sexta-feira, 30 de março de 2007
Pequenos "senhores"
Hoje, os pequenos tornaram-se senhores: todos pregam a resignação e a modéstia e a prudência, e a aplicação, e as considerações, e as virtudes pacatas.
Friedrich Nietzsche, Assim falava Zaratustra
Friedrich Nietzsche, Assim falava Zaratustra
quinta-feira, 29 de março de 2007
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Fernando Pessoa
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
domingo, 25 de março de 2007
Texto (1)
A partitura musical não é uma múmia.
A essência da partitura consiste no texto criado pelo compositor no seu tempo e o executante, que pertence ao seu próprio tempo.
O segundo componente mudará sempre, e com ele, a essência da partitura musical.
Vitaly Margulis, Bagatelas, op.6
A essência da partitura consiste no texto criado pelo compositor no seu tempo e o executante, que pertence ao seu próprio tempo.
O segundo componente mudará sempre, e com ele, a essência da partitura musical.
Vitaly Margulis, Bagatelas, op.6
sexta-feira, 23 de março de 2007
"Remover"
Se desejar ser retirado da nossa lista de envio da Programação Casa da Música, por favor, responda a este e-mail com "Remover" em assunto.
Confesso que me tenho sentido tentado...
Esta programação deixa-me frequentemente mal disposto, bem, eu lá acabaria por saber mesmo que não por e-mail, porque afinal não se trata de ser ou não a casa de todas as músicas, mas sim, e apenas, de milhões de euros investidos em produtos que não justificam tantos "ões"!
Já não são questões só da CdM, da cidade do Porto (que tanto gosto mesmo com todos os dissabores), mas sim, deste Portugal! Um dia destes gostava de receber um e-mail com a seguinte proposta: "Se desejar ser retirado do nosso país à beira mar plantado, por favor, responda a este e-mail com "Remover" em assunto".
Confesso que me tenho sentido tentado...
Esta programação deixa-me frequentemente mal disposto, bem, eu lá acabaria por saber mesmo que não por e-mail, porque afinal não se trata de ser ou não a casa de todas as músicas, mas sim, e apenas, de milhões de euros investidos em produtos que não justificam tantos "ões"!
Já não são questões só da CdM, da cidade do Porto (que tanto gosto mesmo com todos os dissabores), mas sim, deste Portugal! Um dia destes gostava de receber um e-mail com a seguinte proposta: "Se desejar ser retirado do nosso país à beira mar plantado, por favor, responda a este e-mail com "Remover" em assunto".
quinta-feira, 22 de março de 2007
+ colaboradores
Nesta fase de novo arranque o Tónica Dominante vai ter mais colaboradores.
Para já uma (Sónia A.)!
Em breve mais um e depois, logo se vê...
Para já uma (Sónia A.)!
Em breve mais um e depois, logo se vê...
quarta-feira, 21 de março de 2007
Ensino "cada vez menos" Especializado da Música (7)
É também este um momento de retorno, o dos posts Ensino "muito pouco" Especializado da Música que desta feita ainda estão menos que "muito pouco", ou seja " cada vez menos"!
E o gato? Será um aluno supletivo? Ou um futuro aluno integrado? Não, se calhar é mas é um professor especializado!
Tanto faz, é tudo igual...
O gato é que não tem culpa.
Tanto faz, é tudo igual...
O gato é que não tem culpa.
sexta-feira, 16 de março de 2007
Textos para Nada
Apenas as palavras quebram o silêncio, todos os outros sons cessaram. Se eu estivesse silencioso, não ouviria nada. Mas se eu me mantivesse silencioso, os outros sons recomeçariam, aqueles a que as palavras me tornaram surdo, ou que realmente cessaram. Mas estou silencioso, por vezes acontece, não, nunca, nem um segundo.
Samuel Beckett, Textos para Nada
Samuel Beckett, Textos para Nada
quinta-feira, 15 de março de 2007
Retorno
1 ano
Pois é...
Este blog faz agora um ano.
Por mais que não queira, estou um bocado cansado, o que é que querem, as pessoas fartam-se destas coisas...
Sou leitor assíduo de outros blogs (particularmente Bajja e Plasticina), isso sim, mas neste espaço, que é meu, começa a reinar o cansaço e algum desinteresse da minha parte.
Pergunto-me muitas vezes para que tenho eu um blog! Quanto se escreve ou se cita, pensamos (acho que não aspiramos a) ser lidos, e tal acto deve dar, no mínimo, algum gosto a quem lê. Tenho muitas dúvidas sobre se algumas (se não todas) das questões abordadas neste blog interessam a quem as lê. Este é um blog de música e pensei inicialmente (e inocentemente) que este seria lido essencialmente por músicos. Enganei-me!
Posso mesmo dizer que a maior parte dos músicos que conheço nunca leu um blog.
Preferem ler a Bola...
