quinta-feira, 19 de maio de 2005

20

ligetischoenbergBerioCagegubaidulina
debussybartokstravinskyboulezfeldman
Adamsnonokurtagsatiewebern
SaariahoravelbergvareseStockhausen
2 Comments:
At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, samovar said...
(aqui devia haver legenda, caramba... quem são estes desconhecidos todos??)

At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, pb said...
Posso pôr uma legenda se necessitas! E no post “10” também é preciso?

quarta-feira, 18 de maio de 2005

Música para “ouvir”?

Retirei esta parte de um texto do blogue “Tonalatonal”, com autorização do autor, é claro, por se entrecruzar muito bem com alguns posts recentes do Tónica Dominante.

O momento presente é de um impasse, onde uns vêem o fim da música clássica, num mundo tecnocrático, economicista, hedonista e acelerado, e outros distinguem mesmo assim uma luz ao fundo do túnel. APV, nos seus textos (ao fim e ao cabo o pretexto deste post), é pessimista e um espelho da angústia do criador que se interroga sobre a sua própria utilidade. Mas não tenhamos ilusões: os artistas musicais deixaram de ser úteis a partir de Beethoven. Com a Revolução Francesa e a queda das monarquias e aristocracias autocráticas na Europa, que ainda agonizam durante todo o século XIX, e têm um fim simbólico com o assassinato de Nicolau II e Dom Carlos, a Revolução Bolchevique e a 1a Guerra Mundial, juntamente com o crescente laicismo das sociedades e a decadência de gosto da própria Igreja Católica, a música deixa de servir para mais nada a não ser para se ouvir, luxo cada vez mais caro e inapetecido. Podemos até perguntar-nos se a música foi realmente, e alguma vez, pensada para se “ouvir”, ou meramente para “servir”. Tocada durante banquetes, cerimónias, ar livre, salões com barulhos constante, celebrações religiosas, etc, etc, terá a música alguma vez sido verdadeiramente “ouvida”?

Sérgio Azevedo, “Tonalatonal”, (extracto) António Pinho Vargas e a inutilidade
do artista hoje, 2005
1 Comments:
At Quinta-feira, 19 Maio, 2005, Patrícia said...
terá a música alguma vez sido verdadeiramente “ouvida”? Quero muito acreditar que sim. Acho que se vai aprendendo a ouvir música. e este é um processo com muitos retrocessos e avanços e por isso, muito longo.

terça-feira, 17 de maio de 2005

La objectividad

Uno de los sectores artísticos donde los problemas relativos a la objectividad, o mejor a la objetivalización, del lenguaje y a su estructuración resultan particularmente evidentes es el de la música moderna (...)

Gillo Dorfles, Naturaleza y artificio, 1968

Adição

Que aos dons da natureza se juntem os benefícios de artífice - tal é a significação geral de arte.

Igor Stravinsky, Poética da Música

Hasard et nécessité

On se souvient de la remarque de Schoenberg: “Ma musique n’est pas moderne, elle este simplement mal jouée.” Ce pourrait n’être qu’une boutade, si elle n’était révélatrice d’un état de fait qui a considérablement oblitéré un accès véritable à la musique d’avantgarde, dans la première décennie de l’après-guerre.

François Porcile, Les conflits de la musique française (1940-1965), 2001

sábado, 14 de maio de 2005

“mal amada” arte já em 1896!

As nossas observações práticas permitem-nos definir a oposição nos seguintes termos: a arte moderna tem um fundo predominantemente pessimista, enquanto a atitude do moderno proletariado é profundamente optimista. Toda a classe revolucionária é optimista (...). É óbvio que isto não tem nada a ver com utopismos. O lutador revolucionário poderá analisar friamente as possibilidades de ganhar ou perder a luta; mas só é um lutador revolucionário porque está possuído da convicção inabalável de que é capaz de transformar um mundo. Neste sentido, todo o trabalhador com consciência de classe é optimista: olha para o futuro cheio de esperança. E vai buscar essa esperança precisamente à miséria que o rodeia.
A arte moderna, pelo contrario. É acentuadamente pessimista. Não conhece saída para a miséria cuja descrição é o seu assunto preferido. Provém de círculos burgueses e é o reflexo de uma decadência incontrolável, que nela se reflecte bastante fielmente. À sua maneira, e desde que não seja simples intenção de modas, ela é honesta e verdadeira, está muito acima dos Lindau* e das Marlitt*, mas é absolutamente pessimista, na medida em que, na miséria do presente, só vê a miséria.

