sábado, 31 de dezembro de 2005

de conhecimento obrigatório (17)

joesgarage.jpg
Frank Zappa, Joe’s Garage Acts I, II & III, 1987
6 Comments:
At Segunda-feira, 09 Janeiro, 2006, Carlos a.a. said...
Obrigatório não sei,mas indispensábel, certamente.

At Sábado, 21 Janeiro, 2006, Luís Aquino said...
Se dúvidas houvesse, isto é o que se chama uma autêntica Zappa passion! Esta é... quê...? A décima referência ao Frank no «Tónica?». O que se percebe. Qiuando se gosta, gosta-se a valer. Como diria o outro, «gosta-se mesmo e à grande!»

At Domingo, 29 Janeiro, 2006, Razul said...
Como afirma o”comentador” anterior, essa Zappa passion é uma epidemia de fundo que grassa vai para décadas. E os Zappófilos são, curiosamente, das pessoas mais interessantes e humoradas que já conheci. Os meus preferidos de sempre serão os que compôem a trilogia do jazz do Francis Vicent Z: Waka Jawaka, Hot Rats e The Grand Wazoo.
Mother Mary and Joseph!!!
Rui Azul

At Quarta-feira, 01 Fevereiro, 2006, pb said...
Efectivamente a questão do Zappa na minha vida é bem mais do que uma paixão! Não tenho culpa de achar que tantos e tantos discos de Zappa possam e devam estar incluídos nos posts “de conhecimento obrigatório”. É algo incontornável no meu percurso musical e que não posso deixar de referir quando penso em obras de conhecimento indispensável. Descansem que não vou colocar aqui a discografia do Zappa na sua totalidade (cerca de uma centena de obras originais, fora os piratas!!!) até porque tal tarefa exigia um outro blogue... As paixões (“Zappa passion”), em termos musicais, andam muitas vezes associadas ao acto de “ser fã”.
E eu não sou fã de Zappa.
É mesmo algo de muito mais duradouro.
Desde que ouvi “One size fits all” aos 14 anos nunca mais larguei este vício e o meu maior arrependimento foi ter faltado (no money) em 88 ao concerto de Barcelona... aqui mesmo ao lado.
E para concluir, nas palavras do próprio Zappa:
“Well . . .
Information is not knowledge
Knowledge is not wisdom
Wisdom is not truth
Truth is not beauty
Beauty is not love
Love is not music
Music is THE BEST . . .”

At Sexta-feira, 03 Fevereiro, 2006, Razul said...
It's so very, very true, my friend! Também nunca me perdoei não ter ido ao concerto em Espanha, pelas mesmas razões: parco de recursos...(tem piada, sempre fiquei c/ a ideia que tinha sido em Madrid). Esse musical genius, cuja mulher era Portuguesa, tinha uma casa no Algarve e afirmava adorar vir para cá de férias porque ninguém o reconhecia, no meio de tantos “nativos” de bigode, e podia passar férias without groupies and promoters gettin’ on his tranquility...
A minha “adicção” começou vai para 38 anos atrás, quando gravei o 200 Motels da radio Luxembourg, com um gravador de bobines monofónico... Por cá, não havia discos nem quase pessoas que conhecessem FZ, ou... Edgar Varése, que o influenciou decisivamente.

At Segunda-feira, 06 Fevereiro, 2006, Luís Aquino said...
Resumindo e concluindo:
pb can’t forget Barcelona
Barcelona would never forget that concert
A concert isn’t a concert without passion
passion is...ZAPPA!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

domingo, 11 de dezembro de 2005

Ensino “muito pouco” Especializado da Música (6)

No âmbito da discussão acerca do ensino especializado da música aqui fica o meu comentário ao post “Mestres de Discípulos” do bajja de César Viana.

Caro César Viana:
cada vez mais penso que os assuntos abordados neste post, apesar da sua grande relevância, interessam a pouco mais do que meia dúzia de pessoas, se tanto! E essas pessoas, ou estão dispersas com as suas forças, ou não ocupam lugares de decisão e portanto nada fazem, ou, por último, já estão cansadas de tantos anos de luta e afundadas num sistema atrofiante que as consumiu. Eu incluo-me em qualquer dos casos, mas em particular no último... Mesmo no meu blogue, onde apresentei com grande empatia os meus pequenos aforismos, a série de posts - Ensino “muito pouco” Especializado da Música – foi sempre excepção porque representou para mim um grande tormento escrevê-los. Escusado será dizer que outros textos (e muita reunião e “reflexão”), em tempos idos, foram escritos em ambientes mais institucionais e que disso nada resultou a não ser a bandalheira a que assistimos hoje! Dou muitas vezes por mim a pensar se só eu é que estou a ver estas coisas!? Onde é que estão as centenas de professores de ensino especializado da música em situação precária de emprego? Onde é que está a qualidade de ensino “especializado” a que os alunos têm direito? Porque aligeirar tudo, desde a música, que deve ser a sério nas “escolas especializadas”, até aos patamares normais de exigência que devem ser regra entre relação professores/alunos? Os modelos actuais, implementados por uma série de equipas dos ministérios de educação dos sucessivos (2) governos, falharam!!! O ensino superior têm grande responsabilidade no estado em que as coisas estão porque não esclarece nem protege os seus ex-alunos e, por outro lado, lhes vai fazendo crer que serão “professores especializados”, até porque o tal número “X” de alunos por curso tem que ser alcançado, senão... e por fim, as direcções e professores de muitas “escolas superiores ou não, especializadas ou nem por isso” contribuem na sua forma de actuação irresponsável e incompetente, de forma letal e decisiva para aquilo a que se pode chamar de morte anunciada do verdadeiro Ensino Especializado da Música.

(obrigado aos que têm vivido neste espaço bloguista esta minha tormenta. A saber, César Viana, Carlos a.a., sasfa, Nívea Samovar, io, t., entre outros.)
3 Comments:
At Domingo, 11 Dezembro, 2005, César Viana said...
As suas recorrentes reflexões sobre o assunto têm contribuído para ao menos ter tido lugar alguma troca de opiniões. Quanto ao resto, meu caro Paulo Bastos, existe uma total ausência de massa crítica, neste como em muitos outros meios, por isso a única coisa que pode motivar a classe no seu todo são as carreiras, os ordenados, as habilitações, etc. Esta situação só valoriza o seu esforço, meu caro. Bem haja pela lucidez e persistência.

At Sexta-feira, 30 Dezembro, 2005, Anonymous said...
Claro que não é o unico, só que como bem disse o cansaço já é algum e quanto mais se estuda este assunto e se investiga a legislação mais o ânimo se vai perdendo. Pergunto se a maioria dos nossos colegas conhecem a famosa portaria que regula a habilitação para o dito ensino vocacional - 693/98? Confesso que só este ano fiquei a saber que o curso da univ ersidade de aveiro não é incluido. Segundo algumas informações que tive de pessoas que ocupam cargos directivos em instituições publicas, este curso cujo o nome é “licenciatura em ensino de música”, habilita os seus licenciados a leccionar qualquer disciplina nas escolas de ensino especializado, e pelos vistos esses são os preferidos!. Claro que a lei é susceptivel de varias interpretações...logo, estamos todos dependentes da boa disposição do momento dos reponsáveis pelo ensino artístico que se sentam cómodamente nos cadeiróes das direcções regionais de educação.
Isto não passa de um pequeno problema comparado com aqueles que temos que enfrentar diáriamente com as direcções das escolas. Quem trabalha no ensino particular estes problemas agravam-se: contratos de trabalho ilegais, pressões durante a avalição, condições de trabalho precárias, falta de pagamento, pressões para assinar juris de exame dos quais não fiz parte para encobrir professores sem habilitação, enfim já passei por isso tudo. Inclusivamente já sofri intimidações por parte da entidade patronal por ser sindicalizada. Já sei que devem ter conhecimento disto e muito mais, de qualquer maneira é sempre bom desabafar.
Toda esta situação cansa, e muito e é tremendamente dificil mexer nestas questões quando a maior parte dos colegas que trabalham nas mesmas escolas só se preocupam com quantas horas, quantos alunos vão ter durante o ano. Coonfesso que é angústiante não se saber qual vai ser o nosso ordenado no ano asseguir ou até mesmo no mês asseguir. è um ciclo vicioso, um tipo de comercio até. Quantas mais horas - mais alunos -mais dinheiro - menos exigência para manter os alunos-menos empenho - menos música e assim andamos todos “satisfeitos”. O que é necessário é motivar as crianças, como? É simples, não dando muito trabalho, boas notas, simpatia, não chatear muito com essa coisa de ter de estudar, música não se estuda. E o rendimento, e a qualidade de trabalho? Isso não renova as matriculas.
Saudações
AT

