How can a composer become "our Beethoven" if his music isn't played?
Paul Horsley
Paul Horsley
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
21 Comments:
At Terça-feira, 07 Fevereiro, 2006, Pedro Aniceto said...
Wrong move!
At Terça-feira, 07 Fevereiro, 2006, Luis Aquino said...
Congratulations!And a happy new (second) year!
At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, César Viana said...
Até breve. É sempre estimulante vir até aqui.
At Quarta-feira, 08 Fevereiro, 2006, Carlos a.a. said...
Bora lá a continuar.
Um descanso faz com que um regresso seja muito gratificante.
Abraço
At Segunda-feira, 13 Fevereiro, 2006, Anonymous said...
Não desanime que eu tb cá venho quando tenho tempo.
Álvaro S. Teixeira
At Segunda-feira, 13 Fevereiro, 2006, pb said...
A todos, obrigado pelas vossas palavras.
At Segunda-feira, 13 Fevereiro, 2006, César Viana said...
Só para dizer que continuo a passar por cá. Um abraço amigo. César
At Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2006, Gerly said...
PB, percebo a esporádica frustação que por vezes nos invade. Mas espero, sinceramente que não desistas, pois egoisticamentefalando, para mim este é um blog instrutivo e desafiante. Talvez exatamente por não ser da “tua” área! Continua com o BOM TRABALHO! E obrigada pela tua persistência apesar das vicissitudes!
At Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2006, pb said...
Olá Gerly!
Não te sabia frequentadora destas bandas...
Assim sendo, obrigado pelas tuas palavras de encorajamento.
At Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2006, Anonymous said...
Tem é de escrever. Mesmo que seja pouco... AST
At Domingo, 19 Fevereiro, 2006, Luís Aquino said...
Tenho passado nos últimos dias por aqui para ver as reacções ao post ‘1 ano’ e, por diversas vezes, estive para deixar um (segundo) comentário, mas por uma razão ou outra, achei que não fazia muito sentido e absti-me de o fazer.
Hoje , ao contrário das outras vezes, não tenho nenhum motivo especial para o fazer, mas não resisto e acho que a culpa é da citação do dia. Alguém dizer que ‘a esperança é um bom almoço, mas um mau jantar’ e tendo o autor o apelido Bacon (como no caso do Francis), deixou-me confuso.
Como se pode ver, a minha motivação para escrever um comentário baseada na citação de hoje (domingo) não tem nada a ver com o contexto do post, mas deixou-me a salivar e com fome de escrever. De qualquer modo, esta questão da (pouca) participação nos blogues levanta muitas questões. Eis algumas que me ocorrem, quando reflito na pouca adesão que o meu tem:
1.Não há leitores, ou há, mas poucos participam? (A avaliar pelo no de comentários a este post, o ‘Tónica’ tem leitores)
2.Se há, mas se participam pouco é porque as visitas são pouco assíduas ou porque têm preguiça em construir um raciocínio escrito?
3. No caso de os visitantes não terem interesse suficiente, será que é por a area abrangida ser demasiado generalista ou demasiado específica? Enfim, no fim deste comentário cheio de dúvidas, só uma certeza posso garantir: é que continuo a salivar; é a imaginação a pregar-me partidas com a palavra bacon.
At Sábado, 04 Março, 2006, Antonio Saccoccio said...
Ciao! Hai un bel blog!
Complimenti.
Io sono italiano.
Ho fondato un nuovo Movimento Neo-Futurista! ciao!
Antonio Saccoccio
http://liberidallaforma.blogspot.com/
and
http://neofuturistiitaliani.splinder.com/
At Domingo, 05 Março, 2006, Delfim Peixoto said...
Bem, acho que cevo pedir que continues...fazes falta! Um abraço
At Quarta-feira, 22 Março, 2006, paulo cardoso mesquita said...
