quinta-feira, 5 de julho de 2007

Gen Paul (9)


Gen Paul, Le Violoniste, 1928

Queen's College Choir of Oxford em Braga

A LM enviou-me um email com esta informação!

O Museu Nogueira da Silva, em Braga, apresenta no dia 07 de Julho, Sábado, pelas 21h30, um concerto pelo internacionalmente conceituado coro da capela do Queen’s College da Universidade de Oxford, que conta com os apoios do Colégio 7 Fontes, do ISAVE, do IPUMI e do Palácio da Igreja Velha.
O Queen’s College Choir of Oxford tem uma forte tradição. Com os seus vinte e cinco cantores, é considerado um dos melhores de Oxford e Cambridge. O coro é dirigido por Owen Rees, Fellow em música e organista do College. O repertório do coro é vasto e imaginativo. O seu mais recente CD, Paradisi , inclui as primeiras gravações de obras setencistas de Portugal e Espanha. O Coro executa, também, repertório moderno.
PROGRAMA

Pero de Gamboa (c1560-1638)
Estote fortes in bello

Duarte Lobo (c1565-1646)
Missa de Beata virgine
Kirie
Gloria
Credo
Sanctus
Agnus Dei

Aires Fernandez (séc. XVI)
Benidicamus Domino

Duarte Lobo
Audivi vocem de caelo

Pedro de Cristo (c1540-1618)
Dixit Dominus (7vv)

Intervalo

Henry Purcell (1659-1695)
Remember not lord our offences

Lord, how long wilt thou be angry

Gerald Finzi (1901-1956)
from Seven Poems of Robert Bridges, Op. 17 (1934-1937)
I praise the Tender Flower
My Spirit Sang all Day
Clear and Gentle Stream
Haste on, My Joys

Charles Villiers Stanford (1852-1924)
Justorum animae
Entrada: 7 euros
Estudante: 4 euros

Museu Nogueira da Silva/Universidade do Minho
Av. Central, nº.61
4710-228 BRAGA
Telef. 253.601275
Telefax 253.264036
sec@mns.uminho.pt
http://www.mns.uminho.pt

As últimas 5 leituras

Recebi este desafio do Carlos A. A. do Ideias Soltas – os últimos cinco livros que li?
Então aqui vão os cinco:
  • Introduction to post-tonal theory de Joseph Straus (2000)
  • Doutor Fausto de Thomas Mann (1947)
  • Mort ou Tranfiguration de l’Harmonie de Edmond Costère (1962)
  • Twentieth-Century Music – An Introduction de Eric Salzman (1988)
  • Serial Composition and Atonality: An Introduction to the Music of Schoenberg, Berg and Webern de George Perle (1991)
Neste momento, estou a ler:
  • Todas as Almas de Javier marias (1989)
O desafio segue para A Sinistra Ministra, para o Abaixo de cão, para o Anacruses, para o Contemporâneas, para o desNorte, para o Insustentável e para o Paixões e Desejos.

Expresssão musical

Encontrei, e tirei, esta maravilha do blogue El espía de Mahler e, mais não seja, valeu-me umas boas gargalhadas! Acho que é de pôr este senhor desde já a explicar nas Escolas de Ensino Especializado da Música conceitos como: forte, piano, crescendo, cantabile, súbito, etc..
Quem sabe até não fica mais claro para os alunos...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

sábado, 30 de junho de 2007

Mozart e interpretação

Para quem não conhece, para quem não lhe interessa conhecer e para os que estão acima deste tipo de coisas, aqui vai a interpretação que mais gosto das Sonatas de Mozart - a nº 13, também a que mais gosto - na magistral versão de Maria João Pires, na etiqueta Denon, gravadas em Tokyo, Lino Hall, em Fevereiro de 1974.
W. A. Mozart, Sonata para piano nº 13 em Si b maior, KV 333, Allegro, Andante cantabile e Allegretto grazioso - Piano, Maria João Pires, 1974

sábado, 23 de junho de 2007

Chopin e interpretação

Porque para mim as opiniões discutem-se!
No Artimanha encontrei uma discussão sobre interpretação de Chopin. O caso Pollini/Chopin foi debatido, embora, com algumas interrupções... daquelas de quem acredita que escrever uma opinião num blogue é um acto de auto-promoção ou coisa que o valha!
Agora venho eu fazer algumas sugestões para a audição desse grande compositor chamado Chopin. Digo grande compositor, porque o é. É muito comum menosprezar a produção de Chopin por este ter composto quase exclusivamente para piano. Asneira da grossa!!! Toda a produção de Chopin foi altamente inovadora, quer ao nível harmónico (avançou anos luz, numa série de coisas), quer na revolução técnica provocada nesse fantástico instrumento que é o piano. Acho piada à "acusação" de que só escreveu para piano, queriam o quê? Que escrevesse octetos de sopros sem ser esse o seu terreno composicional!? Atenção, que na moda composicional portuguesa não fica bem falar bem de Chopin! Os mais eruditos dizem até que o senhor compositor nem sabia orquestrar, que basta ver os concertos para piano, enfim, balelas! Os dois concertos de piano de Chopin (fora os ditos cujos de violino...) são muito bem orquestrados, tendo em atenção o estilo de escrita, as técnicas de composição e a especificidade da técnica pianística deste compositor.
Mas deixemo-nos de analisar este tipo de reacções tipificadas de determinados grupos pré-formatados senão ainda tenho que falar do caso Beethoven... sim, também é de bom tom, no meio composicional português, falar mal do mestre de Bona!
Voltemos ao Chopin. Para mim Chopin e a sua obra tem sido um livro aberto a constantes mudanças no que diz respeito às interpretações. A sua música é tão boa que há sempre quem possa surpreender-nos mesmo aqueles que nunca haviamos ouvido (tal como Ivan Moravec que conheci há pouco).
Vamos então às sugestões (3 apenas), às opiniões, à discussão de ideias, chamem-lhe o que quiserem!

