domingo, 9 de abril de 2017

É tempo de Natal

Ontem à noite assisti e “participei” com uma pequena intervenção no lançamento de segundo CD do Coro de Pequenos Cantores de Esposende (CPCE) – “É tempo de Natal”. Tive a oportunidade de assistir a um concerto de Natal que jamais me sairá da memória pela autenticidade e qualidade do seu repertório, pela apresentação rigorosa e profissional do CPCE, e acima de tudo, pela excelente interpretação musical de um cd inteiro, ao vivo, sem rede, e sem floreios de entretenimento fácil. Na igreja Matriz de Esposende não havia uma palmo de espaço livre, nem sentado nem sequer de pé! Foi com um orgulho reforçado que pela primeira vez fiz parte integrante, com uma obra minha a 3 vozes à cappella, de um projecto deste maravilhoso agrupamento.

Queria deixar aqui os meus parabéns e agradecimento a todos, à Carolina Ferreira pela ilustração da capa do cd, ao Gustavo Almeida pela qualidade técnica da gravação, ao André Silva pela percussão, ao Diogo Zãopela prestação sempre seguríssima no piano e órgão, à D. Celeste pelo apoio permanente, ao Osvaldo Fernandes pela qualidade das suas obras, à Câmara Municipal de Esposende, à Antena 2 pelo programa e publicidade ao CD, à Escola de Música de Esposende por ter feito nascer um grupo deste nível, ao Carlos Pinto da Costa pela assistência musical, permanente apoio e dedicação ao projecto, à maestrina e diretora Musical do CPCE, Helena Venda Lima, por tudo, e claro, a todos os elementos do CPCE sem excepção.
O CD “É tempo de Natal” – dá a ouvir, numa obra de grande valor educativo, artístico e estético, música de compositores portugueses todos nascidos no século XX, respectivamente, Osvaldo Fernandes, Paulo Bastos, Croner de Vasconcelos, Fernando Lopes-Graça e Frederico de Freitas.

(facebook | 17 de Dezembro de 2014)

“Cinco Indícios de ouro”

Escrevi o ciclo de canções “Cinco Indícios de ouro” para soprano e guitarra no início de 2012. Ao escolher cinco dos últimos poemas de Mário Sá-Carneiro, escritos entre 1913 e 1915, fiz aquilo que me parecia mais inspirador na recriação da atmosfera inebriante, intimista e dramática do poeta que mais li enquanto muito jovem. O caderno de poesia “Indícios de ouro” do poeta serviu-me o propósito de uma nova leitura (cerca de 30 anos depois) e, em 2012, de uma escolha para a sua transfiguração em música. Foi o que tentei fazer ao “pegar” em cinco dos poemas deste requintado caderno de Mário Sá-Carneiro, respectivamente e por este ordem, “Vislumbre”, “Anto”, “Canção de declínio nº 1”, “Canção de declínio nº 7” e “Campainhada”. A seleção apresentada foi escolhida pelas suas palavras transbordantes de interioridade emocional, pelo conflito expresso nestes poemas de carácter aforístico, e finalmente, pela força e hiperbolização extasiante do seu som.

(facebook | 8 de Dezembro de 2014)

Mensagem


Algumas palavras de Helena Isabel Venda Lima.

Muito orgulhoso por o meu nome estar ligado a estes Pequenos "grandes" Cantores de Esposende.

(facebook | 22 de Dezembro de 2013)

Estreia Kla-Vier Duo

É já amanhã, pelas 16 horas no Hotel da Música no Porto com um programa repleto de música francesa, (Ravel, Poulenc, Hieux) húngara (Kurtág e Ligeti) e a minha obra "Adsum", menos de um mês depois da sua última interpretação no CCB pelo Duo Pianíssimo, agora pelo Kla-Vier Duo.

(facebook | 21 de Dezembro de 2013)

parachute


six2one

Bom, isto de ter algum tempo entre as tarefas do dia a dia está a dar cabo do meu memorial abaixo escrito... lá apareceu mais uma obra, a 13ª deste ano, espero que não seja um mau presságio este número, desta vez para um piano e seis pianistas! Chama-se "six2one" e não é nada espalhafatosa ao contrário do que seria de supor dado o número de gente à volta de um instrumento! Acho-a aliás muito calma e intimista. Foi mais uma vez uma "encomenda" ou um desafio não sei bem, vamos lá ver... Escrevi-a em dois dias apenas.

(facebook | 28 de Dezembro de 2012)

"fatalidade do lugar de enunciação"

É assim que me sinto, todos os dias, todas as horas, e há tantos anos. Tanto sítio no mundo para onde poderia ter ido e ficar, e logo havia de ser neste pardieiro que tinha que me deixar ficar...

"fatalidade do lugar de enunciação" | por António Pinho Vargas no facebook em 2012

nhoninhas

É impressão minha ou este mundo está a entupir de pessoal merdoso, lambe-botas e nhoninhas?