* Crítico teatral, romancista e dramaturgo de “boulevard” na linha de A. Dumas e Sardou.
* Autora de romances cor-de-rosa do fim de século XIX.

Franz Mehring, Arte e proletariado, 1896

À parte isso...

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

TABACARIA
(extracto), Álvaro de Campos, 1928
2 Comments:
At Segunda-feira, 16 Maio, 2005, t. said...
Pois.
:)

At Segunda-feira, 16 Maio, 2005, Analepse said...
Deste poema imortal, um excerto que sempre me comoveu:
«(Come chocolates, pequena;
Come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes! Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho, Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)»

sexta-feira, 13 de maio de 2005

Música “mal amada”!

Among the reproaches most obstinately repeated by these critics, the most widely spread is that of intellectualism: modern music has its origins in the brain, not in the heart or the ear; it is in no way conceived by the senses, but rather worked out on paper. The inadequacy of these clichés is evident. The critics present their arguments as though the tonal idiom of the last 350 years had been derived from nature (...). The idea that the tonal system is exclusively of natural origin is an illusion rooted in history (...). The feeling that, in contrast to traditional music, the conception of modern composition is more intellectual than sensory is nothing but evidence of incomprehension (...). What is labelled as emotion by musical anti-intellectualism yields without resistance to the mainstream of current social logic (...). On the other hand, the objective consequence of the basic musical concept, which alone lends dignity to good music, has always demanded alert control via the subjective compositional conscience. The cultivation of such logical consequence, at the expense of passive perception of sensual sound, alone defines the stature of this perception, in contrast to mere “culinary enjoyment”.

Theodor W. Adorno, Philosophy of modern music

(Afinal o texto de George Steiner publicado no post “5% ou menos” já nem em 1977 acrescentava grande coisa ao que Adorno, uns anos antes, tinha denunciado. Com efeito, esta temática recusa-se a deixar de ser actual quer se fale de Schoenberg, da quantificação e aceitação de todas as novas músicas pelo público ou da coragem dos compositores contemporâneos que “persistem” em dar ao público o seu melhor.
Discutamos pois então a temática da música “mal amada”! Ass: pb).
4 Comments:
At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, César Viana said...
Como diria o Schönberg “prefiro compor como um intelectual do que como um idota”. (cito de memória, não sei se são estas as palavras exactas, mas o sentido é este.


At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, pb said...
Hehhee!
Devem ser essas as palavras pois...

At Domingo, 15 Maio, 2005, Teresa said...
“Que estranho conceito de música tem determinada categoria de críticos (a que ousarei chamar hiper-racionalistas), quando dizem de certas obras literárias que não se coadunam ao seu feitio especial de mentalidade, que elas «escapam à crítica», que «não são para serem pensadas mas sim sentidas» e que por isso são de «natureza musical»!!!...”
Fernando Lopes-Graça, 1933

“[...] a música para os autênticos músicos e para todos os que a compreendem verdadeiramente [é] uma coisa tão ‘pensável’ como qualquer outra coisa ‘pensável’, uma actividade que oferece tantas possibilidades de que sobre ela se exerça o espírito crítico como qualquer outra actividade intelectual”
Fernando Lopes-Graça, 1939

At Segunda-feira, 16 Maio, 2005, Analepse said...
Bem, esta coisa da criação humana (neste caso específico, artística)ter a sua origem somente nos mecanismos da razão ou nos dos sentidos é mais velha que a Sé de Braga; pelo menos tão velha quanto Descartes ou John Locke (na verdade quanto Platão ou Sócrates, mas não queria ir tão longe. Como esta divisão faz para mim tanto sentido como os anúncios ‘prova de sabor Planta’, prefiro recuperar o que Rousseau disse no século XVIII sobre o assunto, e que hoje haveria de ser qualquer coisa como isto:

O homem não se constitui apenas de intelecto pois, disposições primitivas como as emoções, os sentidos e os instintos existem nele antes do pensamento elaborado; estas dimensões primitivas são para mim, mais dignas de confiança, do que os hábitos de pensamento que foram forjados pela sociedade e impostos ao indivíduo.

retrato (3)


John Cage
Photograph on rear dust cover of A John Cage Reader (hardcover edition, C. F. Peters).
3 Comments:
At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, César Viana said...
“The maker of a camera who allows someone else to take the picture” J.C.


At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, pb said...
Foi John Cage que disse isso? Mas com que sentido terá isso sido dito...?