At Quarta-feira, 04 Janeiro, 2006, sasfa said...
Caro(a) AT:
O seu comentário foca um tema crucial para o ensino especializado, que, confesso, nunca tive coragem de nomear - as licenciaturas em ensino de música ( não só de música, a epidemia alastra-se a outras áreas) da universidade de Aveiro e, mais recentemente, da Católica.
Tenho a certeza que estas instituições são responsáveis, em grande parte, pela degradação do ensino da música em Portugal, e isto por vários motivos:
• os currículos destas licenciaturas não privilegiam o estudo do instrumento, ou composição, em profundidade, antes afloram uma diversidade de disciplinas, maioritariamente teóricas;
• a carga horária destes cursos não permite o trabalho individual que um estudante de música precisa de ter;
• a exigência, fraca, à entrada, durante e à saída dos cursos;
Isto não quer dizer que estes cursos estejam mal estruturados, pelo contrário, estão até bastante bem se pensarmos que foram criados para preparar professores para o ENSINO GERAL!!! Exactamente, opção de música no 3o ciclo do ensino básico. Nas escolinhas secundárias e EB23 e afins, não nos conservatórios e academias. Por isso não aparecem na famosa portaria! Como não havia saída de emprego para tantos recém licenciados, a UA conseguiu o inacreditável: colocar os seus alunos no ensino especializado e profissionalizá-los, dando-lhes ao mesmo tempo todas as vantagens do ensino geral, nomeadamente a progressão na carreira, coisa com que, como deve saber, os licenciados nas escolas superiores, Lisboa ou Porto, Metropolitanas, etc, apenas podem sonhar... Mas estes é que são os especialistas, não é?! Pois são, mas no sítio errado, porque em Portugal é muito mais importante ser doutor do que ser técnico... por isso, as direcções regionais se deixam seduzir pelos DRs, e as entidades patronais, maioritariamente chefiadas por pessoas que entendem mais de física nuclear do que de música, os preferem... É evidente que o problema do ensino especializado da música é muito mais complexo e não se resume a isto, mas esta é uma fatia (grande, aliás) do bolo.

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Regresso (2)

Finalmente!
O bajja voltou.
2 Comments:
At Quarta-feira, 23 Novembro, 2005, adsum said...
Pois voltou! E tu também, amigo!!! Duas boas notícias para a blogosfera! Já tinhamos saudades de te ler... mesmo que seja só assim... Bjs

At Sexta-feira, 02 Dezembro, 2005, D LOPES said...
gostei. vou linkar. porque partilho sempre com quem gosta de música. passa por cá. abraço!

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Ensino “muito pouco” Especializado da Música (5)

Coloquem alguém de forma permanente e obstinada a fazer aquilo que não sabe nem gosta. Ou ainda pior, coloquem pessoal não especializado a “fazer de conta que faz” o trabalho especializado. É, como se dizia num post abaixo, querer “endireitar a sombra da vara torcida” colocando o pedreiro a fazer o trabalho do engenheiro. Os maus resultados aparecem, mais cedo ou mais tarde, de forma mais ou menos radical. Assim vai o ensino “nada” especializado da música em Portugal.
8 Comments:
At Quarta-feira, 26 Outubro, 2005, Nívea Samovar said...
Pois...
Imagino que hoje te puseram mais uma vez a partir pedra burocrática...
Compreendo o tormento.
Assim nem podes ter disponibilidade mental para compor algo à tua filha que não a ponha a falar de trás para a frente ou muda durante 4 minutos e 33 segundos quando tentas adormecê-la...
Não vislumbro solução mas... estou contigo!

At Quinta-feira, 27 Outubro, 2005, IO said...
A música faz parte da educação completa que todo o cidadão devia ter, mas como educação é coisa de que o(s) governo(s) temem, natural é o estado em que nos encontramos em Portugal - abraço, IO.

At Quinta-feira, 27 Outubro, 2005, Carlos a.a. said...
Estimado Paulo Bastos
O alcande deste texto é vastíssimo e daí a sua riqueza: tanto podemos ler a falta de propensão ou qualidade do ensino especializado da música como a apetência de alguns músicos para a área da gestão...
Cumprimentos

At Quinta-feira, 10 Novembro, 2005, pisconight said...
A música é uma arte, é um dom, faz parte da nossa cultura e faz-me um bem imenso (a mim!!).
;)

At Terça-feira, 22 Novembro, 2005, César Viana said...
Penso que uma grande parte do problema reside no facto de o ensino das artes ter sido integrado na estrutura do ensino regular, sem que tenha havido a necessária flexibilidade para que a sua especificidade pudesse impor algumas necessárias excepções. Os métodos de selecção para os cursos superiores (e a necessidade de preecher vagas) fazem com que cada geração seja necessariamente mais ignorante e irrelevante que a anterior; o tipo de carreiras do ensino secundário impede o acesso dos mestres e promove os professores de carreira, que deveriam ministrar o ensino artístico genérico nas escolas (de que falo? Isso existe lá...). Trata-se de situações que criam cadeias irremediáveis que já nos envolveram. Não sei se há como sair daqui, tendo em conta o que é o enquadramento legislativo, o funcionalismo provinciano de grande parte dos docentes, e os milhões de futuros setôres de música a serem (de)formados permanentemente. E, no fundo, o problema é simples: há artistas e há jovens que aspiram a sê-lo... mas o enquadramento legal, que seguramente alimenta carreiras e protagonismos, só não deixa espaço para mestres e discípulos.

At Terça-feira, 22 Novembro, 2005, nívea samovar said...
Concordo plenamente com a clara análise que o César Viana acabou de fazer. É lamentável que assim seja, ou que aqui se tenha chegado. A uma situação em que, para nos realizarmos como mestres ou discípulos, nos vejamos forçados a afastar-nos do enquadramento educacional que supostamente deveria ter como principal função promover essa relação de aprendizagem. Pergunto-lhe, César: acha que o ensino das artes perdeu em ter sido enquadrado num ensino regular, em toda a Europa, ou este é mais um caso português de modelos de ensino onde a rigidez do esteriotipo atrofia os verdadeiros objectivos ou mesmo os esvazia de conteúdo?
Estou errada ou as escolas secundárias de outras artes não tiveram a mesma evolução negativa?
Por último, RE-benvindo a este espaço dialogal! Pode ser que o Paulo, entre o braço direito encalhado, a defesa de tese e os afazeres familiares, seja estimulado a voltar!

