segunda-feira, 16 de abril de 2007
aos meus adversários
Se alguma coisa realizei não sou eu quem merece o mérito de tal realização. Esse mérito deve ser atribuído aos meus adversários. Foram eles que me ajudaram.
Arnold Schoenberg (tradução de pb)
Arnold Schoenberg (tradução de pb)
domingo, 15 de abril de 2007
My music is not lovely
(...) anos mais tarde, na América, um grande nome de Hollywood, bem intencionado, queria encomendar-lhe uma obra de acompanhamento e, para tal, elogiou-lhe a sua “agradável música”, ao que Schoenberg respondeu “My music is not lovely”. O contrato acabou por não se fazer.
sábado, 14 de abril de 2007
Peças Frescas
Estreia de obras de alunos da classe de Composição da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto, da Escola Superior de Música de Lisboa e da Universidade de Évora. As peças serão interpretadas por alunos das classes de instrumento e alguns músicos convidados.
Aqui está o programa.
No Teatro São Luiz
Peças Frescas
Novos compositores
16 e 17 de Abril
Segunda e terça-feira às 18h30
Entrada Livre
Coordenação:
Luís Tinoco, Ana Seara, Sara Claro e Sofia Sousa Rocha
Aqui está o programa.
No Teatro São Luiz
Peças Frescas
Novos compositores
16 e 17 de Abril
Segunda e terça-feira às 18h30
Entrada Livre
Coordenação:
Luís Tinoco, Ana Seara, Sara Claro e Sofia Sousa Rocha
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Decisão
Em nome das boas maneiras, da decência, do decoro e, acima de tudo, por querer partilhar solidariamente as certezas e dúvidas do nosso Procurador-Geral da República, deixarei, a partir de hoje, de ler qualquer linha de qualquer blogue, é que nem deste!
segunda-feira, 9 de abril de 2007
de conhecimento obrigatório (18)
Thanks to the surprise radio airplay of "Don't Eat that Yellow Snow," Apostrophe introduced a whole new audience to the music of Frank Zappa in the early '70s. Like its companion set, Over-Nite Sensation, this album found Zappa producing highly polished jazz-rock, mixing tales of absurd characters with musical showmanship and snarling guitar work. The first half of the album is a sort of mini-concept album, relating the adventures of an Eskimo named Nanook, and the second half features such Zappa classics as "Cosmik Debris" and "Stink-Foot." - Andrew BoscardinFrank Zappa, Apostrophe ('), 1974
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Should Orchestral Musicians Put On a Happy Face?
Members of the Bournemouth Symphony Orchestra have been accused by their audiences of looking too miserable.
David Lister
(Quem quiser ler tudo está aqui)
David Lister
(Quem quiser ler tudo está aqui)
terça-feira, 3 de abril de 2007
sexta-feira, 30 de março de 2007
Texto (2)
“Debussy era extremamente meticuloso e preciso nas suas indicações musicais (…) mas há três ítems em que ele confiava no bom senso e na inteligência musical do intérprete: dedilhação, pedal e tempo."
Dunoyer, Cecília, Debussy in Performance, New Haven, Yale Universiry Press, 1999
Os problemas relativos ao tempo e à indicação de compasso no prelúdio La Cathédrale Engloutie foram já amplamente discutidos e estudados por pianistas, críticos e musicólogos. O facto é que, quando Debussy escreveu este prelúdio não incluiu a alteração de tempo mínima = semínima em duas secções da peça (compassos 7 a 12 e 22 a 83), alteração essa que ele próprio faz enquanto intérprete na gravação em piano de rolo de 1913.
A questão do prelúdio La Cathédrale Engloutie espelha perfeitamente a problemática em torno valor do texto e da performance no conceito de obra musical. É inegável a importância da gravação de Debussy, no sentido em que veio esclarecer não só um problema de interpretação, mas também as próprias intenções do compositor, que teriam ficado pouco explícitas no texto; mas, também é inegável que ainda agora se continua a tocar, e a gravar, este prelúdio com base somente na partitura, ignorando, ou desconhecendo, por completo as intenções do compositor explícitas pela sua própria performance. Por outro lado, a alteração da partitura fez-se, sim, mas apenas com uma indicação em Nota de Rodapé, onde se lê que a indicação mínima=semínima devia aparecer entre os compassos 6 e 7 e que esta mudança de tempo nos compassos 7-12 e 22-83 é feita pelo próprio Debussy - por exemplo em edições mais recentes da Durand ou da Dover - não se assumindo inteiramente a correcção do texto com base na performance. Sendo certa a insuficiência da escrita, seja qual for a linguagem utilizada, para transformar intenções em símbolos de forma completamente satisfatória e fidedigna, é sobre ela que assenta toda uma tradição de conhecimento e saber, e talvez por isso ocupe um lugar intocável no conceito de obra musical.
Dunoyer, Cecília, Debussy in Performance, New Haven, Yale Universiry Press, 1999
Os problemas relativos ao tempo e à indicação de compasso no prelúdio La Cathédrale Engloutie foram já amplamente discutidos e estudados por pianistas, críticos e musicólogos. O facto é que, quando Debussy escreveu este prelúdio não incluiu a alteração de tempo mínima = semínima em duas secções da peça (compassos 7 a 12 e 22 a 83), alteração essa que ele próprio faz enquanto intérprete na gravação em piano de rolo de 1913.
