quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
art at home (8)
(sobre o tema "Música" e dedicado a mim pelo meu amigo Chico) | Francisco Costa
Técnicas mistas sobre papel
Técnicas mistas sobre papel
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
domingo, 19 de fevereiro de 2017
castradores e desabilitados
O que não se pode é colocar intermediários castradores e desabilitados (não me refiro a habilitação académica, mas sim, aos que vivem felizes sem o mínimo de saberes culturais) a organizar programas culturais de instituições, programas mal conduzidos, ou, até, in extremis, a gerir a própria cultura.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Indizível (2015) para flauta e piano
Também aqui no Tónica Dominante, passo a publicar a minha música.
art at home (1)
(sobre o tema "Música" e dedicado a mim pelo meu amigo Chico) | Francisco Costa
Técnicas mistas sobre tela
domingo, 4 de dezembro de 2016
domingo, 20 de março de 2016
dia do pai
Ontem foi dia do pai. Não tendo pai desde os meus 5 anos sou pai de duas meninas há 10 anos. E ontem tive um dia do pai mais feliz do que o normal com prendas que me encheram o coração. No mesmo dia em Almada tive a estreia de duas canções para crianças de uma obra minha chamada "Pelo aroma das sílabas" e à noite outra estreia de um "Ave verum corpus" em Esposende. Poderia apenas ser isto e nada mais, mas assim não foi...
Ao meu lado esteve António Pinho Vargas, um compositor, um ser humano enorme, um intelectual, que tanto admiro, com outra estreia, "Sabat Mater". Tal nunca se me afigurou sequer como uma possibilidade tal é a distância respeitosa que tenho por este músico, mais ou menos desde o final dos anos 80.
O concerto da noite foi verdadeiramente emocional e espiritual, não sentia isto há muito tempo, ver músicos que depois de cantarem (CPCE), de tocarem (Carlos Pinto da Costa e Diogo Zão) e dirigirem (Helena Isabel Venda Lima) nos demonstrassem e se revelassem tão expostos também na sua emoção.
Um abraço enorme de agradecimento a todos por ontem me terem feito sentir, ver e ouvir tudo. As lágrimas também estiveram nos meus olhos, e não apenas nos vossos...
Um abraço enorme de agradecimento a todos por ontem me terem feito sentir, ver e ouvir tudo. As lágrimas também estiveram nos meus olhos, e não apenas nos vossos...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
entre o Musical e o amusical
(parabéns José Diogo, Francisco, Júlia e Pedro)
relembrando um parágrafo final de um texto que escrevi em 2012.
relembrando um parágrafo final de um texto que escrevi em 2012.
ele há coisas que nunca se
escondem, e a maior é, sem dúvida, a ignorância. A minha questão fundamental em
relação à música, quer seja ela a portuguesa ou outra, é sempre a mesma e
contradiz o espírito das regras “sociais” e democráticas, é aquela que banaliza
a célebre frase de que “o gosto não se discute”! Discute, pois. E,
concretamente, o gosto musical discute-se e educa-se. Só é pena é que já
ninguém esteja para isso, nem para educar nem para ser educado.
in “sobre a ausência de
gosto musical”
texto integral em http://tonicadominante.blogspot.pt/2012/06/sobre-ausencia-de-gosto-musical_8240.html
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
"Boulez est mort"
"Boulez est mort"
O penúltimo da sua geração foi agora chamado… (só resta Kurtág!)
Lembro a partida de Messiaen, Nono, Berio, Stockhausen, Ligeti, e agora o emblemático Boulez. Leva com ele os seus dogmas, as suas exemplares mutações da vanguarda mais radical às surpreendentes obras dos últimos anos. Fica entre nós o que nos deixou, a desmontagem da tríade Debussy/Stravinsky/Schoenberg pela Debussy/Stravisnky/Webern, o pragmatismo total, o rigor absoluto e, acima de tudo, o mérito da sua coerência mesmo quando assumida em sentidos opostos.
Pelo seu exemplo, pensemos música com rigor dogmático rumo à anarquia total dos sentidos!
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
O que desejei às vezes
O que desejei às vezes Diante do teu olhar, Diante da tua boca! Quase que choro de pena Medindo aquela ansiedade Pela de hoje - que é tão pouca! Tão pouca que nem existe! De tudo quanto nós fomos, Apenas sei que sou triste. António Botto Aves de Um Parque Real As Canções de António Botto Editorial Presença 1999
sábado, 29 de agosto de 2015
[Mas agora estou no intervalo em que]
Mas agora estou no intervalo em que
toda a sombra é fria e todo o sangue é pobre.
Escrevo para não viver sem espaço,
para que o corpo não morra na sombra fria.
Escrevo para não viver sem espaço,
para que o corpo não morra na sombra fria.
Sou a pobreza ilimitada de uma página.
Sou um campo abandonado. A margem
sem respiração.
Sou um campo abandonado. A margem
sem respiração.
Mas o corpo jamais cessa, o corpo sabe
a ciência certa da navegação no espaço,
o corpo abre-se ao dia, circula no próprio dia,
o corpo pode vencer a fria sombra do dia.
a ciência certa da navegação no espaço,
o corpo abre-se ao dia, circula no próprio dia,
o corpo pode vencer a fria sombra do dia.
Todas as palavras se iluminam
ao lume certo do corpo que se despe,
todas as palavras ficam nuas
na tua sombra ardente.
ao lume certo do corpo que se despe,
todas as palavras ficam nuas
na tua sombra ardente.
António Ramos Rosa, A Construção do Corpo, 1969
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