At Quinta-feira, 24 Novembro, 2005, César Viana said...
Noutros países da Europa, apesar da integração na rede oficial de ensino, foi respeitada a especificidade deste tipo de ensino no que diz respeito a curriculum, carga horária, recrutamento de professores, etc. embora o final o diploma seja equivalente. É verdade que noutras artes o problema não é tão sério. Onde ele é verdadeiramente gritante é na música e, talvez mais dramaticamente ainda, na dança, já que os escalões etários dos discentes, o tipo de progressão, a origem dos docentes, etc. têm características muito diferentes. Em ambas se começa muito cedo a estudar e, também, a construir uma carreira. Em ambos os casos seria importante que os docentes fosem oriundos do meio artístico, pelo menos os de certas disciplinas mais vocacionais, e em estabelecimentos de ensino de referência. Em certos países, paralelamente a um ensino artístico mais integrado no sistema regular, subsiste um outro, ligado a instituições artísticas (caso da Opéra, por exemplo). Noutros casos ainda, não há qualquer tipo de integração nas redes regulares de ensino. Não me parece que haja receitas milagrosas. Com sistemas muito diferentes no que diz respeito ao grau e tipo de integração no ensino regular, há muitas experiências positivas. A questão acaba sempre por ter a ver com flexibilidade e bom senso. Acontece que é muito mais fácil para a gigantesca máquina burocrática do Ministério da Educação achar que é tudo igual e pronto. Daria talvez mais trabalho encontrar formas de equivalências de habilitações para adocência, diferentes estruturas curriculares e cargas horárias, etc. Repare-se que não é uma questão legal.
Há no entanto que dizer que não tem sido fácil encontrar posições consensuais nestas matérias. Em países como a Inglaterra, a França, a Alemanha, etc. há uma tradição que trava os excessos de corporativismo. Em Portugal, o peso das questões corporativas tem-se sobreposto frequentemente a um esforço genuíno para resolver estas questões tendo como ponto de partida a formação dos alunos e não os problemas laborais dos professores. É claro que estes têm de ser sempre respeitados, mas sempre que se desenham novas estratégias, sente-se que os numerosos calculismos que despontam têm muito a ver com carreiras e pouco com arte e ensino.

At Domingo, 27 Novembro, 2005, sasfa said...
Já há muito tempo que não via uma tão boa descrição como a que faz o César Viana; é mesmo isso, é tudo isso! É um texto acertadíssimo! Mas, inesperadamente, em vez de responder com alvoroço, alguma revolta até, fico um pouco paralizada à frente do computador...
Devo estar cansada de ver o barco a afundar e ainda estar dentro dele...

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Os Efeitos

Vale a pena ler:
no insustentável, sobre os efeitos da música nas crianças!
4 Comments:
At Segunda-feira, 17 Outubro, 2005, t. said...
Tem piada!
;)

At Quinta-feira, 20 Outubro, 2005, Rui Dernaz said...
Gostei bastante do efeito Glass. É tal e qual.

At Terça-feira, 25 Outubro, 2005, pisconight said...
Boa!! Muito boa!!
;)


At Terça-feira, 25 Outubro, 2005, adsum said...
:) Gostei de ler!

terça-feira, 4 de outubro de 2005

de conhecimento obrigatório (16)

Anner Bylsma.jpg
J. S. Bach, Six Suites for Violoncello Solo BWV 1007 - 1012, Anner Bylsma
5 Comments:
At Terça-feira, 04 Outubro, 2005, V.M. said...
do melhor que há.


At Quarta-feira, 05 Outubro, 2005, CV said...
Apenas reiterar o que o comentador anterior disse: “do melhor que há.”

At Domingo, 09 Outubro, 2005, M.C. said...
Mas k giro sera k alguma vez bach pensou k era possivel pegar numas chapas de metal e ouvir as suas obras ?ou alguma vez pensou k eu iria estar a falar dele na net ? desconfio k nao >* mas tb ele tava era preocupado em ter filhos e escrever nem tinha tempo para perder na net...aposto k ele ate usava micro-ondas para a mulher perder menos tempo na cozinha...< )

At Segunda-feira, 10 Outubro, 2005, Anonymous said...
ei pá!!!! só agora é que percebeste que isso existia?!!! Já tenho isso há dez anos...


At Segunda-feira, 10 Outubro, 2005, pb said...
Senhor(a) Anónimo(a):
não, já tinha percebido que isso existia há alguns anos, mais precisamente em 1993 quando comprei esta excelente interpretação.

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

pensamento nocturno (3)

(...) nenhum pensamento é imune à sua comunicação, e basta já expressá-lo num falso lugar e num falso acordo para minar a sua verdade.

Theodore Adorno, Minima Moralia
7 Comments:
At Quarta-feira, 14 Setembro, 2005, Sasfa said...
Já Fernando Pessoa dizia da dificuldade de exprimir fielmente um pensamento com palavras! Por isso “o poeta é um fingidor”, pois que o que escreve não exprime bem o que sente...
Esta temática é lindíssima e dá pano para mangas!

At Quinta-feira, 15 Setembro, 2005, Rostos said...
Eu penso uma verdade, escrevo outra, e tu lês aquela, que criaste.
Apeteceu-me fazer uma frase do dia! Perdoa a invasão do espaço. Um abraço!

At Quinta-feira, 15 Setembro, 2005, Rostos said...
É claro que também se aplica às mentiras, não fossem elas verdades de si mesmas...

At Quinta-feira, 15 Setembro, 2005, pb said...
Invasão de espaço!?
É que nem pensar...
Os teus comentários são muito bem vindos.
Um abraço.

At Sábado, 24 Setembro, 2005, CV said...
...mas é também verdade que há mundos de pensamento bem para lá das capacidades de expressão da linguagem oral ou escrita. Daí haver lugar para a música, dança... que, claro, não expressam esses pensamentos “não exprimíveis”, mas criam interessantes imagens no espelho.

At Terça-feira, 27 Setembro, 2005, J.P. said...
Olá, passei por aqui e não resisti a deixar um abraço. È sempre bom conhecer mais um excelente blogue Bracarense. parabéns !

At Quarta-feira, 28 Setembro, 2005, pb said...
Senhor(a) J.P. (que não estou a ver quem é...) Obrigado pelo abraço e pelo elogio ao blogue mas permita-me apenas uma correcção. O Tónica Dominante é escrito por um transmontano que reside na cidade do Porto. Qualquer ligação à cidade de Braga decorre apenas de coincidências circunstanciais de um emprego, e nada mais. Um abraço.

Ensino “muito pouco” Especializado da Música (4)

Não há modo de mandar, ou ensinar mais forte, e suave, do que o exemplo: persuade sem retórica, impele sem violência, reduz sem porfia, convence sem debate, todas as dúvidas desata, e corta caladamente todas as desculpas. Pelo contrário, fazer uma coisa, e mandar, ou aconselhar outra, é querer endireitar a sombra da vara torcida.

Manuel Bernardes, Luz e Calor

(este texto diz muito sobre o estado do ensino artístico em Portugal, mais ou menos especializado, da música ou nem por isso...)
5 Comments:
At Segunda-feira, 12 Setembro, 2005, t. said...
Este texto diz muito do estado do próprio país.
Vivemos entre o que somos, e o que dizemos que somos.
:)
Teresa

At Segunda-feira, 12 Setembro, 2005, pb said...
Completamente de acordo!
:-)

At Terça-feira, 13 Setembro, 2005, joana araujo said...
eu sei k n tem muito a ver mas aki publico um mail”engraçado” k m enviaram:
Barbara Guimaraes recebeu ate Outubro de 2001, durante todos os meses, 5.000 euros (1000 contos) do Ministerio da Cultura para realizar um curto programa diario na RDP-Antena 1. Ao todo foram 60.000 euros (12 mil contos) recebidos em 2000 e cerca de 4500 a 5000 euros por mes em 2001. Ou seja, o Estado portugues gastou com Barbara Guimaraes um total de 110.000 euros.
Tudo gracas a amizade entao existente entre o ministro da Cultura e a conhecida estrela de televisao. Manuel Maria Carrilho subsidiou o programa,um pequeno magazine cultural de cinco minutos transmitido de segunda a sexta-feira na RDP- Antena 1. Os 5.000 euros mensais atribuidos por Manuel Maria Carrilho a Barbara Guimaraes foram pagos atraves do Fundo de Fomento Cultural, entidade tutelada pelo Ministerio da Cultura e presidida pela actual secretaria-geral do ministerio, Helena Pinheiro Azevedo. Este deve ser o dinheiro que um contribuinte medio faz de descontos UMA VIDA INTEIRA, sem poder fugir !!! isto diz alguma coisa......

