
Constância
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At Terça-feira, 19 Julho, 2005, Luís Aquino said...
Bonito pormenor da arquitectura popular portuguesa. Venham mais.

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At Domingo, 10 Julho, 2005, dgp said...
Boas férias. Ainda bem que são só férias, isto dos blogs cria alguma dependência afectiva.
At Domingo, 10 Julho, 2005, pb said...
É verdade, o caso do Bajja é significativo... Mas ainda não estou de férias, embora a vontade seja muita e eu esteja realmente necessitado.
9 Comments:
At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, Anonymous said...
Não demores,a saudade é tónica dominante.Sofia.
At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, nívea samovar said...
Até que enfim...
Pensava que nunca mais ias conseguir sentar-te no teu escritório!
Então até mais logo no meu país.
:-)
At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, Carlos a.a. said...
A gente aguarda.
At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, CHICOZÉ said...
AVÉ MARIA.
At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, IO said...
Isto das férias deu forte nos blogs de música... abraço, outra à espera.
At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, pb said...
Obrigado a todos pelos comentários!
At Terça-feira, 05 Julho, 2005, il dissoluto punito said...
Bom regresso !
Não parta, de vez, como outros :(
At Sexta-feira, 29 Julho, 2005, Anonymous said...
esperamos que a pausa não seja mt grande claro *** e isto não é graxa senhor professor :)lol* ou melhor, o mestre paulinho... tania gulb.
At Sexta-feira, 29 Julho, 2005, pb said...
Pois, pois... mas férias são férias, por isso também a actividade bloguista vai parando!
3 Comments:
At Terça-feira, 21 Junho, 2005, hfm said...
Gostei do comentário. Gosto muito de Boulez e tenho saudades de Berio.
At Quarta-feira, 29 Junho, 2005, Carlos a.a. said...
Não conhecia o texto. Boa premonição, a de Messian.
At Quarta-feira, 29 Junho, 2005, impressaodigital said...
:) gostei. e é francês...

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At Domingo, 19 Junho, 2005, Luís Aquino said...
Ora aqui está um autor que não teve problemas em mudar de estilo ou corrente artística: do abstraccionismo para o figurativismo, quando a moda era fazer a mudança no sentido inverso. Provavelmente, porque, para Guston, haver correntes e estilos é só para quem se dedica a inventar etiquetas, que servem de muleta para falar de arte. (que tal, foi profundo?...)
At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, pb said...
Poça! Eu realmente de arte pouco ou nada percebo... Quando faço posts com obras de pintores é sempre pela maior ou menor proximidade que há entre estes e a música e se gosto ou não do que vejo. No caso específico de Philip Guston a relação de proximidade é com Morton Feldman. Este compositor tem aliás sido alvo de muitas ligações pictóricas aqui no blogue. Basta lembrar também Francesco Clemente e Mark Rothko.
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At Domingo, 19 Junho, 2005, Analepse said...
Se é verdade que há poucos estudos sobre a interpretação emocional da música, é pena. Precisamente por ser uma linguagem não verbal é que é mais difícil separá-la da sua parte não emotiva, ou digamos discursiva(?). Mas é compreensível que haja essa resistência. Talvez por ser tão óbvio que a música transmita emoções, que quem faz a sua análise queira distanciar-se o mais possível dessa componente, com o receio que esta entorpeça aquela. Como digo, é pena, mas é tudo uma questão de haver iniciativas no sentido de contrabalançar essa falta de abordagens. Alô, compositores e analistas?...

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At Quarta-feira, 15 Junho, 2005, Paulo Mesquita said...
Parece que o comentário a Feldman (referência à 1a peça da Musica ricercata) o inspirou para este post. A propósito da ricercata, quando fui à estreia do filme do Stanley K., protagonizado por Nicole e o marido da altura Tom Cruise, fiquei estarrecido quando ouvi partes desta obra de Ligeti. O enquadramento não podia ter sido melhor. Precisamente a musica ricercata é, das obra de ligeti, a que mais toquei e toco. É das coisas que mais gozo dá a tocar. Acreditem. Quanto ao cd, a música é do melhor que há. Por vezes penso que Ligeti queria era ser músico de jazz, dado haver, em muitos momentos algo de third Stream. Uma palavra para o intérprete, como não podia deixar de ser: fantástico.
