



















2 Comments:
At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, samovar said...
(aqui devia haver legenda, caramba... quem são estes desconhecidos todos??)
At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, pb said...
Posso pôr uma legenda se necessitas! E no post “10” também é preciso?
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At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, Patrícia said...
terá a música alguma vez sido verdadeiramente “ouvida”? Quero muito acreditar que sim. Acho que se vai aprendendo a ouvir música. e este é um processo com muitos retrocessos e avanços e por isso, muito longo.
2 Comments:
At Segunda-feira, 16 Maio, 2005, t. said...
Pois.
:)
At Segunda-feira, 16 Maio, 2005, Analepse said...
Deste poema imortal, um excerto que sempre me comoveu:
«(Come chocolates, pequena;
Come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes! Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho, Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)»
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At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, César Viana said...
Como diria o Schönberg “prefiro compor como um intelectual do que como um idota”. (cito de memória, não sei se são estas as palavras exactas, mas o sentido é este.
At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, pb said...
Hehhee!
Devem ser essas as palavras pois...
At Domingo, 15 Maio, 2005, Teresa said...
“Que estranho conceito de música tem determinada categoria de críticos (a que ousarei chamar hiper-racionalistas), quando dizem de certas obras literárias que não se coadunam ao seu feitio especial de mentalidade, que elas «escapam à crítica», que «não são para serem pensadas mas sim sentidas» e que por isso são de «natureza musical»!!!...”
Fernando Lopes-Graça, 1933“[...] a música para os autênticos músicos e para todos os que a compreendem verdadeiramente [é] uma coisa tão ‘pensável’ como qualquer outra coisa ‘pensável’, uma actividade que oferece tantas possibilidades de que sobre ela se exerça o espírito crítico como qualquer outra actividade intelectual”
Fernando Lopes-Graça, 1939
At Segunda-feira, 16 Maio, 2005, Analepse said...
Bem, esta coisa da criação humana (neste caso específico, artística)ter a sua origem somente nos mecanismos da razão ou nos dos sentidos é mais velha que a Sé de Braga; pelo menos tão velha quanto Descartes ou John Locke (na verdade quanto Platão ou Sócrates, mas não queria ir tão longe. Como esta divisão faz para mim tanto sentido como os anúncios ‘prova de sabor Planta’, prefiro recuperar o que Rousseau disse no século XVIII sobre o assunto, e que hoje haveria de ser qualquer coisa como isto:
O homem não se constitui apenas de intelecto pois, disposições primitivas como as emoções, os sentidos e os instintos existem nele antes do pensamento elaborado; estas dimensões primitivas são para mim, mais dignas de confiança, do que os hábitos de pensamento que foram forjados pela sociedade e impostos ao indivíduo.

3 Comments:
At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, César Viana said...
“The maker of a camera who allows someone else to take the picture” J.C.
At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, pb said...
Foi John Cage que disse isso? Mas com que sentido terá isso sido dito...?
At Sábado, 14 Maio, 2005, César Viana said...
Não me lembro exactamente, mas penso que referindo-se à liberdade concedida ao intérprete e aos imprevisíveis resultados da indeterminação em muitas das suas obras.
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At Terça-feira, 10 Maio, 2005, Oficial e Comentadeiro said...
Medidas de profilaxia contra plateias ruidosas
1. No caso dos telemóveis 1.1.Imediatamente antes do começo do concerto, passar um aviso sonoro: «Ai e tal...É favor desligar os telelés senão o artista chateia-se» Isto em português, inglês, francês e svenska (não sei que lingua é, mas vem sempre no menu dos dvd, por isso deve ser importante) 1.2.Em alternativa, revistar a assistência à entrada, obrigando todos os portadores a deixarem o dito aparelho no bengaleiro. Não se faria nenhuma identificação dos tlms, porque isso ficaria muito caro e a CdM é um exemplo de poupança; no fim do concerto, a devolução resolvia-se distribuindo os aparelhos fazendo uma correspondência, que me parece justa,entre o modo de vestir e a marca de telemóvel. Ex.:os telemóveis da quarta geração iriam para quem usasse peles, mostrasse as chaves de um Mercedes ou exibisse dente de ouro; os aparelhos pré-históricos (+ de 3 anos)para quem se apresentasse de t-shirt ou tivesse ar de artista (ainda que vagamente).
2.No caso dos ataques de tosse:
2.1.Os prevaricadores (aqueles que tossissem mais de 1,5 vezes), no fim do concerto, seriam atirados aos donos dos telemóveis que tivessem ficado a perder com a devolução.
At Terça-feira, 10 Maio, 2005, pb said...
Valente “oficial e comentadeiro”!!!
No ponto de 2.1 quase rebentava de rir!!!
Assim sim, vale a pena...
At Terça-feira, 17 Maio, 2005, sasfa said...
Não é só no norte que estas coisas acontecem... Lembro-me do último recital da Maurizio Pollini na Gulbenkian, onde aconteceu exacatamente a mesma coisa. Bom, não três telemóveis, só um, mas já nos encores!! O ar incrédulo de Pollini...
At Sexta-feira, 20 Maio, 2005, Anonymous said...
Admira-me que tenham sido 3 telemóveis apenas... ou teria sido o mesmo telemóvel a tocar três vezes?
At Sexta-feira, 20 Maio, 2005, pb said...
Ai Paulinho, Paulinho! Com que então Anonymous? Pois, pois...
At Sábado, 04 Junho, 2005, pb said...
Afinal não era o Paulinho o ou a Sr(a) Anonymous. É o que acontece quando não se assina os comments...
2 Comments:
At Quinta-feira, 12 Maio, 2005, Teresa said...
«Aprended a pensar: [...] - que el pensar ha de ser aprendido como ha de ser aprendido el bailar, como una especie de baile... [...] No se puede descontar, en efecto, de la educación aristocrática el bailar en todas sus formas, el saber bailar con los pies, con los conceptos, con las palabras; ¿he de decir que también hay que saber bailar con la pluma, que hay que aprender a escribir?» Crepúsculo de los ídolos (1889)
(Desculpem: mas não tenho a tradução portuguesa. Li a frase transcrita pelo Paulo e lembrei-me logo disto).
At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, pb said...
A música, tal como a compreendemos hoje, é igualmente uma excitação e uma descarga conjunta dos afetos, mas, não obstante, apenas o que, sobrou de um mundo de expressão dos afetos muito mais pleno, um mero residuum do histrionismo dionisíaco. Para a viabilização da música enquanto arte específica, imobilizou-se uma certa quantidade de sentidos, antes de tudo o sentido muscular (no mínimo relativamente: pois em certo grau todo ritmo ainda fala a nossos músculos): de modo que o homem não imita e apresenta mais imediatamente com seu corpo tudo que sente. Apesar disso, é este o estado normal propriamente dionisíaco, em todo caso o estado originário; a música é a especificação lentamente alcançada deste estado, em detrimento das faculdades que lhe são mais intimamente aparentadas.
Crepúsculo de los ídolos (1889)
(gostei particularmente desta parte - encontrei neste site brasileiro)
http://www.odialetico.hpg.ig.com.br/filosofia/nietzsche.htm