Apesar de achar que no futuro os blogs serão mais decisivos em termos de opinião do que a dita “informação oficial”, este não é ainda esse momento, pelo menos no caso específico da música. Como dizia um amigo que “arranjei” por estas andanças, o Tónica Dominante vai, assim, continuar por aqui, “boiando inerte”, até um dia voltar com mais força, ou pura e simplesmente, acabar.
Assim foi!
Escrevi isto em 6 / 2 /2006 e, desde aí, não saiu mais nada...
Então porquê voltar agora?
Não tenho resposta...
As minhas impressões sobre música e o seu estado em nada mudaram.
Pelo contrário! Só agravaram.
Penso que os futuros textos aqui publicados vão ser necessariamente (ainda) mais curtos, mais incisivos, mais lacónicos do que os da primeira versão do "Tónica Dominante".
Será porventura este um sinal de cansaço e defesa, deixar palavras curtas no ar, respostas sem perguntas, uma ou duas notas?
Possivelmente sim.
Pois é...
Este blog faz agora um ano.
Por mais que não queira, estou um bocado cansado, o que é que querem, as pessoas fartam-se destas coisas...
Sou leitor assíduo de outros blogs (particularmente Bajja e Plasticina), isso sim, mas neste espaço, que é meu, começa a reinar o cansaço e algum desinteresse da minha parte.
Pergunto-me muitas vezes para que tenho eu um blog! Quanto se escreve ou se cita, pensamos (acho que não aspiramos a) ser lidos, e tal acto deve dar, no mínimo, algum gosto a quem lê. Tenho muitas dúvidas sobre se algumas (se não todas) das questões abordadas neste blog interessam a quem as lê. Este é um blog de música e pensei inicialmente (e inocentemente) que este seria lido essencialmente por músicos. Enganei-me!
Posso mesmo dizer que a maior parte dos músicos que conheço nunca leu um blog.
Preferem ler a Bola...
Apesar de achar que no futuro os blogs serão mais decisivos em termos de opinião do que a dita “informação oficial”, este não é ainda esse momento, pelo menos no caso específico da música. Como dizia um amigo que “arranjei” por estas andanças, o Tónica Dominante vai, assim, continuar por aqui, “boiando inerte”, até um dia voltar com mais força, ou pura e simplesmente, acabar.
Assim foi!
Escrevi isto em 6 / 2 /2006 e, desde aí, não saiu mais nada...
Então porquê voltar agora?
Não tenho resposta...
As minhas impressões sobre música e o seu estado em nada mudaram.
Pelo contrário! Só agravaram.
Penso que os futuros textos aqui publicados vão ser necessariamente (ainda) mais curtos, mais incisivos, mais lacónicos do que os da primeira versão do "Tónica Dominante".
Será porventura este um sinal de cansaço e defesa, deixar palavras curtas no ar, respostas sem perguntas, uma ou duas notas?
Possivelmente sim.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006
1 ano
Pois é...
Este blog faz agora um ano.
Por mais que não queira, estou um bocado cansado, o que é que querem, as pessoas fartam-se destas coisas...
Sou leitor assíduo de outros blogs (particularmente Bajja e Plasticina), isso sim, mas neste espaço, que é meu, começa a reinar o cansaço e algum desinteresse da minha parte.
Pergunto-me muitas vezes para que tenho eu um blog! Quanto se escreve ou se cita, pensamos (acho que não aspiramos a) ser lidos, e tal acto deve dar, no mínimo, algum gosto a quem lê. Tenho muitas dúvidas sobre se algumas (se não todas) das questões abordadas neste blog interessam a quem as lê. Este é um blog de música e pensei inicialmente (e inocentemente) que este seria lido essencialmente por músicos. Enganei-me!
Posso mesmo dizer que a maior parte dos músicos que conheço nunca leu um blog.
Preferem ler a Bola...
Apesar de achar que no futuro os blogs serão mais decisivos em termos de opinião do que a dita “informação oficial”, este não é ainda esse momento, pelo menos no caso específico da música. Como dizia um amigo que “arranjei” por estas andanças, o Tónica Dominante vai, assim, continuar por aqui, “boiando inerte”, até um dia voltar com mais força, ou pura e simplesmente, acabar.
Este blog faz agora um ano.
Por mais que não queira, estou um bocado cansado, o que é que querem, as pessoas fartam-se destas coisas...
Sou leitor assíduo de outros blogs (particularmente Bajja e Plasticina), isso sim, mas neste espaço, que é meu, começa a reinar o cansaço e algum desinteresse da minha parte.
Pergunto-me muitas vezes para que tenho eu um blog! Quanto se escreve ou se cita, pensamos (acho que não aspiramos a) ser lidos, e tal acto deve dar, no mínimo, algum gosto a quem lê. Tenho muitas dúvidas sobre se algumas (se não todas) das questões abordadas neste blog interessam a quem as lê. Este é um blog de música e pensei inicialmente (e inocentemente) que este seria lido essencialmente por músicos. Enganei-me!
Posso mesmo dizer que a maior parte dos músicos que conheço nunca leu um blog.
Preferem ler a Bola...