At Terça-feira, 13 Setembro, 2005, pb said...
Essa história da Barbara Guimarães já conhecia de um email que circulou durante uns tempos por aí. Resta-me, de qualquer forma o desconfortável consolo de pensar que essas informações podem ser falsas...

At Quinta-feira, 22 Setembro, 2005, Anonymous said...
Não são falsas não. Eu trabalhei na RDP e é verdade. Há pessoas que sobem na vida na horizontal, n’est-ce pas?

domingo, 11 de setembro de 2005

Reflexões de um cão com pulgas...

Para os mais distraídos, muito ocupados, totalmente absortos, estupidamente alheados e sempre ausentes, aqui fica o link para um excelente blogue de Pedro Aniceto.
2 Comments:
At Segunda-feira, 12 Setembro, 2005, Pedro Aniceto said...
Eh pá, nem sei o que te diga! Um "obrigado" e um abraço

At Terça-feira, 13 Setembro, 2005, pb said...
Não há mesmo nada a agradecer!
As verdades são para ser ditas.
Abraço.

sábado, 10 de setembro de 2005

Mais um inquérito!

Depois da encomenda do Chuinga o Plasticina fez seguir este inquérito até aqui...
Sendo assim aqui vai o dito cujo:

CINCO COISAS DE QUE NÃO GOSTO
1 da incompetência
2 da ignorância
3 de injustiças
4 de pessoas que têm, e dão, opinião sobre tudo
5 de sardinhas

CINCO COISAS DE QUE GOSTO BASTANTE
1 de música
2 das minhas montanhas
3 de um mac à minha frente
4 de mar com agua quente
5 de dormir

5 ÁLBUNS
1 Glenn Gould, J. S. Bach: The Goldberg Variations, (Versão de 1981)
2 Ella Fitzgerald: Sunshine of your Love
3 John Adams: Shaker Loops; Chamber Symphony; Phrygian Gates
4 Frank Zappa: Waka/Jawaka
5 Miles Davis: Kind of Blue
(quem quiser ver outras músicas estão no “de conhecimento obrigatório”)

UMA MÃO CHEIA DE MÚSICAS
1 Chamber Concerto for 13 instrumentalists de György Ligeti 2 My funny valentine (de muita gente...)
3 Stairway to haven de Led Zeppelin
4 Five Poems for Female Voice de Richard Wagner
5 Inca Roads de Frank Zappa

e o testemunho vai (desculpem-me) para:
Analepse, Improptum, Abaixo de cão, Reflexões de um cão com pulgas... e A
Fonte do Horácio
2 Comments:
At Sábado, 10 Setembro, 2005, t. said...
Eu tb gosto bastante de ter um mac à minha frente.
Também gosto bastante do Glenn Gould, J. S. Bach: The Goldberg Variations,
(Versão de 1981) , e do György Ligeti.
ps: tb não aprecio sardinhas..ahah.não me lembrei dessa
;)

At Domingo, 11 Setembro, 2005, IO said...
Eu além da música apreciei solidária o gosto de Dormir!! - beijo, IO.

domingo, 4 de setembro de 2005

(someone) Blessed

Blessed with awesome powers of invention and assimilation, Ligeti may be the one living composer for whom "genius" is not too strong a word. His music shows the influence of - to make a random list - the Masses of Johannes Ockeghem, the player-piano music of Conlon Nancarrow, the saxophone solos of Eric Dolphy, the drumming of the Central African Republic, the etchings of M. C. Escher, and the imprecations of Captain Haddock in the "Tintin" books ("Blistering barnacles!").

Alex Ross, Ligeti Split, 2001

sport, la musique et la poésie

L’école naît à Athènes au Ve siècle av. J.-C. Elle ne s’adresse d’abord qu’aux enfants, de 7 à 13 ans environ. On y enseigne le sport, la musique et la poésie ; la lecture, l’écriture et le calcul ne remplaceront ces disciplines que plus tard. Adolescents et adultes bénéficient également d’enseignements collectifs, mais dans un cadre plus informel, autour de maîtres à penser, rémunérés ou non.

Denis Mazzuchetti, L'école, d'Athènes à nos jours, 2004

de conhecimento obrigatório (15)

(e que tal voltarmos à música? Será melhor...)
You must believe in spring.jpg
Bill Evans, You must believe in spring, 1977
4 Comments:
At Quarta-feira, 07 Setembro, 2005, CV said...
To fully believe in Spring a recording such as this one was needed...

At Quarta-feira, 07 Setembro, 2005, nívea samovar said...
:-)
Isto do Paulo ainda não ter percebido que o César virou inglês e já aqui lhe deixou dois rastos para encontrar os seus “poems” faz-me sorrir... Vai lá ver, Paulo. São imensamente tristes mas muito bonitos. Requerem é um dicionário ao lado para quem, como eu, já não domina na perfeição a língua de Shakespeare.
Anyway, dear CV, we would be delighted to send you this recording as a gift, if that beautiful “rua de St. Antão” survived to this summer hell. (que chatice... não sei se survive é com “to” or not)

At Quinta-feira, 08 Setembro, 2005, pb said...
Pois, agora percebi...
Fico contente por saber de CV.
O Poems vai desde já para a minha lista de preferências.

At Sábado, 10 Setembro, 2005, CV said...
Só um detalhe: não “virei” inglês. Lá nasci e vivi. Hoje sou português e inglês. A Rua de Santo Antão sobreviveu, apesar de toda a região ter sido muito fustigada pelo fogo. Tem chuviscado nestes dias, o que torna o ar mais respirável.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Irritante

Uma das coisas que mais me irrita é ver um asno com ar de quem sabe o que está a fazer!
(pronto, está dito...)
1 Comments:
At Sábado, 03 Setembro, 2005, t. said...
:)

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Fim de férias

fimdeferias.jpeg
Hoje regresso à repartição...
6 Comments:
At Quinta-feira, 01 Setembro, 2005, joana araujo said...
ola stor!!! este ano la esta o stor outra vez a aturar-nos...boa sorte...(k bem precisa)

At Quinta-feira, 01 Setembro, 2005, nívea samovar said...
Olá :-)
Podias pagar 2 euros por mim à D. Ilda, nessa repartição?
(não estou a brincar... eu disse-lhe que tu ias lá pagar :-)))
Beijinhos para todos!

At Sexta-feira, 02 Setembro, 2005, pb said...
Dra. Nibocas Samovar!
O seu Skype foi ao ar ou foi o computador todo, com airport express e tudo?

At Sexta-feira, 02 Setembro, 2005, Magna said...
LOL!
Skype?...magna_ferreira ;)

At Sexta-feira, 02 Setembro, 2005, Sasfa said...
Este blogue agora parece um serviço de SMS!

At Sexta-feira, 02 Setembro, 2005, pb said...
LOL!
É que tá mesmo!
Quem quiser deixar mensagem faça o favor.

