:
At Quinta-feira, 21 Abril, 2005, Anonymous said...
Excelente gosto. É também um dos destaques da minha pequena discoteca.
Obras fantásticas, interpretação soberba...

At Quarta-feira, 27 Abril, 2005, Il Dissoluto Punito said...
Não sabia que havia mais fans da imensa Studer...cá pelas nossas bandas ! Mas, obrigatório, mesmo, é a Salomé dela... Um verdadeiro orgasmo...
O disco referido por si, ainda assim, é indispensável ! Apesar da concorrência forte, sobretudo nos Vier Letzte lieder...
É bom saber que tb aprecia esta luminosa straussiana !

At Quarta-feira, 27 Abril, 2005, pb said...
Nem é tarde nem é cedo!
Não tenho a “Salomé” (eu sei, é imperdoável, ofecereci em tempos a alguém e fiquei sem nenhuma para mim), portanto, vou mesmo procura da Cheryl Studer na interpretação.
E obrigado pela sugestão!

At Domingo, 04 Dezembro, 2005, Anonymous said...
ainda te lembras como encontraste este disco? Pois é, se não te lembras, fui eu que te emprestei.Resta saber se sabes quem sou. Um grande abraço para o melhor mestre que conheci.


At Quarta-feira, 14 Dezembro, 2005, pb said...
Como é? Não, este disco nunca ninguém mo emprestou...
Comprei-o, lembro-me de ser bem caro e estar esgotado!
No entanto foi-me indicado por uma senhora que de vez em quando participa comentando (não como anónima) uma ou outra coisa neste blogue. Mais do que isto não estou a ver... lembro-me no entanto de uma ex-aluno e amigo meu que ouvia compulsivmente este disco e que tinha na altura para ai uns 16 ou 17 anos... (nada normal! :-)
Só se for por ai!

sábado, 16 de abril de 2005

Caravaggio (2)


The Musicians
1595-96
Oil on canvas, 92 x 118,5 cm
Metropolitan Museum of Art, New York

a bd de pb (1)


Enki Bilal
3 Comments:
At Sábado, 16 Abril, 2005, bschneider5 said...
Nice one!!!Bradsblog

At Sábado, 16 Abril, 2005, pb said...
He 's my prefered bd author! He’s really great. If you liked it, there is another good site: http://bilal.enki.free.fr/index.php3

At Segunda-feira, 18 Abril, 2005, Luís Aquino said...
When you watch Bilal drawings, you can’t remain the same. There’s something he outlines in his sketcthes that... it’s like we get to know some part of reality we’ve never seen, not because it wasn’t there, but because we weren’t able to see. Now here is the question: are Bilal drawings a draft of reality or reality is an easy editon of his BD?

(I’m writing in English [at least I like to think this is English and not portuglish) just in case BSchneider5 decides to return.
Wow, who’d tell? How international this blog is coming to...)

sound and silence

Mystery has surrounded the personality of Morton Feldman, whose importance is close to that of Cage in American new music. Now in his early forties, he is known for a large number of very quiet compositions where the music quivers delicately on the borderline between sound and silence, and for some original types of notation which operate between the player and the notes he plays.

Peter Dickinson

Caravaggio (1)


Lute Player
c. 1596
Oil on canvas, 94 x 119 cm
The Hermitage, St. Petersburg

sexta-feira, 15 de abril de 2005

Sobre Phrygian Gates

The music is built out of repeated musical cells in regulation minimalist fashion, but even at this stage he concerned himself with larger issues of form and tonality, for during its 26 minutes ‘Phrygian Gates’ moves through half the circle of keys, modulating in fifths.

Andrew Clements

quinta-feira, 14 de abril de 2005

Mas que ano este de 1911!

We Futurists proclaim that the diverse modes of old scales, the various sensations of major, minor, augmented, diminished, and also the very recent modes of scales for internal tones are none other than simple details of a unique harmonic and atonal mode of a chromatic scale. We declare, moreover, that the values of consonance and dissonance are non-existent.

Technical Manifesto of Futurist Music by Francesco Balilla Pratella
11 March 1911

quarta-feira, 13 de abril de 2005

O fim da arte não é ser compreensível

Toda a arte é expressão de qualquer fenómeno psíquico. A arte, portanto, consiste na adequação, tão exacta quanto caiba na competência artística do fautor, da expressão à cousa que quer exprimir. De onde se deduz que todos os estilos são admissíveis, e que não há estilo simples nem complexo, nem estilo estranho nem vulgar.
Há ideias vulgares e ideias elevadas, há sensações simples e sensações complexas; e há criaturas que só têm ideias vulgares, e criaturas que muitas vezes têm ideias elevadas. Conforme a ideia, o estilo, a expressão. Não há para a arte critério exterior. O fim da arte não é ser compreensível, porque a arte não é a propaganda política ou imoral.