Apesar de achar que no futuro os blogs serão mais decisivos em termos de opinião do que a dita “informação oficial”, este não é ainda esse momento, pelo menos no caso específico da música. Como dizia um amigo que “arranjei” por estas andanças, o Tónica Dominante vai, assim, continuar por aqui, “boiando inerte”, até um dia voltar com mais força, ou pura e simplesmente, acabar.
21 Comments:
At Terça-feira, 07 Fevereiro, 2006, Pedro Aniceto said...
Wrong move!
At Terça-feira, 07 Fevereiro, 2006, Luis Aquino said...
Congratulations!And a happy new (second) year!
At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, César Viana said...
Até breve. É sempre estimulante vir até aqui.
At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, Carlos a.a. said...
Bora lá a continuar.
Um descanso faz com que um regresso seja muito gratificante.
Abraço
At Segunda-feira, 13 Fevereiro, 2006, Anonymous said...
Não desanime que eu tb cá venho quando tenho tempo.
Álvaro S. Teixeira
At Segunda-feira, 13 Fevereiro, 2006, pb said...
A todos, obrigado pelas vossas palavras.
At Segunda-feira, 13 Fevereiro, 2006, César Viana said...
Só para dizer que continuo a passar por cá. Um abraço amigo. César
At Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2006, Gerly said...
PB, percebo a esporádica frustação que por vezes nos invade. Mas espero, sinceramente que não desistas, pois egoisticamentefalando, para mim este é um blog instrutivo e desafiante. Talvez exatamente por não ser da “tua” área! Continua com o BOM TRABALHO! E obrigada pela tua persistência apesar das vicissitudes!
At Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2006, pb said...
Olá Gerly!
Não te sabia frequentadora destas bandas...
Assim sendo, obrigado pelas tuas palavras de encorajamento.
At Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2006, Anonymous said...
Tem é de escrever. Mesmo que seja pouco... AST
At Domingo, 19 Fevereiro, 2006, Luís Aquino said...
Tenho passado nos últimos dias por aqui para ver as reacções ao post ‘1 ano’ e, por diversas vezes, estive para deixar um (segundo) comentário, mas por uma razão ou outra, achei que não fazia muito sentido e absti-me de o fazer.
Hoje , ao contrário das outras vezes, não tenho nenhum motivo especial para o fazer, mas não resisto e acho que a culpa é da citação do dia. Alguém dizer que ‘a esperança é um bom almoço, mas um mau jantar’ e tendo o autor o apelido Bacon (como no caso do Francis), deixou-me confuso.
Como se pode ver, a minha motivação para escrever um comentário baseada na citação de hoje (domingo) não tem nada a ver com o contexto do post, mas deixou-me a salivar e com fome de escrever. De qualquer modo, esta questão da (pouca) participação nos blogues levanta muitas questões. Eis algumas que me ocorrem, quando reflito na pouca adesão que o meu tem:
1.Não há leitores, ou há, mas poucos participam? (A avaliar pelo no de comentários a este post, o ‘Tónica’ tem leitores)
2.Se há, mas se participam pouco é porque as visitas são pouco assíduas ou porque têm preguiça em construir um raciocínio escrito?
3. No caso de os visitantes não terem interesse suficiente, será que é por a area abrangida ser demasiado generalista ou demasiado específica? Enfim, no fim deste comentário cheio de dúvidas, só uma certeza posso garantir: é que continuo a salivar; é a imaginação a pregar-me partidas com a palavra bacon.
At Sábado, 04 Março, 2006, Antonio Saccoccio said...
Ciao! Hai un bel blog!
Complimenti.
Io sono italiano.
Ho fondato un nuovo Movimento Neo-Futurista! ciao!
Antonio Saccoccio
http://liberidallaforma.blogspot.com/
and
http://neofuturistiitaliani.splinder.com/
At Domingo, 05 Março, 2006, Delfim Peixoto said...
Bem, acho que cevo pedir que continues...fazes falta! Um abraço
At Quarta-feira, 22 Março, 2006, paulo cardoso mesquita said...
Porventura uma das razões para a falta de verbo de alguns músicos da praça terá que ver com uma dificuldade intrínseca em expressar sentimentos, seja longe do instrumento específico, seja longe das respectivas partituras, aliás factos inerentes à qualidade de artista, como ser introspectivo, frágil, diletante e titubiante no que ao devir respeita. Será que tem que ver com razões atinentes ao patrocínio securitário, tão característico do nosso meio musical e daí o não comprometimento escrito, neste blog, e eventualmente noutros - não vá alguém, de idoneidade discutível, andar a ler estas coisas, mormente algum tecnocrata responsável pelo pagamento ou angariação de alguns concertinhos? E não me refiro, para meu e vosso descanço,a uma qualquer teoria da conspiração.
Tenham sol,dó e fá#, mas os coitados estão sempre a estudar, reiterando todas aquelas notinhas papíricas.
Quanto ao jornal a «bola», esse ícone confederado, não sei, mas, por estas bandas, o que dá é o «Jogo», uma coisinha mais de acordo com a desconcentração regional.