At Quarta-feira, 15 Junho, 2005, paulo mesquita said...
Correcção O comentário de que falo, no primeiro parágrafo, referenta “a Feldman”, deve ler-se “à Ionisation”. As minhas desculpas
At Quarta-feira, 15 Junho, 2005, pb said...
A série de posts “de conhecimento obrigatório” está preparada há muito tempo. O teu post só me relembrou deste grande disco que já tinha em lista de espera.
At Sábado, 18 Junho, 2005, César Viana said...
Estou a pensar ir esta semana ao Porto fazer a minha estreia da Casa da Música, indo ouvir o Quodlibet. Vai estar por lá?
At Sábado, 18 Junho, 2005, nívea samovar said...
César, eu respondo por ele porque se aqui não veio... (baixinho e para que ninguém ouça ou descodifique: ele está para ser progenitor a qualquer momento) P.S. Depois apagas isto Paulo, não fiques chateado :-)
At Domingo, 19 Junho, 2005, pb said...
Nívea Samovar, Samovar!!! Muito bem, agora o que está escrito está escrito e como não costumo apagar comentários... De qualquer forma já respondi a César Viana, mas pelo seu email directo, e não por aqui, não vá eu desgraçar-me ainda mais! :-)
At Domingo, 19 Junho, 2005, César Viana said...
Peço desculpa por esta invasão do vosso quotidiano familiar; acreditem que foi involuntária. Não vos sabia juntos. Ficará para uma altura mais propícia o nosso encontro, realmente há coisas que se sobrepõem a tudo. (e parabéns; não sei se é o primeiro que têm, mas é uma altura maravilhosa nas nossas vidas; os meus já são grandes - fazem blogues e tudo...- mas recordo as alturas dos seus nascimentos com uma alegre saudade que se renova dia-a-dia ao vê-los ser uns homens)
At Domingo, 19 Junho, 2005, nívea samovar said...
Ahahahahahahahahah Ó César... mas que mal entendido eu fui provocar :-)))))) Não sou eu! Eu estou aqui quietinha em Genève e o nosso amigo com sua esposa no Porto! (ai que já me fizeram rir tanto aqui com estas conversas malucas) Vocês são todos uns queridos. Agora quem vos convidava era eu para virem comigo à Festa da Música que dura nesta cidade há 3 dias consecutivos, noite e dia. Um S. João de música ao vivo e grátis por imensos espaços da cidade, de todos os géneros e para todos os gostos. Ontem, o Grand Théâtre de Genève e o Victoria Hall estavam a abarrotar de humanos de todas as idades. No fim dos concertos, os músicos misturam-se ao público e é uma animação de conversa. Tiram os laços e vêm refrescar-se com tubas, oboés, fagotes e flautas para o meio da rua. As estátuas seriíssimas dos grandes Reformadores estavam espartilhadas por um imenso palco para o rock! (O Calvino, sobretudo, devia estar a roer-se furibundamente, de tanto deboche). O Jazz espraiava-se pelos jardins onde uma multidão se deleitava nos relvados, deitando-se em enormes ursos de pelouche que a Câmara deposita na natureza para os cidadãos (ninguém rouba nada, não...). Nos espaços de etnologia musical, para além de um grupo do Burundi, ia actuar um rancho folclórico da “Casa do Benfica”! (Lamento mas aí pirei-me...). Enfim, vou-me embora para a última noite. Tá muuuuito calor... 31 graus. Saudades para esse país à beira mar plantado :-)
At Domingo, 19 Junho, 2005, pb said...
Hehe! Caro César Viana, eu já lhe respondi ontem por email para cesar.viana@oninet.pt, onde referi mais pormenores desta saga, a de ser pai para breve! Um abraço. :-)
At Domingo, 19 Junho, 2005, César Viana said...
Não digo mais nada...
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At Segunda-feira, 13 Junho, 2005, Analepse said...
Se bem percebi, foi preciso que orquestras estrangeiras (uma na Roménia, outra em Espanha)olhassem primeiro para esta obra portuguesa, para que só depois os portugueses percebessem que valia a pena começarem a fazer o mesmo...
At Segunda-feira, 13 Junho, 2005, César Viana said...
Foi exactamente assim; e já agora, se me permitem, também vale muito, muito a pena conhecer a música do António Carreira, embora não seja fácil encontrá-la...