Fernando Pessoa, in ‘Sobre «Orpheu», Sensacionismo e Paùlismo
7 Comments:
At Segunda-feira, 18 Abril, 2005, Luís Aquino said...
Mmmm, não sei, não...
Que a arte seja a adequação da ideia à forma, de acordo. De que vale uma boa ideia sem uma boa forma? É uma vulgaridade. Mas uma ideia vulgar com uma forma, não apenas original, mas que prolongue e amplifique a primeira, passa ser arte.
Agora, que a arte não tenha que ser compreendida tem muito que se lhe diga e depende do registo semântico em que nos posicionarmos. Quero dizer: a arte faz sentido sem receptor? Não me parece. No mínimo, o próprio autor é o receptor. Então, isso implica comunicação. E como é que o autor comunica com o receptor, sem que haja algum tipo de ‘compreensão’ por parte deste? Por outro lado, Pessoa contradiz-se: se para ser arte, a forma e a ideia devem adequar-se, como avaliar essa adequação (logo reconhecer um objecto artístico) se não detectarmos que intencionalidade de comunicação teve o autor? Claro que apreciar arte não é saber traduzir em discurso verbal o que ela significa. Se é isso que Pessoa queria dizer, concordo. Até porque é difícil explicar uma realização artística; e , frequentemente, a explicação mata a obra. Se , por «compreender», ele quer dizer, «ser capaz de a descodificar com ferramentas de outra linguagem que não a nativa do objecto artístico», concordo.
Mas apreciar arte, digo eu, implica termos percepção (algum tipo de percepção, ainda que indefinível intelectualmente) da intencionalidade do autor, isto é, aquilo que torna aquele objecto artístico singular, que faça alguma diferença.
Que essa diferença seja dada mais pela forma do que pela ideia, pouco importa, até porque é difícil definir a fronteira entre uma e outra. Relendo agora o post, ocorre-me que o que terá levado o autor do Orpheu a fazer aquela afirmação terá sido mais marcar uma posição em relação às correntes mais conservadoras do início do século e não no sentido em que eu fiz o comentário. Mas não resisti a fazê-lo, sobretudo para sublinhar esta ideia: ao fazer arte comunica-se, quer o autor queira ou não (mas ele quer...)

At Segunda-feira, 18 Abril, 2005, Patrícia said...
Pois...pois....
O q queres sei eu... eh!eh!
A sério, agora.
Concordo. Nu fundo, a compreensão não é só racional. a comunicação está sempre lá.
Seu palhaço... (é a continuação...)

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, sasfa said...
Olha lá, ó jornalista, não sabes que o artista é um ser egoísta?! O seu objectivo, e simultaneamente o seu verdadeiro drama, é encontrar a forma certa, mais fiel à ideia, aquela que se aproxime mais da sua verdade.O artista quer é exprimir(-se), mais do que comunicar... E já é tarefa que chegue!

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Mau!
Mas tu queres ver que os comments do meu blogue estão a ficar mais interessantes do que os posts! É que, a continuar assim, qualquer dia deixo lá a cena dos posts e passo só a fazer comments! Mas esse teu comment, Sasfa, resume toda a questão, realmente exprimir já é difícil e ainda por cima querem comunicação!? Comprem um walkie talkie, ou quem sabe um aparelho de código morse!!!
:-P

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, Patrícia said...
Mau, mau, Maria e já agora Manel....
Isto tá bonito, tá!
Mas afinal... em que ficamos?
O artista quer é exprimir-se pois claro, mas não está incutida a comunicação? porquê desvaloriza-la em relação ao “exprimir-se?” Há sempre comunicação e não vale a pena estar a discutir qual o intuito do artista. o que é importante é o q se sente: a pessoa q vê e que faz a obra. E mai nada!

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Eu, para encerrar esta contenda, cito Schoenberg:
“Se é ARTE não é para as massas.
E se é para as massas não é ARTE*”.
Carta a William S. Schlamm - Los Angeles, 26 de Junho de 1945

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, Luís aquino said...
Engraçado... eu pensava que exprimir implicava comunicar (mesmo que involuntariamente)! Mas se calhar não...se calhar exprimir vem de espremer... Enfim , tudo é possível.