Por último, e sem querer referir-me à grande massa musical inverberada, a qual, grande parte das vezes, sem qualquer coluninha vertebral, fruto de algumas opções casuísticas, ou mesmo por falta da verdadeira massa - isso mesmo, daquela mais acinzentada e geradora da motivação opinadora, que deveria, essa sim, ser apanágio idiossincrático daqueles que, de perto, convivem com a arte, curvo-mo, sem quaisquer referências brokebackenescas subliminares, perante a qualidade deste espaço de opinião.
Os meus cumprimentos.
At Segunda-feira, 27 Março, 2006, pb said...
Paulo Mesquita:
como vês, nem o teu acutilante comentário provocou qualquer reação... a coisa está mesmo mal!
At Segunda-feira, 03 Abril, 2006, paulo mesquita said...
parece que sim, meu caro.Isto está mau. Deve ser dos pró- Socráticos
At Sexta-feira, 21 Abril, 2006, adsum said... Humm... Se achares melhor podemos propôr um tema para tu dissertares :)
Acho q todos nós temos saudades de te ‘ouvir’!
Força!!!
At Segunda-feira, 24 Abril, 2006, Anonymous said...
Estou há uns meses fora e tenho vindo aqui pouco já que não tinha internet em casa. Já tenho. Esperava ver alguma novidade por aqui, mas quem sou eu para me queixar?... Um abraço. César
At Segunda-feira, 01 Maio, 2006, Anonymous said...
Bem, esta é a minha grande estreia nestas andanças...Tive a oportunidade de explorar o seu blog e gostei msm muito!Parabéns!Mas espero que não siga a máxima “tudo que é bom ou mata, ou engorda, ou acaba depressa” porque estou ansiosa pela próxiam “bomba”! E acredite: estou bastante mais eslarecida relativamente a certas questões aqui abordadas! (menos dúvidas para perguntar) Continue!
Patrícia M. (gulb)
At Sábado, 13 Maio, 2006, eduardo chagas said...
Prabéns. As dores de crescimento são coisa normal.
Saúde!
Eduardo Chagas
http://jazzearredores.blogspot.com/
At Segunda-feira, 19 Junho, 2006, Anonymous said...
Gostei muito do seu blog .Vou voltar
Abraço
Carlota joaquina
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
for one finger
Morton Feldman: (...) years ago I had one of those very curious conversations you can have with Stockhausen, when he was writing all these big pieces like Gruppen and Hymnen and at that time I was writing very tenuous little piano pieces here and there. He would use that as a weapon against me. He would say to me, “Have you ever written a big piece, Morton? You must try it, it’s fascinating.” So I said, “And Karlheinz, what you have to try is to write a piano piece for one finger” (...)
Morton Feldman and Iannis Xenakis
In conversation
Morton Feldman and Iannis Xenakis
In conversation
sábado, 31 de dezembro de 2005
de conhecimento obrigatório (17)

Frank Zappa, Joe’s Garage Acts I, II & III, 1987
6 Comments:
At Segunda-feira, 09 Janeiro, 2006, Carlos a.a. said...
Obrigatório não sei,mas indispensábel, certamente.
At Sábado, 21 Janeiro, 2006, Luís Aquino said...
Se dúvidas houvesse, isto é o que se chama uma autêntica Zappa passion! Esta é... quê...? A décima referência ao Frank no «Tónica?». O que se percebe. Qiuando se gosta, gosta-se a valer. Como diria o outro, «gosta-se mesmo e à grande!»
At Domingo, 29 Janeiro, 2006, Razul said...
Como afirma o”comentador” anterior, essa Zappa passion é uma epidemia de fundo que grassa vai para décadas. E os Zappófilos são, curiosamente, das pessoas mais interessantes e humoradas que já conheci. Os meus preferidos de sempre serão os que compôem a trilogia do jazz do Francis Vicent Z: Waka Jawaka, Hot Rats e The Grand Wazoo.
Mother Mary and Joseph!!!
Rui Azul
At Quarta-feira, 01 Fevereiro, 2006, pb said...
Efectivamente a questão do Zappa na minha vida é bem mais do que uma paixão! Não tenho culpa de achar que tantos e tantos discos de Zappa possam e devam estar incluídos nos posts “de conhecimento obrigatório”. É algo incontornável no meu percurso musical e que não posso deixar de referir quando penso em obras de conhecimento indispensável. Descansem que não vou colocar aqui a discografia do Zappa na sua totalidade (cerca de uma centena de obras originais, fora os piratas!!!) até porque tal tarefa exigia um outro blogue... As paixões (“Zappa passion”), em termos musicais, andam muitas vezes associadas ao acto de “ser fã”.
E eu não sou fã de Zappa.
É mesmo algo de muito mais duradouro.
Desde que ouvi “One size fits all” aos 14 anos nunca mais larguei este vício e o meu maior arrependimento foi ter faltado (no money) em 88 ao concerto de Barcelona... aqui mesmo ao lado.