3 Comments:
At Sexta-feira, 06 Maio, 2005, samovar said...
:)))))))
Então andava eu a tentar encobrir este acontecimento e tu descobriste-o?! Maldita net... já não se podem fazer surpresas nem guardar prendas à la longue!
É favor aguentar a curiosidade ou então fazer anos mais cedo! :)
At Sábado, 07 Maio, 2005, pb said...
Pois é...
já tinha visto há algum tempo! A saga “XXe ciel” vai continuar. Mas de qualquer forma estas coisas nunca vão sair em Portugal, por isso, a prenda de aniversário é sempre bem vinda! Hehe!
At Terça-feira, 10 Maio, 2005, Luís Aquino said...
Então, como é? Desde que este blog foi criado as pessoas desataram todas a fazer anos...?
Mau!... Já não há blogs como antigamente...

7 Comments:
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, pb said...
Não disse quem eram os tais 3!
Claro que são Miles Davis, John Coltrane e Bill Evans.
E já agora os outros 2 intérpretes, de Jazz, também de sempre, e dos antigos...
Ella Fitzgerald e Louis Armstrong!
At Quarta-feira, 04 Maio, 2005, César Viana said...
O Miles comentou numa entrevista que este disco era tanto dele como dos outros, mas a editora queria o nome dele na capa. Aliás, o papel do Bill Evans na concepção, arranjos, e até nas notas da contracapa é bem nítido e decisivo. Que disco! “Os milagres acontecem”, diz uma canção que anda por aí...
At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, MrMystic said...
Miles was a great musician but he was a foofy husband
At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, samovar said...
Eu adoro peixe cozido. Também conheço esse disco mas há mais de dez anos que não me apetece ouvi-lo.
O Sr. Paulo o que é que me prescreve??
At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, pb said...
Não prescrevo nada!
O caso é tão grave que não tem solução...
:-P
At Sexta-feira, 06 Maio, 2005, César Viana said...
Para lá de ser inacreditável não ouvir este disco há 10 anos, haverá uma razão para o fazer agora; a edição original em LP e as primeiras em CD, devido a um problema de transcrição, estavam uma pouco mais agudas do que deveriam, aspecto que foi corrigido nas mais recentes edições em CD. (nomeadamente o cd Columbia CK 64935, que além disso traz um take alternativo do Flamenco Sketches com um solo fabuloso do Coltrane)
At Sexta-feira, 06 Maio, 2005, samovar said...
:)))))
Obrigada pela notícia, César Viana. Sorrio porque isso é aguçar a minha tendência musicopata que tem andando adormecida.

2 Comments:
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, Il Dissoluto Punito said...
Eu tb destacaria Le Grand Macabre, pela ousadia (E. P Salonen - SONY)...
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, pb said...
Sim, também.
Eu tenho a versão da Wergo com
Michael Meschke e Michel de Ghelderode na adaptação...
5 Comments:
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, César Viana said...
assinaria por baixo.
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, pb said...
Eu assino de cruz!
Já há duas assinaturas!!!
:-)
At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, Sara said...
Concordo em absoluto!! ou nao fosse eu discipula do bloggista......
At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, pb said...
Olha a Sarita!
Claro, pois, pois...
Já soube que este ano vamos ter as vossas “Peças frescas” transmitidas na rádio!
Sim senhora, fico bastante orgulhoso, para não dizer babado...
Beijos para as 3 meninas e abraço para o menino aí na capital!
At Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2006, sara said...
é verdade sim! finalmente vamos ter a nossa música a andar por aí pela rádio!
gostávamos de contar com a presença do mestre! acho que o osvaldo também
está a pensar vir cá ouvir!
se não pudermos contar com a sua excelentíssima presença pelo menos já
sabemos que temos um par de ouvidos ligados na rádio.....
faço a publicidade: dias 28 e 30 de Março a partir das 18h30 na Antena1
:)