At Quarta-feira, 15 Junho, 2005, Paulo Cardoso Mesquita said...
Admito que nunca ouvi a obra em questão, embora saiba da sua existência. Depois de um post destes, e dado tratar-se de uma peça de quem é, vou tentar suprir esta lacuna.
Só espero é que o Prof. Álvaro Salazar, caso seja frequentador deste blog, me perdoe esta falha.
É um daqueles inconvenientes de estarmos devidamente identificados.
At Quarta-feira, 15 Junho, 2005, pb said...
Álvaro Salazar, frequentador de blogues???
Tu não deves estar bem...
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At Domingo, 12 Junho, 2005, pb said...
Confesso que fiquei surpreendido com este texto de Emanuel Nunes. É que relacionei sempre a sua obra com o domínio do arquitectónico, do pensamento e da razão e não tanto com o júbilo que escapa à força do criador. Acho estas frases de Emanuel Nunes um verdadeiro assombro, fantásticas mesmo...
At Domingo, 12 Junho, 2005, César Viana said...
Deveria contactar pessoalmente com o Emmanuel Nunes. Ele costuma dar uns cursos na Gulbenkian várias vezes por ano e é um homem brilhante e apaixonante, embora, por vezes, difícil.
A surpresa poderá vir do facto de, por vezes (e não digo que seja o seu caso), associarmos o júbilo ou outras manifestações expressivas a certos tipos de música e não a outros. Penso que a partir do momento em que a técnica de composição esteja razoavelmente dominada há sempre lugar para estes tipos de expressividade ou outros, independentemente do tipo de música. O problema é quando o compositor é escravo da técnica por não a dominar. Aí não há pura e simplesmente “júbilo” ou , se houver, vem de receitas e clichés. Há também o caso, possivelmente o do E.N., de a linguagem da obra apresentar certo tipo de dificuldade que faz com que só ao fim de um tempo é que possamos descortinar o seu potencial expressivo.
Os seus posts revelam um grande sentido de oportunidade e pertinência já que, quase sempre, suscitam interrogações e vontade de “charlar”. É, sem dúvida, um dos meus poisos favoritos na blogosfera.
At Domingo, 12 Junho, 2005, Horácio said...
Gostei muito pb. A música como o cantar dessa desmesura que transborda, o júbilo inscrito na natureza, a natura. E uma fenomenologia da música onde o pensar, o entendimento não está nas antípodas da sensibilidadea, da estética. Como diz Emanuel: “Se pretendermos que assim seja, ou ouvimos mal, ou a obra foi mal pensada”.
um braço
Horácio
At Domingo, 12 Junho, 2005, pb said...
Cheguei a passar por um dos cursos do Emanuel Nunes aqui há uns anos e foi também dessa altura que a impressão, manifestada no comentário acima, me ficou. Nunca me esqueço o terror que Nunes manifestava ao ver oitavas escritas! Herança (pesada) pós dos pós-serialismos... Mas ouvi, ouvi muito, e gostei sempre das suas obras, passei mesmo dias da minha vida a ouvi-lo. Lembro-me particularmente de uma Edição dos Encontros de Música Contemporânea da Gulbenkian (compositores ibéricos, salvo erro, para aí em 96 ou 97) quase exclusivamente dedicada a Emanuel Nunes, em que ouvi desde as suas (longas) obras para instrumento solo até às estreias das grandes obras orquestrais. Nessa altura ouvia e vasculhava tudo que dissesse respeito à composição, não perdia nenhum espectáculo dos Encontros, aliás mudava-me de armas e bagagens para Lisboa, ai conheci também Jorge Peixinho, a quem ainda hoje ninguém fez justiça, com quem partilhei interessantes conversas em longos jantares e almoços (também com Álvaro Salazar e António Sousa Dias).
Bem, já me estou a esticar, como é hábito dizer-se... Assim sendo, vou ter que publicar um dia destes algo sobre Jorge Peixinho, compositor que tanto escreveu, sempre, sem parar, até ao fim...
At Terça-feira, 14 Junho, 2005, paulo mesquita said...
A propósito de Emanuel Nunes, e tendo em conta os seus condicionalismos físicos, alguém me dizia que a escrita para piano de Nunes parecia que tinham saído directamente do piano (da forma da mão, portanto de um pianista), tal a sua qualidade em termos de pianismo.