At Sábado, 14 Maio, 2005, César Viana said...
Não me lembro exactamente, mas penso que referindo-se à liberdade concedida ao intérprete e aos imprevisíveis resultados da indeterminação em muitas das suas obras.

a single gesture

The Expressionistic miniature of the new Viennense School contracts the time dimension by expressing - in Schoenberg’s words - “an entire novel through a single gesture.”

Theodor W. Adorno, Philosophy of modern music

“cronométrico Funes”

Havia aprendido sem esforço o inglês, o francês, o português, o latim. Suspeito, contudo, que não era muito capaz de pensar. Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair.

in Jorge Luis Borges: Prosa Completa - Funes, o Memorioso, 1979 (Tradução de Marco Antonio Frangiotti)

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Utopia!

“UTOPIA! UTOPIA!” Já oiço gritar os nossos sábios e os que tratam de adocicar a barbárie do Estado e da arte contemporâneos, ou seja, as pessoas ditas práticas, que no exercício da sua prática quotidiana se entregam continuamente à mentira e à violência ou, no melhor dos casos, quando lhes resta alguma honestidade, à ignorância.

Richard Wagner, A Arte e a Revolução, 1849

Mitsuko Uchida na CdM

Há umas horas atrás ouvi Mitsuko Uchida nas três últimas sonatas de Beethoven.
Que programa para um concerto! (por mais que se goste de Beethoven...) Na primeira parte com as sonatas 30 e 31 foi bom mas faltou convencer uma plateia sempre ruidosa (pelo menos três telemóveis ouvi – isto de concertos no norte é outra coisa, é pessoal muito ocupado, não há que perder tempo com concertos e deixar de lado os negócios e algum telefonema importante – está correcto, sim senhor!).
Na segunda parte, com a 32, Uchida, deixou o público aos seus pés, suspenso nos seus trilos em pianíssimo! (Há muito tempo que não ouvia uma sala tão silenciosa como que a pairar sobre o nada...) No fim, agradeceu, agradeceu, “desculpando-se” por não tocar mais.
Acabou, nem um encore!
Realmente, depois da sua intensa interpretação da op. 111 era complicado tocar o quer que seja mas, quem sabe, se não foi eventualmente, e apenas, uma resposta aos três toques de telemóvel da primeira parte... Afinal não é habitual termos no Porto nomes como Mitsuko Uchida todos os dias e, como diz o outro, cada público tem aquilo que que vai fazendo por merecer. Não há encores para ninguém!
6 Comments:
At Terça-feira, 10 Maio, 2005, Oficial e Comentadeiro said...
Medidas de profilaxia contra plateias ruidosas

1. No caso dos telemóveis 1.1.Imediatamente antes do começo do concerto, passar um aviso sonoro: «Ai e tal...É favor desligar os telelés senão o artista chateia-se» Isto em português, inglês, francês e svenska (não sei que lingua é, mas vem sempre no menu dos dvd, por isso deve ser importante) 1.2.Em alternativa, revistar a assistência à entrada, obrigando todos os portadores a deixarem o dito aparelho no bengaleiro. Não se faria nenhuma identificação dos tlms, porque isso ficaria muito caro e a CdM é um exemplo de poupança; no fim do concerto, a devolução resolvia-se distribuindo os aparelhos fazendo uma correspondência, que me parece justa,entre o modo de vestir e a marca de telemóvel. Ex.:os telemóveis da quarta geração iriam para quem usasse peles, mostrasse as chaves de um Mercedes ou exibisse dente de ouro; os aparelhos pré-históricos (+ de 3 anos)para quem se apresentasse de t-shirt ou tivesse ar de artista (ainda que vagamente).
2.No caso dos ataques de tosse:
2.1.Os prevaricadores (aqueles que tossissem mais de 1,5 vezes), no fim do concerto, seriam atirados aos donos dos telemóveis que tivessem ficado a perder com a devolução.

At Terça-feira, 10 Maio, 2005, pb said...
Valente “oficial e comentadeiro”!!!
No ponto de 2.1 quase rebentava de rir!!!
Assim sim, vale a pena...

At Terça-feira, 17 Maio, 2005, sasfa said...
Não é só no norte que estas coisas acontecem... Lembro-me do último recital da Maurizio Pollini na Gulbenkian, onde aconteceu exacatamente a mesma coisa. Bom, não três telemóveis, só um, mas já nos encores!! O ar incrédulo de Pollini...

At Sexta-feira, 20 Maio, 2005, Anonymous said...
Admira-me que tenham sido 3 telemóveis apenas... ou teria sido o mesmo telemóvel a tocar três vezes?