A questão do prelúdio La Cathédrale Engloutie espelha perfeitamente a problemática em torno valor do texto e da performance no conceito de obra musical. É inegável a importância da gravação de Debussy, no sentido em que veio esclarecer não só um problema de interpretação, mas também as próprias intenções do compositor, que teriam ficado pouco explícitas no texto; mas, também é inegável que ainda agora se continua a tocar, e a gravar, este prelúdio com base somente na partitura, ignorando, ou desconhecendo, por completo as intenções do compositor explícitas pela sua própria performance. Por outro lado, a alteração da partitura fez-se, sim, mas apenas com uma indicação em Nota de Rodapé, onde se lê que a indicação mínima=semínima devia aparecer entre os compassos 6 e 7 e que esta mudança de tempo nos compassos 7-12 e 22-83 é feita pelo próprio Debussy - por exemplo em edições mais recentes da Durand ou da Dover - não se assumindo inteiramente a correcção do texto com base na performance. Sendo certa a insuficiência da escrita, seja qual for a linguagem utilizada, para transformar intenções em símbolos de forma completamente satisfatória e fidedigna, é sobre ela que assenta toda uma tradição de conhecimento e saber, e talvez por isso ocupe um lugar intocável no conceito de obra musical.
Pequenos "senhores"
Hoje, os pequenos tornaram-se senhores: todos pregam a resignação e a modéstia e a prudência, e a aplicação, e as considerações, e as virtudes pacatas.
Friedrich Nietzsche, Assim falava Zaratustra
Friedrich Nietzsche, Assim falava Zaratustra
quinta-feira, 29 de março de 2007
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Fernando Pessoa
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
domingo, 25 de março de 2007
Texto (1)
A partitura musical não é uma múmia.
A essência da partitura consiste no texto criado pelo compositor no seu tempo e o executante, que pertence ao seu próprio tempo.
O segundo componente mudará sempre, e com ele, a essência da partitura musical.
Vitaly Margulis, Bagatelas, op.6
A essência da partitura consiste no texto criado pelo compositor no seu tempo e o executante, que pertence ao seu próprio tempo.
O segundo componente mudará sempre, e com ele, a essência da partitura musical.
Vitaly Margulis, Bagatelas, op.6
sexta-feira, 23 de março de 2007
"Remover"
Se desejar ser retirado da nossa lista de envio da Programação Casa da Música, por favor, responda a este e-mail com "Remover" em assunto.
Confesso que me tenho sentido tentado...
Esta programação deixa-me frequentemente mal disposto, bem, eu lá acabaria por saber mesmo que não por e-mail, porque afinal não se trata de ser ou não a casa de todas as músicas, mas sim, e apenas, de milhões de euros investidos em produtos que não justificam tantos "ões"!
Já não são questões só da CdM, da cidade do Porto (que tanto gosto mesmo com todos os dissabores), mas sim, deste Portugal! Um dia destes gostava de receber um e-mail com a seguinte proposta: "Se desejar ser retirado do nosso país à beira mar plantado, por favor, responda a este e-mail com "Remover" em assunto".
Confesso que me tenho sentido tentado...
Esta programação deixa-me frequentemente mal disposto, bem, eu lá acabaria por saber mesmo que não por e-mail, porque afinal não se trata de ser ou não a casa de todas as músicas, mas sim, e apenas, de milhões de euros investidos em produtos que não justificam tantos "ões"!
Já não são questões só da CdM, da cidade do Porto (que tanto gosto mesmo com todos os dissabores), mas sim, deste Portugal! Um dia destes gostava de receber um e-mail com a seguinte proposta: "Se desejar ser retirado do nosso país à beira mar plantado, por favor, responda a este e-mail com "Remover" em assunto".
quinta-feira, 22 de março de 2007
+ colaboradores
Nesta fase de novo arranque o Tónica Dominante vai ter mais colaboradores.
Para já uma (Sónia A.)!
Em breve mais um e depois, logo se vê...
Para já uma (Sónia A.)!
Em breve mais um e depois, logo se vê...
quarta-feira, 21 de março de 2007
Ensino "cada vez menos" Especializado da Música (7)
É também este um momento de retorno, o dos posts Ensino "muito pouco" Especializado da Música que desta feita ainda estão menos que "muito pouco", ou seja " cada vez menos"!
E o gato? Será um aluno supletivo? Ou um futuro aluno integrado? Não, se calhar é mas é um professor especializado!
Tanto faz, é tudo igual...
O gato é que não tem culpa.
Tanto faz, é tudo igual...
O gato é que não tem culpa.
sexta-feira, 16 de março de 2007
Textos para Nada
Apenas as palavras quebram o silêncio, todos os outros sons cessaram. Se eu estivesse silencioso, não ouviria nada. Mas se eu me mantivesse silencioso, os outros sons recomeçariam, aqueles a que as palavras me tornaram surdo, ou que realmente cessaram. Mas estou silencioso, por vezes acontece, não, nunca, nem um segundo.
Samuel Beckett, Textos para Nada
Samuel Beckett, Textos para Nada
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