E para concluir, nas palavras do próprio Zappa:
“Well . . .
Information is not knowledge
Knowledge is not wisdom
Wisdom is not truth
Truth is not beauty
Beauty is not love
Love is not music
Music is THE BEST . . .”
At Sexta-feira, 03 Fevereiro, 2006, Razul said...
It's so very, very true, my friend! Também nunca me perdoei não ter ido ao concerto em Espanha, pelas mesmas razões: parco de recursos...(tem piada, sempre fiquei c/ a ideia que tinha sido em Madrid). Esse musical genius, cuja mulher era Portuguesa, tinha uma casa no Algarve e afirmava adorar vir para cá de férias porque ninguém o reconhecia, no meio de tantos “nativos” de bigode, e podia passar férias without groupies and promoters gettin’ on his tranquility...
A minha “adicção” começou vai para 38 anos atrás, quando gravei o 200 Motels da radio Luxembourg, com um gravador de bobines monofónico... Por cá, não havia discos nem quase pessoas que conhecessem FZ, ou... Edgar Varése, que o influenciou decisivamente.
At Segunda-feira, 06 Fevereiro, 2006, Luís Aquino said...
Resumindo e concluindo:
pb can’t forget Barcelona
Barcelona would never forget that concert
A concert isn’t a concert without passion
passion is...ZAPPA!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
time and sound
All we composers really have to work with is time and sound - and sometimes I’m not even sure about sound.
Morton Feldman
Morton Feldman
domingo, 11 de dezembro de 2005
Ensino “muito pouco” Especializado da Música (6)
No âmbito da discussão acerca do ensino especializado da música aqui fica o meu comentário ao post “Mestres de Discípulos” do bajja de César Viana.
Caro César Viana:
cada vez mais penso que os assuntos abordados neste post, apesar da sua grande relevância, interessam a pouco mais do que meia dúzia de pessoas, se tanto! E essas pessoas, ou estão dispersas com as suas forças, ou não ocupam lugares de decisão e portanto nada fazem, ou, por último, já estão cansadas de tantos anos de luta e afundadas num sistema atrofiante que as consumiu. Eu incluo-me em qualquer dos casos, mas em particular no último... Mesmo no meu blogue, onde apresentei com grande empatia os meus pequenos aforismos, a série de posts - Ensino “muito pouco” Especializado da Música – foi sempre excepção porque representou para mim um grande tormento escrevê-los. Escusado será dizer que outros textos (e muita reunião e “reflexão”), em tempos idos, foram escritos em ambientes mais institucionais e que disso nada resultou a não ser a bandalheira a que assistimos hoje! Dou muitas vezes por mim a pensar se só eu é que estou a ver estas coisas!? Onde é que estão as centenas de professores de ensino especializado da música em situação precária de emprego? Onde é que está a qualidade de ensino “especializado” a que os alunos têm direito? Porque aligeirar tudo, desde a música, que deve ser a sério nas “escolas especializadas”, até aos patamares normais de exigência que devem ser regra entre relação professores/alunos? Os modelos actuais, implementados por uma série de equipas dos ministérios de educação dos sucessivos (2) governos, falharam!!! O ensino superior têm grande responsabilidade no estado em que as coisas estão porque não esclarece nem protege os seus ex-alunos e, por outro lado, lhes vai fazendo crer que serão “professores especializados”, até porque o tal número “X” de alunos por curso tem que ser alcançado, senão... e por fim, as direcções e professores de muitas “escolas superiores ou não, especializadas ou nem por isso” contribuem na sua forma de actuação irresponsável e incompetente, de forma letal e decisiva para aquilo a que se pode chamar de morte anunciada do verdadeiro Ensino Especializado da Música.
(obrigado aos que têm vivido neste espaço bloguista esta minha tormenta. A saber, César Viana, Carlos a.a., sasfa, Nívea Samovar, io, t., entre outros.)
Caro César Viana:
cada vez mais penso que os assuntos abordados neste post, apesar da sua grande relevância, interessam a pouco mais do que meia dúzia de pessoas, se tanto! E essas pessoas, ou estão dispersas com as suas forças, ou não ocupam lugares de decisão e portanto nada fazem, ou, por último, já estão cansadas de tantos anos de luta e afundadas num sistema atrofiante que as consumiu. Eu incluo-me em qualquer dos casos, mas em particular no último... Mesmo no meu blogue, onde apresentei com grande empatia os meus pequenos aforismos, a série de posts - Ensino “muito pouco” Especializado da Música – foi sempre excepção porque representou para mim um grande tormento escrevê-los. Escusado será dizer que outros textos (e muita reunião e “reflexão”), em tempos idos, foram escritos em ambientes mais institucionais e que disso nada resultou a não ser a bandalheira a que assistimos hoje! Dou muitas vezes por mim a pensar se só eu é que estou a ver estas coisas!? Onde é que estão as centenas de professores de ensino especializado da música em situação precária de emprego? Onde é que está a qualidade de ensino “especializado” a que os alunos têm direito? Porque aligeirar tudo, desde a música, que deve ser a sério nas “escolas especializadas”, até aos patamares normais de exigência que devem ser regra entre relação professores/alunos? Os modelos actuais, implementados por uma série de equipas dos ministérios de educação dos sucessivos (2) governos, falharam!!! O ensino superior têm grande responsabilidade no estado em que as coisas estão porque não esclarece nem protege os seus ex-alunos e, por outro lado, lhes vai fazendo crer que serão “professores especializados”, até porque o tal número “X” de alunos por curso tem que ser alcançado, senão... e por fim, as direcções e professores de muitas “escolas superiores ou não, especializadas ou nem por isso” contribuem na sua forma de actuação irresponsável e incompetente, de forma letal e decisiva para aquilo a que se pode chamar de morte anunciada do verdadeiro Ensino Especializado da Música.
