segunda-feira, 9 de julho de 2007

XII Semana Internacional de Piano de Óbidos

A SIPO - XII SEMANA INTERNACIONAL DE PIANO 2007, promovida pela Associação de Cursos Internacionais de Música de Óbidos (ACIM) com o apoio da Câmara Municipal de Óbidos e do Ministério da Cultura – Instituto das Artes, realizar-se-á de 28 de Julho a 8 de Agosto de 2007, na magnífica vila medieval de Óbidos (Portugal), sendo orientada por professores de renome internacional: Vitaly Margulis (Rússia/EUA) piano; Luíz de Moura Castro (Brasil/EUA) piano; Manuela Gouveia (Portugal/Espanha) piano; Paul Badura Skoda (Áustria) piano; Boris Berman (Rússia/EUA) piano. Os cursos constituem o núcleo principal da Semana Internacional de Piano de Óbidos, e no seu décimo primeiro ano de existência são, hoje em dia, o evento mais importante no seu género em Portugal. O elenco dos professores é composto por artistas de renome internacional, ao mesmo tempo excelentes pedagogos. Os cursos destinam-se a estudantes de nível profissional, músicos no início da carreira, professores e jovens pianistas/violoncelistas especialmente motivados. Além das aulas individuais os duos violoncelo/piano aproveitarão da possibilidade de trabalhar sonatas com professores de ambos instrumentos. O número de lugares é limitado a 40, sem audição preliminar, sendo as inscrições aceites por ordem de entrada. Se necessário, os professores poderão fazer audições preliminares. Os alunos são distribuídos pelos professores de acordo com a ordem de preferência indicada no boletim de inscrição e as obras apresentadas, dentro do limite das possibilidades. Os cursos internacionais de piano d’Óbidos oferecem a todos os participantes activos a possibilidade de trabalharem com vários professores permitindo um enriquecimento musical muito diversificado. Cada participante deverá apresentar pelo menos três obras.Os participantes activos terão à disposição pianos para estudo - mínimo de 2h de estudo diário para cada participante. A todos os alunos é dada a oportunidade de actuar em concertos públicos. Será atribuído o prémio “Maria de Lurdes Avellar” aos estudantes que mais se destacarem nestes concertos. Este prémio será atribuído pelo público e pelos professores das master classes.No final dos cursos, todos os participantes recebem um diploma. A inscrição nas masterclasses engloba 3 aulas (duração de 60 minutos) com um ou mais professores, a assistência a todos os cursos, um mínimo de 2h de estudo diário, entrada em todos os concertos, alojamento com meia pensão do dia 28 Julho ao dia 8 de Agosto, transporte do aeroporto de Lisboa para Óbidos e regresso e uma visita turística de meio dia à região de Óbidos.

Curso acreditado pelo Conselho Científico/Pedagógico da Formação Continua
(toda a informação retirada daqui)

Andy Mckee


(O Paulo Mesquita enviou-me por email este video)

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Gen Paul (9)


Gen Paul, Le Violoniste, 1928

Queen's College Choir of Oxford em Braga

A LM enviou-me um email com esta informação!

O Museu Nogueira da Silva, em Braga, apresenta no dia 07 de Julho, Sábado, pelas 21h30, um concerto pelo internacionalmente conceituado coro da capela do Queen’s College da Universidade de Oxford, que conta com os apoios do Colégio 7 Fontes, do ISAVE, do IPUMI e do Palácio da Igreja Velha.
O Queen’s College Choir of Oxford tem uma forte tradição. Com os seus vinte e cinco cantores, é considerado um dos melhores de Oxford e Cambridge. O coro é dirigido por Owen Rees, Fellow em música e organista do College. O repertório do coro é vasto e imaginativo. O seu mais recente CD, Paradisi , inclui as primeiras gravações de obras setencistas de Portugal e Espanha. O Coro executa, também, repertório moderno.
PROGRAMA

Pero de Gamboa (c1560-1638)
Estote fortes in bello

Duarte Lobo (c1565-1646)
Missa de Beata virgine
Kirie
Gloria
Credo
Sanctus
Agnus Dei

Aires Fernandez (séc. XVI)
Benidicamus Domino

Duarte Lobo
Audivi vocem de caelo

Pedro de Cristo (c1540-1618)
Dixit Dominus (7vv)

Intervalo

Henry Purcell (1659-1695)
Remember not lord our offences

Lord, how long wilt thou be angry

Gerald Finzi (1901-1956)
from Seven Poems of Robert Bridges, Op. 17 (1934-1937)
I praise the Tender Flower
My Spirit Sang all Day
Clear and Gentle Stream
Haste on, My Joys