Porventura uma das razões para a falta de verbo de alguns músicos da praça terá que ver com uma dificuldade intrínseca em expressar sentimentos, seja longe do instrumento específico, seja longe das respectivas partituras, aliás factos inerentes à qualidade de artista, como ser introspectivo, frágil, diletante e titubiante no que ao devir respeita. Será que tem que ver com razões atinentes ao patrocínio securitário, tão característico do nosso meio musical e daí o não comprometimento escrito, neste blog, e eventualmente noutros - não vá alguém, de idoneidade discutível, andar a ler estas coisas, mormente algum tecnocrata responsável pelo pagamento ou angariação de alguns concertinhos? E não me refiro, para meu e vosso descanço,a uma qualquer teoria da conspiração.
Tenham sol,dó e fá#, mas os coitados estão sempre a estudar, reiterando todas aquelas notinhas papíricas.
Quanto ao jornal a «bola», esse ícone confederado, não sei, mas, por estas bandas, o que dá é o «Jogo», uma coisinha mais de acordo com a desconcentração regional.
Por último, e sem querer referir-me à grande massa musical inverberada, a qual, grande parte das vezes, sem qualquer coluninha vertebral, fruto de algumas opções casuísticas, ou mesmo por falta da verdadeira massa - isso mesmo, daquela mais acinzentada e geradora da motivação opinadora, que deveria, essa sim, ser apanágio idiossincrático daqueles que, de perto, convivem com a arte, curvo-mo, sem quaisquer referências brokebackenescas subliminares, perante a qualidade deste espaço de opinião.
Os meus cumprimentos.
At Segunda-feira, 27 Março, 2006, pb said...
Paulo Mesquita:
como vês, nem o teu acutilante comentário provocou qualquer reação... a coisa está mesmo mal!
At Segunda-feira, 03 Abril, 2006, paulo mesquita said...
parece que sim, meu caro.Isto está mau. Deve ser dos pró- Socráticos
At Sexta-feira, 21 Abril, 2006, adsum said... Humm... Se achares melhor podemos propôr um tema para tu dissertares :)
Acho q todos nós temos saudades de te ‘ouvir’!
Força!!!
At Segunda-feira, 24 Abril, 2006, Anonymous said...
Estou há uns meses fora e tenho vindo aqui pouco já que não tinha internet em casa. Já tenho. Esperava ver alguma novidade por aqui, mas quem sou eu para me queixar?... Um abraço. César
At Segunda-feira, 01 Maio, 2006, Anonymous said...
Bem, esta é a minha grande estreia nestas andanças...Tive a oportunidade de explorar o seu blog e gostei msm muito!Parabéns!Mas espero que não siga a máxima “tudo que é bom ou mata, ou engorda, ou acaba depressa” porque estou ansiosa pela próxiam “bomba”! E acredite: estou bastante mais eslarecida relativamente a certas questões aqui abordadas! (menos dúvidas para perguntar) Continue!
Patrícia M. (gulb)
At Sábado, 13 Maio, 2006, eduardo chagas said...
Prabéns. As dores de crescimento são coisa normal.
Saúde!
Eduardo Chagas
http://jazzearredores.blogspot.com/
At Segunda-feira, 19 Junho, 2006, Anonymous said...
Gostei muito do seu blog .Vou voltar
Abraço
Carlota joaquina

6 Comments:
At Segunda-feira, 09 Janeiro, 2006, Carlos a.a. said...
Obrigatório não sei,mas indispensábel, certamente.
At Sábado, 21 Janeiro, 2006, Luís Aquino said...
Se dúvidas houvesse, isto é o que se chama uma autêntica Zappa passion! Esta é... quê...? A décima referência ao Frank no «Tónica?». O que se percebe. Qiuando se gosta, gosta-se a valer. Como diria o outro, «gosta-se mesmo e à grande!»
At Domingo, 29 Janeiro, 2006, Razul said...