(obrigado aos que têm vivido neste espaço bloguista esta minha tormenta. A saber, César Viana, Carlos a.a., sasfa, Nívea Samovar, io, t., entre outros.)
3 Comments:
At Domingo, 11 Dezembro, 2005, César Viana said...
As suas recorrentes reflexões sobre o assunto têm contribuído para ao menos ter tido lugar alguma troca de opiniões. Quanto ao resto, meu caro Paulo Bastos, existe uma total ausência de massa crítica, neste como em muitos outros meios, por isso a única coisa que pode motivar a classe no seu todo são as carreiras, os ordenados, as habilitações, etc. Esta situação só valoriza o seu esforço, meu caro. Bem haja pela lucidez e persistência.
At Sexta-feira, 30 Dezembro, 2005, Anonymous said...
Claro que não é o unico, só que como bem disse o cansaço já é algum e quanto mais se estuda este assunto e se investiga a legislação mais o ânimo se vai perdendo. Pergunto se a maioria dos nossos colegas conhecem a famosa portaria que regula a habilitação para o dito ensino vocacional - 693/98? Confesso que só este ano fiquei a saber que o curso da univ ersidade de aveiro não é incluido. Segundo algumas informações que tive de pessoas que ocupam cargos directivos em instituições publicas, este curso cujo o nome é “licenciatura em ensino de música”, habilita os seus licenciados a leccionar qualquer disciplina nas escolas de ensino especializado, e pelos vistos esses são os preferidos!. Claro que a lei é susceptivel de varias interpretações...logo, estamos todos dependentes da boa disposição do momento dos reponsáveis pelo ensino artístico que se sentam cómodamente nos cadeiróes das direcções regionais de educação.
Isto não passa de um pequeno problema comparado com aqueles que temos que enfrentar diáriamente com as direcções das escolas. Quem trabalha no ensino particular estes problemas agravam-se: contratos de trabalho ilegais, pressões durante a avalição, condições de trabalho precárias, falta de pagamento, pressões para assinar juris de exame dos quais não fiz parte para encobrir professores sem habilitação, enfim já passei por isso tudo. Inclusivamente já sofri intimidações por parte da entidade patronal por ser sindicalizada. Já sei que devem ter conhecimento disto e muito mais, de qualquer maneira é sempre bom desabafar.
Toda esta situação cansa, e muito e é tremendamente dificil mexer nestas questões quando a maior parte dos colegas que trabalham nas mesmas escolas só se preocupam com quantas horas, quantos alunos vão ter durante o ano. Coonfesso que é angústiante não se saber qual vai ser o nosso ordenado no ano asseguir ou até mesmo no mês asseguir. è um ciclo vicioso, um tipo de comercio até. Quantas mais horas - mais alunos -mais dinheiro - menos exigência para manter os alunos-menos empenho - menos música e assim andamos todos “satisfeitos”. O que é necessário é motivar as crianças, como? É simples, não dando muito trabalho, boas notas, simpatia, não chatear muito com essa coisa de ter de estudar, música não se estuda. E o rendimento, e a qualidade de trabalho? Isso não renova as matriculas.
Saudações
AT
At Quarta-feira, 04 Janeiro, 2006, sasfa said...
Caro(a) AT:
O seu comentário foca um tema crucial para o ensino especializado, que, confesso, nunca tive coragem de nomear - as licenciaturas em ensino de música ( não só de música, a epidemia alastra-se a outras áreas) da universidade de Aveiro e, mais recentemente, da Católica.