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

pensamento nocturno (2)

Para recuperar a minha juventude era capaz de fazer tudo no mundo, excepto ginástica, levantar-me cedo, ou ser respeitável. A Juventude! Não há nada que se lhe compare. É absurdo falar da ignorância da juventude. Hoje em dia só tenho algum respeito pelas opiniões das pessoas muito mais novas do que eu. Parecem-me estar à minha frente. A vida revelou-lhes a sua última maravilha. Quanto aos velhos, contradigo-os sempre. É uma questão de princípio. Se lhe pedirmos opinião sobre uma coisa que aconteceu ontem, eles dão-nos solenemente as opiniões correntes em 1820, quando as pessoas usavam golas altas, acreditavam em tudo e não sabiam absolutamente nada.

Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray
5 Comments:
At Sexta-feira, 26 Agosto, 2005, Oficial e Comentadeiro said...
Este pensamento do Oscar Wilde lembra-me aquilo que às vezes sinto quando se desata a falar de Salazar. Se o acaso nos junta nesse momento com alguém de idade avançada, há sempre a hipótese de ouvirmos:«Ah!... Pelo menos naquele tempo não havia droga, nem a má-educação de hoje. Com o Salazar não havia crime nem pouca-vergonha, com ele andava tudo nos eixos». E pronto.

At Domingo, 28 Agosto, 2005, pb said...
Hehe!
Realmente...

At Sexta-feira, 02 Setembro, 2005, IO said...
A Genious, this irish man!!
Slainte!, IO

At Sexta-feira, 02 Setembro, 2005, Magna said...
Quando li esta obra, fiquei com um misto de obsessão e de angústia...Grande obra, de facto!
Bjs

At Sexta-feira, 02 Setembro, 2005, Sasfa said...
O que é espantoso é que o tema deste romance continua actualíssimo, pois o culto da juventude parece nortear a sociedade ocidental (basta olhar para a publicidade - beleza, vivacidade, felicidade, sempre associadas a juventude).
Parece que queremos à viva força ser infelizes...

domingo, 21 de agosto de 2005

os asnos

(...) também me não agradam aqueles para quem todas as coisas são boas, e que chamam a este mundo o melhor dos mundos. Chamo-lhes onisatisfeitos. A facilidade de gostar de tudo não é dos melhores gostos. Louvo as línguas delicadas e os estômagos escrupulosos que aprendem a dizer: “Eu” e “Sim” e “Não”. Mastigar e digerir tudo, porém... é fazer como os suínos. Dizer sempre Sim, isso só os asnos e os da sua espécie aprendem (...)

Friedrich Nietzsche, Assim Falava Zaratustra (Do espírito do pesadume)
6 Comments:
At Sábado, 27 Agosto, 2005, DGP said...
Prefiro-os mil vezes aos que dizem sempre não. Quem vive sem desculpa, quem não aceita os eles, os outros, os eus, os erros, não me parece que possa viver satisfeito com a sua razão. De que serve ser dono das suas paixões se já não as pode sentir?
“A minha paixão e a minha compaixão...que importam! Será que eu aspiro à
felicidade? Eu aspiro à minha obra”
Assim falou Zaratustra (O sinal)
Eu aspiro a felicidade.

At Sábado, 27 Agosto, 2005, pb said...
Realmente, muito interessante...
Em “Assim Falava Zaratustra” podemos encontrar literalmente de tudo.
Mas mesmo assim não os prefiro, aos asnos, claro! É aliás bastante frequente encontrar as maiores qualidades humanas, intelectuais e de engenho, em ilustres mal encarados! Pensemos, e para não ir mais longe, aqui em Portugal, em António Lobo Antunes e José Saramago... Não sou adepto da permanente concessão, da tolerância impávida perante o medíocre e da “alegre” convivência com o meio só porque dá mais jeito. Sei que não viveria mais feliz se assim navegasse nisto a que chamamos de sentido da vida.

At Domingo, 28 Agosto, 2005, DGP said...
Siddartha (versus Zaratustra)
(...)Mas eu penso que importante é apenas amar o mundo e não desprezá-lo, que o importante não é odiar-nos uns aos outros e sim, sermos capazes de ver o mundo, a nós próprios e a todos os seres com amor, admiração e respeito(...)
Siddartha
Hermann Hesse
Nem sempre se faz concessões porque dão mais jeito, às vezes é mesmo uma questão de respeito.

At Domingo, 28 Agosto, 2005, DGP said...
Desculpe, já estou a brincar. É claro, que também eu não me conformo com alguns erros que só servem a alguns poucos. Quando falo aqui esqueço-me que não me conhecem, e por isso tudo o que digo é levado á letra. Boa tarde!

At Domingo, 28 Agosto, 2005, pb said...
Ora essa!
O debate de ideias é sempre bom, portanto, não há nada a desculpar! Para além disso todos temos, de uma forma mais ou menos marcada, os dois lados versados nestes comments.
:-)

At Segunda-feira, 26 Setembro, 2005, Rostos said...
Pegando nesse livro de Nietzsche, que foi dos que mais me marcou na minha adolescência, e mais particularmente nas suas metamorfoses, trocaria os asnos por um daqueles camelos que carregam os fardos dos outros, apregoando que são feitos seus. Este livro é sem dúvida um dos maiores exercícos da mente humana. Perigosamente atractivo e demasiado poderoso, para entrar nele, e ficar lá muito tempo, sob o risco, de nos transformar irreversivelmente. Mas deixa lá, já havia asnos antes do Nietzsche, continua a haver após a sua morte, E há-de haver sempre até à extinção da consciência humana. Abraço.

pensamento nocturno (1)

O único sentido íntimo das cousas 
É elas não terem sentido íntimo nenhum.

Alberto Caeiro, O Mistério das Cousas

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

E nós por cá? (4)

The music that composers make can be heard through several media; the most traditional way is to hear it live, in the presence, or as one of, the musicians. Live music can also be broadcast over the radio or television.

(por cá acaba-se com as orquestras, com as companhias de bailado, programas de televisão não há, portanto resta-nos a rádio...)
4 Comments:
At Quarta-feira, 17 Agosto, 2005, joana araujo said...
ola stor!!! eu disse k um dia ainda comentava o seu blog,e aki tou eu! (como nao vinha aqui ha ja algum tempo, pk tou de ferias, ate me assustei com tantos posts) concordo com o estado de cultura em k se encontra o nosso pais... ainda no outro dia fui ver um concerto a espinho em k (no intervalo)iam assinar um protocolo entre a epme e a camara para a criaçao de uma orquestra de jovens.esse concerto era suposto ter começado as 21 e 30, mas como a senhora ministra da cultura foi assistir ao concerto este apenas começou as 22 e 30.(nao sei porque esperamos tanto tempo por pessoas k insistem em “cortar-nos as asas”)de quaquer modo e de salientar o ambiente hostil quando a senhora entrou acompanhada de guarda-costas:uns bateram palmas, outros experimentaram uns assobios, e outros apenas fizeram silencio.terao sido formas de protesto??? e pena k acabam com a cultura...afinal,o que somos nos sem cultura???

At Quarta-feira, 17 Agosto, 2005, pb said...
Olá Joana, respondendo à tua última pergunta, “o que somos nós sem cultura” à qual eu acrescentaria sem educação, somos isto mesmo, um jardim plantado à beira-mar de seu nome Portugal!

At Sexta-feira, 19 Agosto, 2005, t. said...
é revoltante
é cansativo
no nosso país a cultura é vista como o alfinete que se coloca no casaco
é giro,
fica “bem”
mas não se usa todos os dias
argh!!
um abraço

At Sexta-feira, 19 Agosto, 2005, sasfa said...
Boa esta imagem do alfinete na lapela! É exactmente isso! Serve para mostrar aos outros, para pôr em dias de festa, mas nada de sério em que valha a pena investir...