Como afirma o”comentador” anterior, essa Zappa passion é uma epidemia de fundo que grassa vai para décadas. E os Zappófilos são, curiosamente, das pessoas mais interessantes e humoradas que já conheci. Os meus preferidos de sempre serão os que compôem a trilogia do jazz do Francis Vicent Z: Waka Jawaka, Hot Rats e The Grand Wazoo.
Mother Mary and Joseph!!!
Rui Azul
At Quarta-feira, 01 Fevereiro, 2006, pb said...
Efectivamente a questão do Zappa na minha vida é bem mais do que uma paixão! Não tenho culpa de achar que tantos e tantos discos de Zappa possam e devam estar incluídos nos posts “de conhecimento obrigatório”. É algo incontornável no meu percurso musical e que não posso deixar de referir quando penso em obras de conhecimento indispensável. Descansem que não vou colocar aqui a discografia do Zappa na sua totalidade (cerca de uma centena de obras originais, fora os piratas!!!) até porque tal tarefa exigia um outro blogue... As paixões (“Zappa passion”), em termos musicais, andam muitas vezes associadas ao acto de “ser fã”.
E eu não sou fã de Zappa.
É mesmo algo de muito mais duradouro.
Desde que ouvi “One size fits all” aos 14 anos nunca mais larguei este vício e o meu maior arrependimento foi ter faltado (no money) em 88 ao concerto de Barcelona... aqui mesmo ao lado.
E para concluir, nas palavras do próprio Zappa:
“Well . . .
Information is not knowledge
Knowledge is not wisdom
Wisdom is not truth
Truth is not beauty
Beauty is not love
Love is not music
Music is THE BEST . . .”
At Sexta-feira, 03 Fevereiro, 2006, Razul said...
It's so very, very true, my friend! Também nunca me perdoei não ter ido ao concerto em Espanha, pelas mesmas razões: parco de recursos...(tem piada, sempre fiquei c/ a ideia que tinha sido em Madrid). Esse musical genius, cuja mulher era Portuguesa, tinha uma casa no Algarve e afirmava adorar vir para cá de férias porque ninguém o reconhecia, no meio de tantos “nativos” de bigode, e podia passar férias without groupies and promoters gettin’ on his tranquility...
A minha “adicção” começou vai para 38 anos atrás, quando gravei o 200 Motels da radio Luxembourg, com um gravador de bobines monofónico... Por cá, não havia discos nem quase pessoas que conhecessem FZ, ou... Edgar Varése, que o influenciou decisivamente.
At Segunda-feira, 06 Fevereiro, 2006, Luís Aquino said...
Resumindo e concluindo:
pb can’t forget Barcelona
Barcelona would never forget that concert
A concert isn’t a concert without passion
passion is...ZAPPA!
3 Comments:
At Domingo, 11 Dezembro, 2005, César Viana said...
As suas recorrentes reflexões sobre o assunto têm contribuído para ao menos ter tido lugar alguma troca de opiniões. Quanto ao resto, meu caro Paulo Bastos, existe uma total ausência de massa crítica, neste como em muitos outros meios, por isso a única coisa que pode motivar a classe no seu todo são as carreiras, os ordenados, as habilitações, etc. Esta situação só valoriza o seu esforço, meu caro. Bem haja pela lucidez e persistência.
At Sexta-feira, 30 Dezembro, 2005, Anonymous said...
Claro que não é o unico, só que como bem disse o cansaço já é algum e quanto mais se estuda este assunto e se investiga a legislação mais o ânimo se vai perdendo. Pergunto se a maioria dos nossos colegas conhecem a famosa portaria que regula a habilitação para o dito ensino vocacional - 693/98? Confesso que só este ano fiquei a saber que o curso da univ ersidade de aveiro não é incluido. Segundo algumas informações que tive de pessoas que ocupam cargos directivos em instituições publicas, este curso cujo o nome é “licenciatura em ensino de música”, habilita os seus licenciados a leccionar qualquer disciplina nas escolas de ensino especializado, e pelos vistos esses são os preferidos!. Claro que a lei é susceptivel de varias interpretações...logo, estamos todos dependentes da boa disposição do momento dos reponsáveis pelo ensino artístico que se sentam cómodamente nos cadeiróes das direcções regionais de educação.
