domingo, 9 de abril de 2017
nhoninhas
É impressão minha ou este mundo está a entupir de pessoal merdoso, lambe-botas e nhoninhas?
"de quem eu gosto nem às paredes confesso"
Ele há coisas que não se compreendem! E parece que só me acontecem a mim…
O Coro de Queen's College Oxford, sob a direção de Owen Rees, cantou na Sé Catedral de Braga e eu estive lá. Estava pouca gente e ninguém dos costumeiros da sociedade "musical" bracarense. À parte disto, que revela algo que muita gente conhece mas que poucos ousam criticar, aconteceram algumas situações durante o concerto que no mínimo foram inusitadas, sendo que no máximo foram escabrosas! Acontece que estava o concerto a decorrer e um senhor, mesmo atrás de mim, desatou a pôr música de arraial muito alto no seu telemóvel, apenas distingui no meio da chinfrineira o refrão "cheira bem, cheira a Lisboa!". Virei-me para ele e pedi-lhe que desligasse por favor aquela música. O homem, impávido e sereno manteve-se na sua, não desligou e continuou a mexer atarefadamente no seu brutal aparelho! Tudo a olhar para ele, muita gente mesmo, e ninguém fazia nada. Passados para ai 2 minutos e meio de arraial do telemóvel do senhor o dono deste não parecia ter intenção de alterar a situação, mantendo-se calmamente na sua. Voltei a dizer-lhe que parasse com aquilo ou que fosse para outro lado fazer barulho. Ai o senhor respondeu-me assim: "isto não liga!". Imediatamente as pessoas ao lado começaram a dizer-lhe que fosse embora então. Enfim, passado mais um bocado a buzina do senhor lá parou. Não, não fica por aqui! Passadas mais duas músicas, o coro continuou sempre a cantar sereno, começa a ouvir-se ao lado da Sé Catedral, numas bancadas com aquelas cadeiras de plástico estilo fórmula 1 e um palco que tinha visto antes de entrar, uma sessão de fados altamente amplificados nuns altifalantes possantes. Pude reconhecer claramente o refrão da cantiga "de quem eu gosto nem às paredes confesso" e ouvi fados durante mais 2 temas do coro. Na última música da primeira parte, já tinha parado o fado, eis que de repente ouço outras vez o senhor de aparelho buzinador chamar um outro que tirava fotos ao público como se fossem estrelas de cinema nestes modos: "PSSSTTT? Ouça lá, o que está aquele homem a fazer ali no meio e de pé?" Ao que o fotógrafo respondeu que estava a filmar. Entretanto o senhor, muito indignado assim disse: francamente, é que incomoda!"
Bem, na segunda parte mudei de lugar para tentar esquecer a primeira parte. A propósito, Owen Rees e o Coro de Queen's College Oxford foram absolutamente brilhantes, num concerto de solidariedade, gratuito, de uma qualidade que raramente se encontra por estas bandas.
(facebook | 2 de Julho de 2016 )
até cantam bem
Ontem, Coro da Casa da Música na Sé de Braga, excelente nível, nada que não se espere. Nota negativa para um público mal educado, um barulho insuportável, um entra e sai estilo "feira", mesmo no meio das músicas! Incrível! No meio de uma música qualquer grupos grandes de pessoas resolviam sair (ou entrar) sem qualquer descrição. Tinham entrado para ver o que se passava ali e assim saiam como se tudo ali lhes pertencesse, só a eles e a mais ninguém. Lá atrás na porta de entrada uma verdadeira algazarra, conversa (alta) com força e sem limites!!! Juro que não percebo, nada disto tem a ver com o ter mais ou menos conhecimento do que ali se estava a pensar, é outra coisa, não sei bem classificar. Para concluir, uma nota de humor vinda de algures, um comentário, "até cantam bem, pena é não terem orquestra, assim só voz torna-se um bocado aborrecido…"
(facebook |27 de Setembro de 2015)
Paixão segundo S. João
Foi uma noite memorável, duas estreias absolutas de Osvaldo Fernandes, Rota do Românico e Paixão segundo S. João. Destacou-se o crescimento qualitativo do coro e a grande responsabilidade de fazer um programa transversal à história da música, da música antiga, passando por Mozart até Osvaldo Fernandes. O decateto de metais afirmando-se naquilo que é a sua marca, excelente grupo de músicos e muito trabalho. O grande momento foi para mim claramente a Paixão segundo S. João, obra de uma qualidade extraordinária, para tenor, barítono, percussão, órgão, decateto e coro. Excelente gestão do tempo, da acção e da tensão por parte do compositor, que sem qualquer constrangimento estético manifestou de forma evidente a coerência da sua linguagem. Palavras não há muitas mais, a música falou por si mesma numa Sé catedral de Braga completamente cheia. Uma noite invulgar em Braga, parabéns a todos!
(texto escrito no facebook em 29 de março de 2014 )
quarta-feira, 5 de abril de 2017
domingo, 19 de março de 2017
Foi ontem, em 2003...
Já lá vão muitos anos...
Algumas fotos (espero que não se importem...) e plano do primeiro concerto totalmente dedicado à música electroacústica no Conservatório onde ainda hoje trabalho. Estavam comigo, Ana Seara, Osvaldo Fernandes, Sara Claro e Sofia Sousa Rocha. Foi ontem, em 2003.
sábado, 18 de março de 2017
sexta-feira, 17 de março de 2017
segunda-feira, 13 de março de 2017
domingo, 12 de março de 2017
sábado, 4 de março de 2017
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