Atonality (7)

Dinâmicas, acentuação, articulação, e coloração estão indicadas com uma exactidão e detalhe sem precedentes; nada podia ser assumido fora do contexto; cada acontecimento ou aspecto de um acontecimento tem agora um significado novo e independente.

Eric Salzman, Twentieth-Century Music – An Introduction, 1988
(tradução de pb)

E nós por cá? (3)

(definição simples, pura e dura. gosto particularmente do fim, “vocação na qual o aprendiz participa”, muito bom mesmo...)

Vocational education (or Vocational Education and Training (VET)) prepares learners for careers or professions that are traditionally non-academic and directly related to a trade, occupation or ‘vocation’ in which the learner participates.

(... é caso para dizer e nós por cá? Como estamos de ensino vocacional? muito mal, como nunca vi...)
1 Comments:
At Sexta-feira, 19 Agosto, 2005, sasfa said...
No nosso dicionário “ensino vocacional” é: actividade secundária que se propõe dar bom ar e uma certa elevação às mentes dos futuros engenheiros, médicos e economistas.

Regresso (1)

Depois de um longo período parado o blogue Contemporâneas voltou, sem a possibilidade aberta aos comentários, mas voltou, que é o que me interessa! Fiquei contente, não gosto de ver blogues, os que realmente me interessam, a acabar, pois quer se queira quer não, vamos criando algumas dependências...

domingo, 14 de agosto de 2005

Atonality (6)

O termo atonal começa por surgir esporadicamente em textos técnicos, em publicações de língua alemã. Pode ter sido usado pela primeira vez por um seu aluno, Egon Wellesz, que teria achado o termo adequado para descrever a nova música de Schoenberg, e assim o publicaria num artigo em Setembro de 1911. “Schoenberg e Berg não gostavam do adjectivo atonal, sentindo-o como difamante, e que, se tomado à letra, como sentido de uma música sem tom, o que seria perfeitamente absurdo (...) O adjectivo “atonal” denotava, [no entanto, e] de forma bastante precisa, o choque que [esta música] teria provocado” naquela primeira década do século XX.

Atonality (5)

(Arnold Schoenberg to Dika Newlin)

“You have not suffered enough. You must suffer”.

Dika Newlin, Schoenberg Remembered: Diaries and Recollections, (1938-76),
1980

Atonality (4)

We need a system-master, a teacher of the objective and organization, with enough genius to unite the old-established, the archaic, with the revolutionary.

Thomas Mann, Doctor Faustus

Atonality (3)

Schoenberg was himself well aware of the ambiguities and limitations inherent in any analysis of a musical work, especially an atonal composition. In a lecture of 1932 on the Four Orchestral Songs, he cautioned his listeners in a way that the author of this book can only echo: “I would not have you believe, ladies and gentlemen, that with this analysis all aspects of this section have been elucidated.... I state what I see, as far as I am able to express it. Yet in the end, this is still a path on which one must feel one’s way, step by step, with the tip of one’s toes.”

Bryan R. Simms, The Atonal Music of Arnold Schoenberg, 1908-1923, 2000

Atonality (2)

(sobre A. Schoenberg...)

Mahler was one of the last, saying: “I don’t understand his music, but he’s young and perhaps he’s right. I am old and I daresay my ear is not sensitive enough”.

John L. Holmes, Composers on Composers, 1990

Atonality (1)

In a letter addressed in 1909 to Ferruccio Busoni, Schoenberg described his recent compositions as works that demand “belief and conviction.” They were products of pure imagination, he said, not objects to be judged by outward appearance, and they were intended only for those who take “the side of all who seek.” With these generalizations he described a new style of music with which he had been experimenting for about a year.

Bryan R. Simms, The Atonal Music of Arnold Schoenberg, 1908-1923, 2000
2 Comments:
At Domingo, 14 Agosto, 2005, sasfa said...
Também aqui a imaginação, tal como no texto referente a Bartok, embora neste se pareça opôr os dois compositores no que respeita a esta questão! Não será este o denominador comum de toda a composição, tonal, atonal, dodecafónica, electrónica, etc?!

At Domingo, 14 Agosto, 2005, pb said...

São essas mesmas, as oposições que eu vou lançando aqui para o blogue! Tudo completamente intencional.

sábado, 13 de agosto de 2005

Aesthetics and Repertoire

The most basic premiss of Gould’s aesthetic was that music is primarily mental and only secondarily physical that sound is a medium for the transmission of music but not a necessary, defining aspect of music itself. For Gould a musical work was an abstract entity that could be fully comprehended in the mind in the absence of performance, without even the recollection of sounds or of physical means of production. A musical work thus existed beyond the sensory experience of it. Such a premiss may at first seem odd: Gould was, after all, first and foremost a performer, not a theorist, and much of his thinking about music took place in the context of performance. His work brought him constantly into contact with physical aspects of music-making; indeed, he took a more active interest than most classical musicians in such practical matters as the mechanics of his body, the action of his piano, and the techniques of recording. And he certainly cared about how his performances sounded. But there is really no contradiction here. To think about music in abstract terms is not necessarily to ignore music as sound; it is merely to make the physical aspect of music subservient to the conceptual. The hands serve the mind, not the reverse. Such a premiss is in fact commonplace: it places Gould within a particular tradition in the history of music aesthetics, a tradition with a long history and a substantial literature, and including performers of many different historical periods and intellectual backgrounds. What set Gould apart is that, unlike most performers, he did not reconcile his abstract view of music with conventional views on matters of performance. Instead, he permitted his view to influence his musical opinions and activities in unusually direct and idiosyncratic ways, and it was this willingness to adjust practice to accommodate theory that was the source for many of his controversial ideas and interpretations. Ultimately, it is to Gould’s abstraction, however commonplace it might at first seem, that we owe much of what is most interesting, characteristic, and provocative about his work.

Kevin Bazzana, Glenn Gould: The Performer in the Work A Study in Performance Practice, 1997

de conhecimento obrigatório (13)

NinaHagen.jpg
Nina Hagen Band, Nina Hagen Band, 1978

Béla Bartók

Bartók is a composer who is not easily classified and whose style cannot be described either briefly or by means of standard, generally accepted terms or ‘isms’. He propounded no systems as did Schönberg and Hindemith, established no clear-cut direction as did Stravinsky (neo-classicism) and founded no ‘school’. The direct influence of his music on younger composers, compared to that of the three just mentioned, has been correspondingly small. This may be partly due to his retiring nature and mode of life but even more to the fact that his music is in the last analysis incapable of being codified, hence incapable of being directly imitated. It is witness to the enormous creative imagination of its composer, whose natural musicianship may well exceed that of any other twentieth-century composer. Bartók was more concerned with writing music as he felt it than he was with questions of æsthetics and idiom. His lifelong preoccupation with folksong - a distinctly concrete and vital matter - and its relation to the composer constitute his only theoretical concern. That he was thoroughly capable of the most minute systernatisation is apparent from the pains he took in the classification of folk music. In composing, however, he was entirely unsystematic, following only the devices of his own fantasy.

Everett Helm, The Music of Béla Bartók, 1957
(Imagem: Bartók Béla arcképe, 1913, Olaj, vászon, 67 x 46 cm, Magántulajdon, New York)

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

de conhecimento obrigatório (12)

Luciano Berio.jpg
Luciano Berio, The Complete Works for Solo Piano, New Albion, David Arden, piano, 1997

from my pupils

“This book I have learned from my pupils”.

Arnold Schoenberg, Theory of Harmony, Vienna, July, 1911
3 Comments:
At Quarta-feira, 10 Agosto, 2005, DGP said...
Eu, pelo contrário “roubei” um livro ao Bockman. Uma sebenta original, feita na altura em fotocópia com recortes colados. Tive umas aulas com ele em casa, mas entretanto desapareci e esqueci-me de lhe devolver.