At Sexta-feira, 20 Maio, 2005, pb said...
Ai Paulinho, Paulinho! Com que então Anonymous? Pois, pois...

At Sábado, 04 Junho, 2005, pb said...
Afinal não era o Paulinho o ou a Sr(a) Anonymous. É o que acontece quando não se assina os comments...

sábado, 7 de maio de 2005

La réalité d’une transcendance

Je suis convaincu que les oeuvres d’un Homère, d’un Goethe, d’un Dostoïevski, d’un Beethoven, d’un Picasso ne peuvent exister dans un monde totalement séculier et qu’elles posent la question de l’existence de Dieu. La musique en particulier me démontre la réalité d’une présence, d’une transcendance.

George Steiner, Entretien avec Jean-François Duval, 1998

A propósito de "5 % ou menos?"

A propósito da recente investida de excelentes comments no post “5 % ou menos?” queria dizer que, apesar da situação real e lamentável da música ser, em Portugal, a que aí se descreve, me lembrei, em auto-defesa, apenas desta (in)consolável (in)certeza:

“La vie sans musique n’est qu’une erreur, une besogne éreintante, un exil.”

Friedrich Nietzsche, lettre à Peter Gast, 15 janvier 1888
2 Comments:
At Quinta-feira, 12 Maio, 2005, Teresa said...
«Aprended a pensar: [...] - que el pensar ha de ser aprendido como ha de ser aprendido el bailar, como una especie de baile... [...] No se puede descontar, en efecto, de la educación aristocrática el bailar en todas sus formas, el saber bailar con los pies, con los conceptos, con las palabras; ¿he de decir que también hay que saber bailar con la pluma, que hay que aprender a escribir?» Crepúsculo de los ídolos (1889)

(Desculpem: mas não tenho a tradução portuguesa. Li a frase transcrita pelo Paulo e lembrei-me logo disto).

At Sexta-feira, 13 Maio, 2005, pb said...
A música, tal como a compreendemos hoje, é igualmente uma excitação e uma descarga conjunta dos afetos, mas, não obstante, apenas o que, sobrou de um mundo de expressão dos afetos muito mais pleno, um mero residuum do histrionismo dionisíaco. Para a viabilização da música enquanto arte específica, imobilizou-se uma certa quantidade de sentidos, antes de tudo o sentido muscular (no mínimo relativamente: pois em certo grau todo ritmo ainda fala a nossos músculos): de modo que o homem não imita e apresenta mais imediatamente com seu corpo tudo que sente. Apesar disso, é este o estado normal propriamente dionisíaco, em todo caso o estado originário; a música é a especificação lentamente alcançada deste estado, em detrimento das faculdades que lhe são mais intimamente aparentadas.
Crepúsculo de los ídolos (1889)
(gostei particularmente desta parte - encontrei neste site brasileiro)
http://www.odialetico.hpg.ig.com.br/filosofia/nietzsche.htm

a bd de pb (2)


Yslaire
3 Comments:
At Sexta-feira, 06 Maio, 2005, samovar said...
:)))))))
Então andava eu a tentar encobrir este acontecimento e tu descobriste-o?! Maldita net... já não se podem fazer surpresas nem guardar prendas à la longue!
É favor aguentar a curiosidade ou então fazer anos mais cedo! :)

At Sábado, 07 Maio, 2005, pb said...
Pois é...
já tinha visto há algum tempo! A saga “XXe ciel” vai continuar. Mas de qualquer forma estas coisas nunca vão sair em Portugal, por isso, a prenda de aniversário é sempre bem vinda! Hehe!

At Terça-feira, 10 Maio, 2005, Luís Aquino said...
Então, como é? Desde que este blog foi criado as pessoas desataram todas a fazer anos...?

Mau!... Já não há blogs como antigamente...

terça-feira, 3 de maio de 2005

de conhecimento obrigatório (7)

kindofblue.jpg
Miles Davis, Kind of Blue (1962)

Este post vai ao encontro do que é dito por César Viana (comment: 5% ou menos?), quando refere John Coltrane, confirmando que a erudição é um conceito muito vago e uma palavra a ter em fraca conta. Apresentem-se pois os músicos, pouco ou nada eruditos, tanto importa, três dos melhores de sempre estão lá, é mais do que certo!