Tenho a certeza que estas instituições são responsáveis, em grande parte, pela degradação do ensino da música em Portugal, e isto por vários motivos:
• os currículos destas licenciaturas não privilegiam o estudo do instrumento, ou composição, em profundidade, antes afloram uma diversidade de disciplinas, maioritariamente teóricas;
• a carga horária destes cursos não permite o trabalho individual que um estudante de música precisa de ter;
• a exigência, fraca, à entrada, durante e à saída dos cursos;
Isto não quer dizer que estes cursos estejam mal estruturados, pelo contrário, estão até bastante bem se pensarmos que foram criados para preparar professores para o ENSINO GERAL!!! Exactamente, opção de música no 3o ciclo do ensino básico. Nas escolinhas secundárias e EB23 e afins, não nos conservatórios e academias. Por isso não aparecem na famosa portaria! Como não havia saída de emprego para tantos recém licenciados, a UA conseguiu o inacreditável: colocar os seus alunos no ensino especializado e profissionalizá-los, dando-lhes ao mesmo tempo todas as vantagens do ensino geral, nomeadamente a progressão na carreira, coisa com que, como deve saber, os licenciados nas escolas superiores, Lisboa ou Porto, Metropolitanas, etc, apenas podem sonhar... Mas estes é que são os especialistas, não é?! Pois são, mas no sítio errado, porque em Portugal é muito mais importante ser doutor do que ser técnico... por isso, as direcções regionais se deixam seduzir pelos DRs, e as entidades patronais, maioritariamente chefiadas por pessoas que entendem mais de física nuclear do que de música, os preferem... É evidente que o problema do ensino especializado da música é muito mais complexo e não se resume a isto, mas esta é uma fatia (grande, aliás) do bolo.
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Regresso (2)
Finalmente!
O bajja voltou.
O bajja voltou.
2 Comments:
At Quarta-feira, 23 Novembro, 2005, adsum said...
Pois voltou! E tu também, amigo!!! Duas boas notícias para a blogosfera! Já tinhamos saudades de te ler... mesmo que seja só assim... Bjs
At Sexta-feira, 02 Dezembro, 2005, D LOPES said...
gostei. vou linkar. porque partilho sempre com quem gosta de música. passa por cá. abraço!
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
Ensino “muito pouco” Especializado da Música (5)
Coloquem alguém de forma permanente e obstinada a fazer aquilo que não sabe nem gosta. Ou ainda pior, coloquem pessoal não especializado a “fazer de conta que faz” o trabalho especializado. É, como se dizia num post abaixo, querer “endireitar a sombra da vara torcida” colocando o pedreiro a fazer o trabalho do engenheiro. Os maus resultados aparecem, mais cedo ou mais tarde, de forma mais ou menos radical. Assim vai o ensino “nada” especializado da música em Portugal.
8 Comments:
At Quarta-feira, 26 Outubro, 2005, Nívea Samovar said...
Pois...
Imagino que hoje te puseram mais uma vez a partir pedra burocrática...
Compreendo o tormento.
Assim nem podes ter disponibilidade mental para compor algo à tua filha que não a ponha a falar de trás para a frente ou muda durante 4 minutos e 33 segundos quando tentas adormecê-la...
Não vislumbro solução mas... estou contigo!
At Quinta-feira, 27 Outubro, 2005, IO said...
A música faz parte da educação completa que todo o cidadão devia ter, mas como educação é coisa de que o(s) governo(s) temem, natural é o estado em que nos encontramos em Portugal - abraço, IO.
At Quinta-feira, 27 Outubro, 2005, Carlos a.a. said...
Estimado Paulo Bastos
O alcande deste texto é vastíssimo e daí a sua riqueza: tanto podemos ler a falta de propensão ou qualidade do ensino especializado da música como a apetência de alguns músicos para a área da gestão...
Cumprimentos
At Quinta-feira, 10 Novembro, 2005, pisconight said...
A música é uma arte, é um dom, faz parte da nossa cultura e faz-me um bem imenso (a mim!!).
;)
At Terça-feira, 22 Novembro, 2005, César Viana said...
Penso que uma grande parte do problema reside no facto de o ensino das artes ter sido integrado na estrutura do ensino regular, sem que tenha havido a necessária flexibilidade para que a sua especificidade pudesse impor algumas necessárias excepções. Os métodos de selecção para os cursos superiores (e a necessidade de preecher vagas) fazem com que cada geração seja necessariamente mais ignorante e irrelevante que a anterior; o tipo de carreiras do ensino secundário impede o acesso dos mestres e promove os professores de carreira, que deveriam ministrar o ensino artístico genérico nas escolas (de que falo? Isso existe lá...). Trata-se de situações que criam cadeias irremediáveis que já nos envolveram. Não sei se há como sair daqui, tendo em conta o que é o enquadramento legislativo, o funcionalismo provinciano de grande parte dos docentes, e os milhões de futuros setôres de música a serem (de)formados permanentemente. E, no fundo, o problema é simples: há artistas e há jovens que aspiram a sê-lo... mas o enquadramento legal, que seguramente alimenta carreiras e protagonismos, só não deixa espaço para mestres e discípulos.
At Terça-feira, 22 Novembro, 2005, nívea samovar said...
Concordo plenamente com a clara análise que o César Viana acabou de fazer. É lamentável que assim seja, ou que aqui se tenha chegado. A uma situação em que, para nos realizarmos como mestres ou discípulos, nos vejamos forçados a afastar-nos do enquadramento educacional que supostamente deveria ter como principal função promover essa relação de aprendizagem. Pergunto-lhe, César: acha que o ensino das artes perdeu em ter sido enquadrado num ensino regular, em toda a Europa, ou este é mais um caso português de modelos de ensino onde a rigidez do esteriotipo atrofia os verdadeiros objectivos ou mesmo os esvazia de conteúdo?