Mas que importância tem isso? O importante é já saiu fumo branco da capela Sistina e o mundo já não está perdido porque o Ratzinger vai colocar tudo nos eixos. Ainda bem que o Pessoa já não é vivo, nem o amiguinho dele, o Almada, porque senão as futurices deles estavam feitas com o vaticano: o regresso das cruzadas está iminente.

Lou Reed / Clã esgotado!

Amanhã começa oficialmente a época inaugural da Casa da Música com um concerto de Lou Reed e Clã. No dia de abertura das bilheteiras às 11 horas, estava eu na fila para comprar bilhetes para Alfred Brendel, quando vejo o anúncio Lou Reed / Clã esgotado! Duas horas depois, no máximo, depois de abertas as bilheteiras!? Fiquei a pensar, será que vamos ter, num concerto de abertura bem rockeiro, uma plateia repleta de individualidades engravatadas?...
2 Comments:
At Terça-feira, 19 Abril, 2005, Oficial e comentadeiro said...
Sim se, por acaso, o pessoal se enganar e trocar de concertos. O que quer dizer que íamos ter um mar de gravatas no Lou Reed e uma nuvem de fumo cool no Brendel. No dia seguinte ao Brendel, já estou a ver as manchetes dos jornais:
DN: ‘Desorganização da Casa da Música defrauda portuenses’
Público: ‘Ausência de Pedro Burmester da CM criou confusão entre concertos’
JN: ‘Polícia faz rusga de emergência na CM’
Correio da Manhã: ‘Pianista estrangeiro assustou-se ao ver-se perante plateia de extra-terrestres’
24 Horas:’Marisa Cruz e João Pinto vistos no camarote a partilhar um charro’
Expresso: ‘Fonte do interior do Conclave confidenciou-nos que foi tudo uma manobra da Opus Dei para desviar as atenções da eleição do novo papa de modo a discretamente multiplicar sósias de Policarpo na Capela Sistina’
Avante: ‘Casa da Música finalmente devolvida ao Povo: Festa do Avante deslocou-se da Atalaia e foi ao Porto comemorar revolução de Abril’
Blitz: ‘As novas correntes musicais do século xxi vieram criar oportunidades de fusão jamais pensáveis no século passado. Estamos perante a pós-new wave’

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Não dá!
Ri durante meia hora, simplesmente muito bem visto!!!
Ufa...

Portrait

The portrait need not resemble the model, only the artist.

Arnold Schoenberg (1911)
2 Comments:
At Quarta-feira, 20 Abril, 2005, Luís aquino said...
Este Arnold não é aquele que é governador da Califórnia e em tempos foi Mr Músculo? Just kidding!
Realmente esta citação está muito conseguida; é uma definiçao possível de arte
plástica, não?

At Sábado, 23 Abril, 2005, Sérgio Amaral said...
Or the observer...

retrato (1)


Anton Webern by Oskar Kokoschka

maître à penser


Webern foi o maître à penser de toda uma geração, desforra póstuma sobre a obscuridade que lhe encobriu a existência. Desde hoje pode-se considerá-lo como um dos maiores músicos de todos os tempos, homem indelével.

Pierre Boulez
4 Comments:
At Quarta-feira, 13 Abril, 2005, sasfa said...
Acho bem que se lembrem os mortos que ficaram, mas também os vivos que
hão-de ficar: Alfred Brendel na Casa da Música a 23 de
Abril. Vai tocar variações, mas não são op. 27!!!!

At Terça-feira, 19 Abril, 2005, pb said...
Lá estaremos pois claro está!

At Segunda-feira, 25 Abril, 2005, Anonymous said...
“Maître à penser” não significa necessariamente “Maître de musique”. Confundiu-se muitas vezes o valor da obra de Webern com o seu pensamento, e isso é fatal. Assim começaram muitas religiões...

At Terça-feira, 26 Abril, 2005, pb said...
Sr(a) Anónimo(a):
concordamos em absoluto em relação à propenção confusa das várias interpretações feitas da música de webern, tantas vezes, de forma directa,
precisamente por causa do próprio boulez, que defendeu de forma radical os valores weberianos.
Em relação a essa religiões que começaram, mas felizmente também acabaram, jamais aderi a qualquer uma, nem pós-serialismos, nem outros integralismos, nada!
Logo, e em conclusão, os textos que publico no “Tónica Dominante” são os que gosto mas não necessariamente os com os quais partilho gosto, técnica de composição ou opinião estética.
Cumprimentos e continue a fazer comments.