Isto não passa de um pequeno problema comparado com aqueles que temos que enfrentar diáriamente com as direcções das escolas. Quem trabalha no ensino particular estes problemas agravam-se: contratos de trabalho ilegais, pressões durante a avalição, condições de trabalho precárias, falta de pagamento, pressões para assinar juris de exame dos quais não fiz parte para encobrir professores sem habilitação, enfim já passei por isso tudo. Inclusivamente já sofri intimidações por parte da entidade patronal por ser sindicalizada. Já sei que devem ter conhecimento disto e muito mais, de qualquer maneira é sempre bom desabafar.
Toda esta situação cansa, e muito e é tremendamente dificil mexer nestas questões quando a maior parte dos colegas que trabalham nas mesmas escolas só se preocupam com quantas horas, quantos alunos vão ter durante o ano. Coonfesso que é angústiante não se saber qual vai ser o nosso ordenado no ano asseguir ou até mesmo no mês asseguir. è um ciclo vicioso, um tipo de comercio até. Quantas mais horas - mais alunos -mais dinheiro - menos exigência para manter os alunos-menos empenho - menos música e assim andamos todos “satisfeitos”. O que é necessário é motivar as crianças, como? É simples, não dando muito trabalho, boas notas, simpatia, não chatear muito com essa coisa de ter de estudar, música não se estuda. E o rendimento, e a qualidade de trabalho? Isso não renova as matriculas.
Saudações
AT
At Quarta-feira, 04 Janeiro, 2006, sasfa said...
Caro(a) AT:
O seu comentário foca um tema crucial para o ensino especializado, que, confesso, nunca tive coragem de nomear - as licenciaturas em ensino de música ( não só de música, a epidemia alastra-se a outras áreas) da universidade de Aveiro e, mais recentemente, da Católica.
Tenho a certeza que estas instituições são responsáveis, em grande parte, pela degradação do ensino da música em Portugal, e isto por vários motivos:
• os currículos destas licenciaturas não privilegiam o estudo do instrumento, ou composição, em profundidade, antes afloram uma diversidade de disciplinas, maioritariamente teóricas;
• a carga horária destes cursos não permite o trabalho individual que um estudante de música precisa de ter;
• a exigência, fraca, à entrada, durante e à saída dos cursos;
Isto não quer dizer que estes cursos estejam mal estruturados, pelo contrário, estão até bastante bem se pensarmos que foram criados para preparar professores para o ENSINO GERAL!!! Exactamente, opção de música no 3o ciclo do ensino básico. Nas escolinhas secundárias e EB23 e afins, não nos conservatórios e academias. Por isso não aparecem na famosa portaria! Como não havia saída de emprego para tantos recém licenciados, a UA conseguiu o inacreditável: colocar os seus alunos no ensino especializado e profissionalizá-los, dando-lhes ao mesmo tempo todas as vantagens do ensino geral, nomeadamente a progressão na carreira, coisa com que, como deve saber, os licenciados nas escolas superiores, Lisboa ou Porto, Metropolitanas, etc, apenas podem sonhar... Mas estes é que são os especialistas, não é?! Pois são, mas no sítio errado, porque em Portugal é muito mais importante ser doutor do que ser técnico... por isso, as direcções regionais se deixam seduzir pelos DRs, e as entidades patronais, maioritariamente chefiadas por pessoas que entendem mais de física nuclear do que de música, os preferem... É evidente que o problema do ensino especializado da música é muito mais complexo e não se resume a isto, mas esta é uma fatia (grande, aliás) do bolo.