"de quem eu gosto nem às paredes confesso"


Ele há coisas que não se compreendem! E parece que só me acontecem a mim…

O Coro de Queen's College Oxford, sob a direção de Owen Rees, cantou na Sé Catedral de Braga e eu estive lá. Estava pouca gente e ninguém dos costumeiros da sociedade "musical" bracarense. À parte disto, que revela algo que muita gente conhece mas que poucos ousam criticar, aconteceram algumas situações durante o concerto que no mínimo foram inusitadas, sendo que no máximo foram escabrosas! Acontece que estava o concerto a decorrer e um senhor, mesmo atrás de mim, desatou a pôr música de arraial muito alto no seu telemóvel, apenas distingui no meio da chinfrineira o refrão "cheira bem, cheira a Lisboa!". Virei-me para ele e pedi-lhe que desligasse por favor aquela música. O homem, impávido e sereno manteve-se na sua, não desligou e continuou a mexer atarefadamente no seu brutal aparelho! Tudo a olhar para ele, muita gente mesmo, e ninguém fazia nada. Passados para ai 2 minutos e meio de arraial do telemóvel do senhor o dono deste não parecia ter intenção de alterar a situação, mantendo-se calmamente na sua. Voltei a dizer-lhe que parasse com aquilo ou que fosse para outro lado fazer barulho. Ai o senhor respondeu-me assim: "isto não liga!". Imediatamente as pessoas ao lado começaram a dizer-lhe que fosse embora então. Enfim, passado mais um bocado a buzina do senhor lá parou. Não, não fica por aqui! Passadas mais duas músicas, o coro continuou sempre a cantar sereno, começa a ouvir-se ao lado da Sé Catedral, numas bancadas com aquelas cadeiras de plástico estilo fórmula 1 e um palco que tinha visto antes de entrar, uma sessão de fados altamente amplificados nuns altifalantes possantes. Pude reconhecer claramente o refrão da cantiga "de quem eu gosto nem às paredes confesso" e ouvi fados durante mais 2 temas do coro. Na última música da primeira parte, já tinha parado o fado, eis que de repente ouço outras vez o senhor de aparelho buzinador chamar um outro que tirava fotos ao público como se fossem estrelas de cinema nestes modos: "PSSSTTT? Ouça lá, o que está aquele homem a fazer ali no meio e de pé?" Ao que o fotógrafo respondeu que estava a filmar. Entretanto o senhor, muito indignado assim disse: francamente, é que incomoda!"
Bem, na segunda parte mudei de lugar para tentar esquecer a primeira parte. A propósito, Owen Rees e o Coro de Queen's College Oxford foram absolutamente brilhantes, num concerto de solidariedade, gratuito, de uma qualidade que raramente se encontra por estas bandas.


(facebook | 2 de Julho de 2016 )

até cantam bem

Ontem, Coro da Casa da Música na Sé de Braga, excelente nível, nada que não se espere. Nota negativa para um público mal educado, um barulho insuportável, um entra e sai estilo "feira", mesmo no meio das músicas! Incrível! No meio de uma música qualquer grupos grandes de pessoas resolviam sair (ou entrar) sem qualquer descrição. Tinham entrado para ver o que se passava ali e assim saiam como se tudo ali lhes pertencesse, só a eles e a mais ninguém. Lá atrás na porta de entrada uma verdadeira algazarra, conversa (alta) com força e sem limites!!! Juro que não percebo, nada disto tem a ver com o ter mais ou menos conhecimento do que ali se estava a pensar, é outra coisa, não sei bem classificar. Para concluir, uma nota de humor vinda de algures, um comentário, "até cantam bem, pena é não terem orquestra, assim só voz torna-se um bocado aborrecido…"

Paixão segundo S. João


Foi uma noite memorável, duas estreias absolutas de Osvaldo Fernandes, Rota do Românico e Paixão segundo S. João. Destacou-se o crescimento qualitativo do coro e a grande responsabilidade de fazer um programa transversal à história da música, da música antiga, passando por Mozart até Osvaldo Fernandes. O decateto de metais afirmando-se naquilo que é a sua marca, excelente grupo de músicos e muito trabalho. O grande momento foi para mim claramente a Paixão segundo S. João, obra de uma qualidade extraordinária, para tenor, barítono, percussão, órgão, decateto e coro. Excelente gestão do tempo, da acção e da tensão por parte do compositor, que sem qualquer constrangimento estético manifestou de forma evidente a coerência da sua linguagem. Palavras não há muitas mais, a música falou por si mesma numa Sé catedral de Braga completamente cheia. Uma noite invulgar em Braga, parabéns a todos!

(texto escrito no facebook em 29 de março de 2014 )

domingo, 19 de março de 2017

Foi ontem, em 2003...























Já lá vão muitos anos...
Algumas fotos (espero que não se importem...) e plano do primeiro concerto totalmente dedicado à música electroacústica no Conservatório onde ainda hoje trabalho. Estavam comigo, Ana Seara, Osvaldo Fernandes, Sara Claro e Sofia Sousa Rocha. Foi ontem, em 2003.

sábado, 18 de março de 2017

Pelo aroma das sílabas (2014) - Cantiga de embalar

Pelo aroma das sílabas (2014) - Telegrama do príncipe para a Branca de ...

Pelo aroma das sílabas (2014) - Uma história de dividir

Pelo aroma das sílabas (2014) - Tudo de pernas para o ar

Pelo aroma das sílabas (2014) - Frutos

Pelo aroma das sílabas (2014) - Bichinho de Conta