Miles Davis, trompete
John Coltrane, sax tenor
Bill Evans, piano
Julian Adderley, sax alto
Paul Chambers, contrabaixo
James Cobb, bateria
Wyn Kelly, piano (só em Freddie Freeloader)

01 So What
02 Freddie Freeloader
03 Blue In Green
04 All Blues
05 Flamenco Sketches

(por não conhecer este disco, um(a) indivíduo(a), de uma cultura musical média, seja lá isso o que for, devia ter que sofrer um qualquer castigo ao longo de, vá lá, uns tempos, tipo peixe cozido durante duas semanas seguidas...)
7 Comments:
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, pb said...
Não disse quem eram os tais 3!
Claro que são Miles Davis, John Coltrane e Bill Evans.
E já agora os outros 2 intérpretes, de Jazz, também de sempre, e dos antigos...
Ella Fitzgerald e Louis Armstrong!

At Quarta-feira, 04 Maio, 2005, César Viana said...
O Miles comentou numa entrevista que este disco era tanto dele como dos outros, mas a editora queria o nome dele na capa. Aliás, o papel do Bill Evans na concepção, arranjos, e até nas notas da contracapa é bem nítido e decisivo. Que disco! “Os milagres acontecem”, diz uma canção que anda por aí...


At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, MrMystic said...
Miles was a great musician but he was a foofy husband


At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, samovar said...
Eu adoro peixe cozido. Também conheço esse disco mas há mais de dez anos que não me apetece ouvi-lo.

O Sr. Paulo o que é que me prescreve??

At Quinta-feira, 05 Maio, 2005, pb said...
Não prescrevo nada!
O caso é tão grave que não tem solução...
:-P

At Sexta-feira, 06 Maio, 2005, César Viana said...
Para lá de ser inacreditável não ouvir este disco há 10 anos, haverá uma razão para o fazer agora; a edição original em LP e as primeiras em CD, devido a um problema de transcrição, estavam uma pouco mais agudas do que deveriam, aspecto que foi corrigido nas mais recentes edições em CD. (nomeadamente o cd Columbia CK 64935, que além disso traz um take alternativo do Flamenco Sketches com um solo fabuloso do Coltrane)


At Sexta-feira, 06 Maio, 2005, samovar said...
:)))))
Obrigada pela notícia, César Viana. Sorrio porque isso é aguçar a minha tendência musicopata que tem andando adormecida.

domingo, 1 de maio de 2005

de conhecimento obrigatório (6)

Musik für Streichinstrumente.jpg
György Kurtág, Musik für Streichinstrumente

The Keller Quartett

Aus der Ferne III für Streichquartett Officium breve in memoriam Andreae Szervánsky Ligatura - Message to Frances-Marie Quartetto per archi Hommage à Mihály András 12 Mikroludein für Streichquartett Ligatura - Message to Frances Marie

Recorded October and November 1995
2 Comments:
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, Il Dissoluto Punito said...
Eu tb destacaria Le Grand Macabre, pela ousadia (E. P Salonen - SONY)...

At Terça-feira, 03 Maio, 2005, pb said...
Sim, também.
Eu tenho a versão da Wergo com
Michael Meschke e Michel de Ghelderode na adaptação...

Sobre György Ligeti

Pour moi, Ligeti est un des plus grands musicien du XXe siècle. Sans ordinateur et sans appareillage électronique sophistiqué, uniquement avec son instinct, son cerveau et sa sensibilité, il nous a donné certaines des ouvres les plus avancées de l’époque.

Olivier Messiaen
(Claude Samuel in, Permanences d’ Olivier
Messiaen - Dialogues et Commentaires)
5 Comments:
At Terça-feira, 03 Maio, 2005, César Viana said...
assinaria por baixo.


At Terça-feira, 03 Maio, 2005, pb said...
Eu assino de cruz!
Já há duas assinaturas!!!
:-)

At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, Sara said...
Concordo em absoluto!! ou nao fosse eu discipula do bloggista......

At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, pb said...
Olha a Sarita!
Claro, pois, pois...
Já soube que este ano vamos ter as vossas “Peças frescas” transmitidas na rádio!
Sim senhora, fico bastante orgulhoso, para não dizer babado...
Beijos para as 3 meninas e abraço para o menino aí na capital!

At Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2006, sara said...
é verdade sim! finalmente vamos ter a nossa música a andar por aí pela rádio!
gostávamos de contar com a presença do mestre! acho que o osvaldo também
está a pensar vir cá ouvir!
se não pudermos contar com a sua excelentíssima presença pelo menos já
sabemos que temos um par de ouvidos ligados na rádio.....
faço a publicidade: dias 28 e 30 de Março a partir das 18h30 na Antena1
:)