Charles Villiers Stanford (1852-1924)
Justorum animae
Entrada: 7 euros
Estudante: 4 euros

Museu Nogueira da Silva/Universidade do Minho
Av. Central, nº.61
4710-228 BRAGA
Telef. 253.601275
Telefax 253.264036
sec@mns.uminho.pt
http://www.mns.uminho.pt

As últimas 5 leituras

Recebi este desafio do Carlos A. A. do Ideias Soltas – os últimos cinco livros que li?
Então aqui vão os cinco:
  • Introduction to post-tonal theory de Joseph Straus (2000)
  • Doutor Fausto de Thomas Mann (1947)
  • Mort ou Tranfiguration de l’Harmonie de Edmond Costère (1962)
  • Twentieth-Century Music – An Introduction de Eric Salzman (1988)
  • Serial Composition and Atonality: An Introduction to the Music of Schoenberg, Berg and Webern de George Perle (1991)
Neste momento, estou a ler:
  • Todas as Almas de Javier marias (1989)
O desafio segue para A Sinistra Ministra, para o Abaixo de cão, para o Anacruses, para o Contemporâneas, para o desNorte, para o Insustentável e para o Paixões e Desejos.

Expresssão musical

Encontrei, e tirei, esta maravilha do blogue El espía de Mahler e, mais não seja, valeu-me umas boas gargalhadas! Acho que é de pôr este senhor desde já a explicar nas Escolas de Ensino Especializado da Música conceitos como: forte, piano, crescendo, cantabile, súbito, etc..
Quem sabe até não fica mais claro para os alunos...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

sábado, 30 de junho de 2007

Mozart e interpretação

Para quem não conhece, para quem não lhe interessa conhecer e para os que estão acima deste tipo de coisas, aqui vai a interpretação que mais gosto das Sonatas de Mozart - a nº 13, também a que mais gosto - na magistral versão de Maria João Pires, na etiqueta Denon, gravadas em Tokyo, Lino Hall, em Fevereiro de 1974.
W. A. Mozart, Sonata para piano nº 13 em Si b maior, KV 333, Allegro, Andante cantabile e Allegretto grazioso - Piano, Maria João Pires, 1974

sábado, 23 de junho de 2007

Chopin e interpretação

Porque para mim as opiniões discutem-se!
No Artimanha encontrei uma discussão sobre interpretação de Chopin. O caso Pollini/Chopin foi debatido, embora, com algumas interrupções... daquelas de quem acredita que escrever uma opinião num blogue é um acto de auto-promoção ou coisa que o valha!
Agora venho eu fazer algumas sugestões para a audição desse grande compositor chamado Chopin. Digo grande compositor, porque o é. É muito comum menosprezar a produção de Chopin por este ter composto quase exclusivamente para piano. Asneira da grossa!!! Toda a produção de Chopin foi altamente inovadora, quer ao nível harmónico (avançou anos luz, numa série de coisas), quer na revolução técnica provocada nesse fantástico instrumento que é o piano. Acho piada à "acusação" de que só escreveu para piano, queriam o quê? Que escrevesse octetos de sopros sem ser esse o seu terreno composicional!? Atenção, que na moda composicional portuguesa não fica bem falar bem de Chopin! Os mais eruditos dizem até que o senhor compositor nem sabia orquestrar, que basta ver os concertos para piano, enfim, balelas! Os dois concertos de piano de Chopin (fora os ditos cujos de violino...) são muito bem orquestrados, tendo em atenção o estilo de escrita, as técnicas de composição e a especificidade da técnica pianística deste compositor.
Mas deixemo-nos de analisar este tipo de reacções tipificadas de determinados grupos pré-formatados senão ainda tenho que falar do caso Beethoven... sim, também é de bom tom, no meio composicional português, falar mal do mestre de Bona!
Voltemos ao Chopin. Para mim Chopin e a sua obra tem sido um livro aberto a constantes mudanças no que diz respeito às interpretações. A sua música é tão boa que há sempre quem possa surpreender-nos mesmo aqueles que nunca haviamos ouvido (tal como Ivan Moravec que conheci há pouco).
Vamos então às sugestões (3 apenas), às opiniões, à discussão de ideias, chamem-lhe o que quiserem!

Valsas - Vladimir Horowitz (desde sempre...)
Prelúdios - Evgeny Kissin e Maurizio Pollini (alguns são melhores por um, outros, por outro)
Estudos - Maurizio Pollini (sempre, perfeitos!)

Para ouvir, deixo esta monumental interpretação, seguramente a que mais gosto, do último prelúdio, op. 28 nº 24 em ré menor, tocada por Evgeny Kissin.