Valsas - Vladimir Horowitz (desde sempre...)
Prelúdios - Evgeny Kissin e Maurizio Pollini (alguns são melhores por um, outros, por outro)
Estudos - Maurizio Pollini (sempre, perfeitos!)

Para ouvir, deixo esta monumental interpretação, seguramente a que mais gosto, do último prelúdio, op. 28 nº 24 em ré menor, tocada por Evgeny Kissin.

RAI Studio of Musical Phonology (3)


RAI Studio of Musical Phonology (2)


RAI Studio of Musical Phonology (1)


sexta-feira, 22 de junho de 2007

Novo ensino especializado da música (13)

O Rogério Matos escreveu uma apreciação muito interessante do Estudo de Avaliação do Ensino Artístico referindo um dos aspectos essenciais da sua falta de seriedade – Porque é que não houve nem um especialista da música na elaboração deste estudo? Cito o Insustentável:
(...) Mas constituir uma comissão em que nem um só, um só que seja, para amostra vá, é da área em estudo? Sinceramente, nunca tinha visto. Está-se sempre a aprender (...)
Pois é...
A ideia de colocar de fora os especialistas (um pelo menos) é, quanto a mim absolutamente intencional. Só não vê quem não quer! Basta olharmos de relance o dito relatório para se perceber que não passa dum monte de insultos aos próprios especialistas da música. Todo o discurso deste documento é apresentado numa perspectiva negativa, referindo-se sempre, e só, o que de mau há nesta área. Dessa forma não me parece estranho não estar por lá ninguém da música. Não poderia ser de outra forma, é que não há quem aguente! Neste relatório podemos encontrar todo o tipo de insultos mas passo a citar apenas o seguinte:
Um mundo de sujeitos iluminados que se contemplam e avaliam entre si, permanecendo inteiramente imunes à análise e avaliação dos profanos.
Assim caracterizam os ditos doutores a classe a que pertenço (mal ou bem), de uma forma insultuosa, esquecendo estes que o pouco (ou muito, apesar de tudo...) que há no Ensino Especializado da Música aos professores e alunos se deve! Não devemos nada com certeza ao ME que, ao longo de anos, desde o famoso 310/83 tem vindo a alterar tudo, de forma arbitrária, sem orientação, com experiências, sem ideias, e com dois únicos objectivos visíveis - o de tornar o menos acessível possível este tipo de ensino a todos e, finalmente, com este relatório, acabar com ele.
Depois ainda há (músicos, ainda por cima) quem diga que, eu, como a minha amiga Cláudia Nelson, levamos as coisas muito a peito!!!
Ora foda-se...

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Aprender Compensa

Por entre a Dica da Semana, o “A pensar em si” do Minipreço e o “Eu é que não sou parvo” da Media Markt, encontrei na minha caixa de correio um panfleto pomposamente intitulado “Novas Oportunidades – Aprender Compensa*”! Trata-se de um papelito assinado pela União Europeia, Prodep, Ministério do Trabalho e Solidariedade Social e, claro, Ministério da Educação. Depois de ler com atenção o dito papelito, onde se pode encontrar sem dificuldade um curso de futuro para os nossos filhos, verifiquei que as profissões sugeridas pelas entidades acima referidas são, com muitas variantes, os Técnicos, 118 ao todo, Assistentes (3), Intérpretes (2), Acompanhante! (1), Programador (1), Modelista (1), Contramestre (1) Topógrafo (1), Actor (1) e, por fim, Instrumentista (1)! Segundo o panfleto ou papelito, como quiserem, tudo isto se pode adquirir em escolas e centros de formação. Penso que alguns destes cursos, que dão acesso imediato ao mercado de trabalho, podem mesmo ser dados no modelo “aula à distância”, por telefone, por carta e até por sms (simplex, né?). Não precisamos pois mais de nos preocupar com o futuro dos nossos filhos uma vez que o Ministério da Educação está atento, já fez este papelito (ou panfleto) e isso, por si só, pode deixar toda a gente mais descansada. Um reparo apenas na distribuição das áreas profissionais, porque diferenciar aqueles pobres coitados que vão seguir profissões estranhas tipo Instrumentista, Actor, Topógrafo, Contramestre, Modelista, Programador, Acompanhante, Intérprete e Assistente? Não era mais fácil chamar a tudo Técnicos, 130 TÉCNICOS? Técnico do programa, Técnico do instrumento, Técnico Acompanhante, e por aí adiante...
Porquê 118 e não 130 TÉCNICOS?

* Não aprender também compensa não é mesmo? Que o digam os mais altos representantes do nosso estado...
(Cuidado, que eles andam aí a perseguir os bandidos da blogosfera)