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sábado, 15 de dezembro de 2007

Worldwide Atonality Day

Segundo Alex Ross no dia 17 de Dezembro celebra-se, com os seus 100 anos, o "Worlwide Atonality Day"!

SchoenbergOp19ii

Para reforçar esta data deixo apenas esta pequena (grande) frase de Arnold Schoenberg...
Estou a ser levado por uma necessidade de brevidade, precisão, definição e clareza. Tenho a sensação que estou a dizer tudo de forma, mais clara e precisa, de forma menos ambígua e mais pessoal.

(Tradução pb)

segunda-feira, 16 de abril de 2007

aos meus adversários

Se alguma coisa realizei não sou eu quem merece o mérito de tal realização. Esse mérito deve ser atribuído aos meus adversários. Foram eles que me ajudaram.

Arnold Schoenberg (tradução de pb)

domingo, 15 de abril de 2007

My music is not lovely

(...) anos mais tarde, na América, um grande nome de Hollywood, bem intencionado, queria encomendar-lhe uma obra de acompanhamento e, para tal, elogiou-lhe a sua “agradável música”, ao que Schoenberg respondeu “My music is not lovely”. O contrato acabou por não se fazer.

domingo, 14 de agosto de 2005

Atonality (5)

(Arnold Schoenberg to Dika Newlin)

“You have not suffered enough. You must suffer”.

Dika Newlin, Schoenberg Remembered: Diaries and Recollections, (1938-76),
1980

Atonality (3)

Schoenberg was himself well aware of the ambiguities and limitations inherent in any analysis of a musical work, especially an atonal composition. In a lecture of 1932 on the Four Orchestral Songs, he cautioned his listeners in a way that the author of this book can only echo: “I would not have you believe, ladies and gentlemen, that with this analysis all aspects of this section have been elucidated.... I state what I see, as far as I am able to express it. Yet in the end, this is still a path on which one must feel one’s way, step by step, with the tip of one’s toes.”

Bryan R. Simms, The Atonal Music of Arnold Schoenberg, 1908-1923, 2000

Atonality (2)

(sobre A. Schoenberg...)

Mahler was one of the last, saying: “I don’t understand his music, but he’s young and perhaps he’s right. I am old and I daresay my ear is not sensitive enough”.

John L. Holmes, Composers on Composers, 1990

Atonality (1)

In a letter addressed in 1909 to Ferruccio Busoni, Schoenberg described his recent compositions as works that demand “belief and conviction.” They were products of pure imagination, he said, not objects to be judged by outward appearance, and they were intended only for those who take “the side of all who seek.” With these generalizations he described a new style of music with which he had been experimenting for about a year.

Bryan R. Simms, The Atonal Music of Arnold Schoenberg, 1908-1923, 2000
2 Comments:
At Domingo, 14 Agosto, 2005, sasfa said...
Também aqui a imaginação, tal como no texto referente a Bartok, embora neste se pareça opôr os dois compositores no que respeita a esta questão! Não será este o denominador comum de toda a composição, tonal, atonal, dodecafónica, electrónica, etc?!

At Domingo, 14 Agosto, 2005, pb said...

São essas mesmas, as oposições que eu vou lançando aqui para o blogue! Tudo completamente intencional.

domingo, 1 de maio de 2005

Serenata

Mil grotescas dissonâncias
Faz Pierrot numa viola.
Sobre um pé, como cegonha,
Ele arranha um Pizzicato.
Logo vem Cassandro, tonto
Com o estranho virtuose.
Mil grotescas dissonâncias
Faz Pierrot numa viola.
Da viola já se cansa.
Com os delicados dedos
Pega o velho pela gola
E viola o crânio calvo
Com grotescas dissonâncias.

Arnold Schoenberg
Pierrot Lunaire, op. 21 (1912)
três vezes sete poemas de Albert Giraud

quarta-feira, 20 de abril de 2005

ideas for coherence

I. A ideia de uma peça de música é

1) na sua concepção
a) puramente material
c) psicológica
b) metafísica

2) na sua apresentação
a) lógica
c) psicológica
b) metafísica

II. A concepção não necessita de lógica

III. A apresentação necessita de lógica

Arnold Schoenberg
(tradução de pb)

quarta-feira, 13 de abril de 2005

Portrait

The portrait need not resemble the model, only the artist.

Arnold Schoenberg (1911)
2 Comments:
At Quarta-feira, 20 Abril, 2005, Luís aquino said...
Este Arnold não é aquele que é governador da Califórnia e em tempos foi Mr Músculo? Just kidding!
Realmente esta citação está muito conseguida; é uma definiçao possível de arte
plástica, não?

At Sábado, 23 Abril, 2005, Sérgio Amaral said...
Or the observer...

sexta-feira, 8 de abril de 2005

auto-retrato (1)


Arnold Schoenberg

Arnold Schoenberg (professor e compositor)


Probably there have been very few distinguished composers who spent so much time in their career teaching, and with such passionate dedication to this task, as Schoenberg did. One of the principle reasons for this strong passion along the tradition lay in the belief that teaching constituted an indespensable means of passing along the tradition that he believed in so fervently and of which he considered himself to be a part. Schoenberg was never reluctant to pay homage to those composers who had influenced him: his primary ‘teachers’ Bach and Mozart, and secondarily Beethoven, Brahms, and Wagner.

Leonard Stein
2 Comments:
At Sexta-feira, 08 Abril, 2005, sasfa said...
Ai se o Adorno visse isto!!

At Sexta-feira, 08 Abril, 2005, pb said...
Eu mandava chamar o Boulez e eles que se entendessem! :-)

quinta-feira, 24 de março de 2005

in statu nascendi

Desde o principio que este tipo de composições diferiam de toda a música precedente, não só harmonicamente, mas também melódica, tamática e motivicamente. Mas a principal característica destas peças in statu nascendi era a sua extrema expressividade e a sua extraordinária brevidade. Naquele tempo, nem eu nem os meus alunos tínhamos consciência das razões para estas características. Mais tarde descobri que o nosso sentido de forma estava certo quando nos obrigava a equilibrar a emoção extrema com uma brevidade extraordinária.

Arnold Schoenberg (tradução de pb)