At Segunda-feira, 15 Agosto, 2005, sergio azevedo said...
Bochmann, rapaz, BOCHMANN!!!

At Sexta-feira, 19 Agosto, 2005, DGP said...
ups...só espero não ter pago as aulas em cheque!

terça-feira, 9 de agosto de 2005

Seis Peças, Op. 19

The Six Little Pieces, Op 19 illustrate Schoenberg’s ability to reduce the musical elements to their very limits. Each piece has its own form, miniature though it may be, and the mood of each piece is strongly contrasting in expression. The first five pieces were written in one day, February 19, 1911; the sixth, a piece reminiscing on the death of Gustav Mahler, was composed on June 17, 1911.

Leonard Stein presents Arnold Schoenberg’s Music, Fall 2001

Futurismo italiano (4)

pinturarussolo.jpg
Luigi Russolo, Dynamism of an Automobile, 1912-13
Musée National d'Art Moderne, Paris

Futurismo italiano (3)

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Futurismo italiano (2)

pratella.jpg

Futurismo italiano (1)

image65.jpg

About their Teacher (2)

Probably there have been very few distinguished composers who spent so much time in their career teaching, and with such passionate dedication to this task, as Schönberg did. One of the principle reasons for this strong passion along the tradition lay in the belief that teaching constituted an indespensable means of passing along the tradition that he believed in so fervently and of which he considered himself to be a part. Schönberg was never reluctant to pay homage to those composers who had influenced him: his primary ‘teachers’ Bach and Mozart, and secondarily Beethoven, Brahms, and Wagner. Schönberg always liked to describe his method of working in class as ‘proceeding systematically.’ In his classes he provided numerous examples illustrating all aspects of counterpoint, from the simplest treatment of the species to chorale prelude and fugue. Some of the examples were prepared specifically in advance of the class meetings, but many more, in accordance with Schönberg’s usual pedagogical custom, were improvised on the spot in the classroom to illustrate special points as they occurred. Schönberg’s procedure did not have as its goal the production of one or two perfect examples according to certain aesthetic or stylistic considerations, but has the more practical aim of encouraging the student to discover for him every possible solution or consideration of a given problem within ever-widening limits. The ultimative result of his method is the acquisition of a discipline which enables the student to analyse thoroughly all problems that might arise, and gain possession of a sure technique which will make it possible for him to find solutions for most of these problems.

Leonard Stein
1 Comments:
At Terça-feira, 09 Agosto, 2005, pb said... Sim, eu sei, já publiquei uma boa parte deste texto num outro post - Arnold Schoenberg (professor e compositor)... Mas aqui está o texto todo de Leonard Stein que se adapta bem à temática do post.

About their Teacher (1)

Schönberg was convinced that the student of composition must master thoroughly thetraditional techniques and organizational methods, and possess a wide and intimate knowledge of musical literature if he wishes to solve the more difficult problems of contemporary music. In his classes there was little reference to music since 1900, though the student was encouraged to make full use of the resources available up to that time. Certain aesthetic essentials, such as clarity of statement, contrast, repetition, balance, variation, elaboration, proportion, connexion, transition - these and many others are applicable regardless of style or idiom.

Gerald Strang

7 Variations sur Lennie Tristano

O tributo - 7 Variations sur Lennie Tristano (2002)

O sexteto dirigido por Stephan Oliva e François Raulin é um dos mais estimulantes, pois que se propõe tocar a música de Lennie Tristano, ou temas a ele ligados, com uma formação instrumental bastante original. Os dois pianistas haviam já prestado a sua homenagem a Lennie Tristano no disco “Tristano”, mas a nova aposta era dar a conhecer as Variações do pianista cego tal como as interpretam sete dos grandes nomes do jazz francês actual. Assim, neste disco ouve-se uma reciclagem do Bop e do Pós-free, uma exploração da World music, onde os dois pianistas, embora não copiando o seu estilo, encontram nas concepções de Lennie Tristano uma autêntica mina de ouro que não cessa de revelar os seus tesouros. Mas esta formação só se completa e ganha forma com os restantes membros: Marc Ducret na guitarra, Bruno Chevillon et Paul Rogers nos contrabaixos, Laurent Dehors nos clarinetes e Christophe Monniot nos saxofones alto e barítono.
2 Comments:
At Terça-feira, 09 Agosto, 2005, IO said... Outro que chegou!, feliz pelo teu regresso!, abraço, IO.

At Terça-feira, 09 Agosto, 2005, pb said... Olá io! Obrigado pelo encorajamento. Eu entretanto, e apesar de não postar, vou sempre ao chuinga! Ao 2, é claro, por falar nisso, tenho que actualizar o link na minha página...

Os números da diferença

(completamente a despropósito neste blogue, mas apeteceu-me...)

Missions et fonctionnement des sapeurs-pompiers

3 612 000 : c’est le nombre d’interventions réalisées chaque année par les sapeurs-pompiers civils, soit 9 900 interventions par jour, une intervention de sapeurs-pompiers toutes les 8,7 secondes. Le nombre d’interventions a été multiplié par 20 au cours des 30 dernières années.
Pompiers de France
2 Comments:
At Terça-feira, 09 Agosto, 2005, DGP said...
E nós por cá?

At Terça-feira, 09 Agosto, 2005, pb said...
Também neste post a questão é mesmo essa...
Tudo a arder, o “normal” neste jardim à beira-mar chamuscado.
É que se pode ter por cá!!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

E nós por cá? (2)

Many people believe that music lessons provide children with important developmental benefits beyond simply the knowledge or skill of playing a musical instrument. Research suggests that musical lessons may enhance intelligence and academic achievement, build self-esteem and improve discipline.
1 Comments:
At Quinta-feira, 11 Agosto, 2005, CV said... Por cá, não tenho a certeza de que inteligência e realização académica, auto-estima e disciplina tenham alguma coisa a ver com os objectivos ou pressupostos das políticas educativas e, muito menos, das artísticas.

E nós por cá? (1)

Many people, including entire cultures, compose, perform, and improvise music with no training and feel no need for training. Other cultures have traditions of rigorous formal training that may take years and serious dedication.
1 Comments:
At Terça-feira, 09 Agosto, 2005, DGP said...
Nós por cá vamos ficando pelo meio onde, neste caso, não está a virtude. Haverá algumas excepções. Ainda não há muitos anos, numa pequena aldeia ao pé de Mértola (onde passei uns dias) os homens encontravam-se ao fim do dia para juntos construirem uma sociedade recreativa e enquanto trabalhavam cantavam, cantavam sempre. Quanto á cultura de ensino rigoroso e formal, acho que ainda não chegámos lá. Falo de uma cultura, ou seja, neste caso falo de uma herança social de um povo, que não me parece rigorosa em coisa nenhuma, muito menos na música.

quinta-feira, 28 de julho de 2005

de conhecimento obrigatório (11)

uarewhatuis.gif
Frank Zappa, You are what you is, 1981
2 Comments:
At Domingo, 31 Julho, 2005, eduardo chagas said...
Belo disco, boa sugestão!

At Segunda-feira, 08 Agosto, 2005, CHICOZÉ said...
FINALMENTE MÚSICA. E DO FRANCESCO.
DO YOU NOW WHAT YOU ARE?
YOU ARE WHAT YOU IS.
BERY WELL!

terça-feira, 19 de julho de 2005

Só pinturas!?