Estou errada ou as escolas secundárias de outras artes não tiveram a mesma evolução negativa?
Por último, RE-benvindo a este espaço dialogal! Pode ser que o Paulo, entre o braço direito encalhado, a defesa de tese e os afazeres familiares, seja estimulado a voltar!
At Quinta-feira, 24 Novembro, 2005, César Viana said...
Noutros países da Europa, apesar da integração na rede oficial de ensino, foi respeitada a especificidade deste tipo de ensino no que diz respeito a curriculum, carga horária, recrutamento de professores, etc. embora o final o diploma seja equivalente. É verdade que noutras artes o problema não é tão sério. Onde ele é verdadeiramente gritante é na música e, talvez mais dramaticamente ainda, na dança, já que os escalões etários dos discentes, o tipo de progressão, a origem dos docentes, etc. têm características muito diferentes. Em ambas se começa muito cedo a estudar e, também, a construir uma carreira. Em ambos os casos seria importante que os docentes fosem oriundos do meio artístico, pelo menos os de certas disciplinas mais vocacionais, e em estabelecimentos de ensino de referência. Em certos países, paralelamente a um ensino artístico mais integrado no sistema regular, subsiste um outro, ligado a instituições artísticas (caso da Opéra, por exemplo). Noutros casos ainda, não há qualquer tipo de integração nas redes regulares de ensino. Não me parece que haja receitas milagrosas. Com sistemas muito diferentes no que diz respeito ao grau e tipo de integração no ensino regular, há muitas experiências positivas. A questão acaba sempre por ter a ver com flexibilidade e bom senso. Acontece que é muito mais fácil para a gigantesca máquina burocrática do Ministério da Educação achar que é tudo igual e pronto. Daria talvez mais trabalho encontrar formas de equivalências de habilitações para adocência, diferentes estruturas curriculares e cargas horárias, etc. Repare-se que não é uma questão legal.
Há no entanto que dizer que não tem sido fácil encontrar posições consensuais nestas matérias. Em países como a Inglaterra, a França, a Alemanha, etc. há uma tradição que trava os excessos de corporativismo. Em Portugal, o peso das questões corporativas tem-se sobreposto frequentemente a um esforço genuíno para resolver estas questões tendo como ponto de partida a formação dos alunos e não os problemas laborais dos professores. É claro que estes têm de ser sempre respeitados, mas sempre que se desenham novas estratégias, sente-se que os numerosos calculismos que despontam têm muito a ver com carreiras e pouco com arte e ensino.
At Domingo, 27 Novembro, 2005, sasfa said...
Já há muito tempo que não via uma tão boa descrição como a que faz o César Viana; é mesmo isso, é tudo isso! É um texto acertadíssimo! Mas, inesperadamente, em vez de responder com alvoroço, alguma revolta até, fico um pouco paralizada à frente do computador...
Devo estar cansada de ver o barco a afundar e ainda estar dentro dele...
segunda-feira, 17 de outubro de 2005
Os Efeitos
Vale a pena ler:
no insustentável, sobre os efeitos da música nas crianças!
no insustentável, sobre os efeitos da música nas crianças!
4 Comments:
At Segunda-feira, 17 Outubro, 2005, t. said...
Tem piada!
;)
At Quinta-feira, 20 Outubro, 2005, Rui Dernaz said...
Gostei bastante do efeito Glass. É tal e qual.
At Terça-feira, 25 Outubro, 2005, pisconight said...
Boa!! Muito boa!!
;)
At Terça-feira, 25 Outubro, 2005, adsum said...
:) Gostei de ler!
terça-feira, 4 de outubro de 2005
de conhecimento obrigatório (16)

J. S. Bach, Six Suites for Violoncello Solo BWV 1007 - 1012, Anner Bylsma
5 Comments:
At Terça-feira, 04 Outubro, 2005, V.M. said...
do melhor que há.
At Quarta-feira, 05 Outubro, 2005, CV said...
Apenas reiterar o que o comentador anterior disse: “do melhor que há.”
At Domingo, 09 Outubro, 2005, M.C. said...
Mas k giro sera k alguma vez bach pensou k era possivel pegar numas chapas de metal e ouvir as suas obras ?ou alguma vez pensou k eu iria estar a falar dele na net ? desconfio k nao >* mas tb ele tava era preocupado em ter filhos e escrever nem tinha tempo para perder na net...aposto k ele ate usava micro-ondas para a mulher perder menos tempo na cozinha...< )
At Segunda-feira, 10 Outubro, 2005, Anonymous said...
ei pá!!!! só agora é que percebeste que isso existia?!!! Já tenho isso há dez anos...
At Segunda-feira, 10 Outubro, 2005, pb said...
Senhor(a) Anónimo(a):
não, já tinha percebido que isso existia há alguns anos, mais precisamente em 1993 quando comprei esta excelente interpretação.
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