Não, este blogue não vai mudar de tema!
Não...
Estou apenas com pouca vontade de escrever e as artes plásticas preenchem bem esse vazio... e o blogue vai voltar ao tema dominante assim que houver mais tempo e vontade.
Eu sei que já é segunda promessa, mas ele há tanta gente que promete e não cumpre neste país, que também me apetece fazer o mesmo, nem que seja uma vez.
2 Comments:
At Terça-feira, 19 Julho, 2005, Luís Aquino said...
E fazes tu muito bem! Solta a tua revolta, dá-lhe de força!
Ou será... dá-lhe com força?
Miau...

At Quarta-feira, 27 Julho, 2005, CV said...
As pinturas são excelentes. De que nos poderíamos queixar? (e foi particularmente grato ver aqui o Rothko, cuja espiritualidade me comove desde que conheci a sua obra)

Tàpies (5)

Antoni Tàpies, Llibertat, 1988
Antoni Tàpies, Llibertat, 1988

Tàpies (4)

Antoni Tàpies, Lettre A, 1976
Antoni Tàpies, Lettre A, 1976

Tàpies (3)

Antoni Tàpies, H. renversé, 1975
Antoni Tàpies, H. renversé, 1975

Tàpies (2)

Antoni Tàpies, Poems from the Catalan, 1973
Antoni Tàpies, Poems from the Catalan, 1973

Tàpies (1)

Antoni Tàpies, Empreintes de main, 1970
Antoni Tàpies, Empreintes de main, 1970

Mark Rothko (3)


Mark Rothko, Untitled, 1969

Mark Rothko (2)


Mark Rothko, Untitled, 1953

Mark Rothko (1)


Mark Rothko, Untitled, 1969

Philip Guston (3)


Philip Guston, The Clock, 1956/57
Oil on canvas, The Museum of Modern Art, New York

familiar musical imagery

Neo-Romanticism, like minimalism, started out as something quite different from what it became; both grew out of ideas and techniques that first appeared as special cases of modernism. Collage and quotation were techniques for introducing familiar musical imagery into a non-tonal context; once admitted into the musical fabric, the tonal references tended to take over.

Eric Salzman, Neo-Romanticism in America, 2002

domingo, 10 de julho de 2005

Férias (11)


Paris

Férias (10)


Constância
1 Comments:
At Terça-feira, 19 Julho, 2005, Luís Aquino said...
Bonito pormenor da arquitectura popular portuguesa. Venham mais.

Férias (9)


Lisboa

Férias (8)


Ca'n Picafort, Alcudia

Férias (7)


Furadouro

Férias (6)


Zambujeira do Mar

Férias (5)


Paris
1 Comments:
At Terça-feira, 19 Julho, 2005, Luís Aquino said...
Esta imagem sugere-me um ambiente fílmico onde a beleza (romântica /barroca?)de grandes casarões alberga algo de soturno que nos gela a espinha.

Férias (4)


Londres

Férias (3)


Torreira
1 Comments:
At Segunda-feira, 11 Julho, 2005, Rogério Matos said...
Torreira?? Furadouro??? Hum, que saudades... cheira-me também ao Torrão do Lameiro onde tenho metade das costelas!!

Férias (2)


Paris

Férias (1)

O “encerramento” do Bajja e outras coisas, é claro, quer eu queira ou não, provocaram algum esmorecimento no ritmo “postante”.
Para além disso também sinto que precisava de férias...
burgau.jpg
Burgau, Lagos
2 Comments:
At Domingo, 10 Julho, 2005, dgp said...
Boas férias. Ainda bem que são só férias, isto dos blogs cria alguma dependência afectiva.

At Domingo, 10 Julho, 2005, pb said...

É verdade, o caso do Bajja é significativo... Mas ainda não estou de férias, embora a vontade seja muita e eu esteja realmente necessitado.

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Philip Guston (2)


Philip Guston, Friend - To M.F., 1978
2 Comments:
At Terça-feira, 05 Julho, 2005, Anonymous said...
Agradeço o regresso. Sofia.

At Terça-feira, 05 Julho, 2005, pb said...
Ora essa! Não há nada a agradecer.

Bajja

Vou voltar aqui sempre!
Fico a pensar que a blogosfera tem coisas para as quais não estamos preparados.
Esta é uma delas.
A sensação de uma perda muito grande...

domingo, 3 de julho de 2005

E depois de uma grande pausa

É, parece que este blogue entrou em pausa... mas um dia destes volto em força!
Até lá.
9 Comments:
At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, Anonymous said...
Não demores,a saudade é tónica dominante.Sofia.

At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, nívea samovar said...
Até que enfim...
Pensava que nunca mais ias conseguir sentar-te no teu escritório!
Então até mais logo no meu país.
:-)

At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, Carlos a.a. said...
A gente aguarda.

At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, CHICOZÉ said...
AVÉ MARIA.

At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, IO said...
Isto das férias deu forte nos blogs de música... abraço, outra à espera.

At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, pb said...
Obrigado a todos pelos comentários!

At Terça-feira, 05 Julho, 2005, il dissoluto punito said...
Bom regresso !
Não parta, de vez, como outros :(

At Sexta-feira, 29 Julho, 2005, Anonymous said...
esperamos que a pausa não seja mt grande claro *** e isto não é graxa senhor professor :)lol* ou melhor, o mestre paulinho... tania gulb.

At Sexta-feira, 29 Julho, 2005, pb said...
Pois, pois... mas férias são férias, por isso também a actividade bloguista vai parando!

domingo, 19 de junho de 2005

époque horrible

(Messiaen sobre Boulez...)

Je savais que c’était une personnalité dévorante. Je l’ai deviné dès le premier instant. Je me souviens du jour où nous revenions ensemble vers la rue Beautreillis où il habitait. “Quelle époque! Me disait-il, quelle époque! Quel sera le grand musicien qui va assainir cette époque horrible?” Et je lui ai répondu: “Mais, Boulez, ce sera vous!

Claude Samuel, Permanences d’Olivier Messiaen, 1999
3 Comments:
At Terça-feira, 21 Junho, 2005, hfm said...
Gostei do comentário. Gosto muito de Boulez e tenho saudades de Berio.

At Quarta-feira, 29 Junho, 2005, Carlos a.a. said...
Não conhecia o texto. Boa premonição, a de Messian.

At Quarta-feira, 29 Junho, 2005, impressaodigital said...
:) gostei. e é francês...

Philip Guston (1)


Philip Guston, Book, 1968
2 Comments:
At Domingo, 19 Junho, 2005, Luís Aquino said...
Ora aqui está um autor que não teve problemas em mudar de estilo ou corrente artística: do abstraccionismo para o figurativismo, quando a moda era fazer a mudança no sentido inverso. Provavelmente, porque, para Guston, haver correntes e estilos é só para quem se dedica a inventar etiquetas, que servem de muleta para falar de arte. (que tal, foi profundo?...)

At Segunda-feira, 04 Julho, 2005, pb said...
Poça! Eu realmente de arte pouco ou nada percebo... Quando faço posts com obras de pintores é sempre pela maior ou menor proximidade que há entre estes e a música e se gosto ou não do que vejo. No caso específico de Philip Guston a relação de proximidade é com Morton Feldman. Este compositor tem aliás sido alvo de muitas ligações pictóricas aqui no blogue. Basta lembrar também Francesco Clemente e Mark Rothko.

Language of emotions

Music is often characterized as the language of emotions. Ironically, the vast majority of experiment al studies has been devoted to the study of musical structure as a non-verbal language, rarely as an emotional language. Part of this situation can be attributed to the widely held belief that emotional interpretation of music is a highly personal and variable experience, hence escaping scientific examination. A fortiori, emotional interpretation of music is not conceived as the product of a neuro-anatomical arrangement that can be shared by most members of a given musical culture.

Isabelle Peretz, Lise Gagnon, Bernard Bouchard, Music and emotion: perceptual
determinants, immediacy and isolation after brain damage, 1998
1 Comments:
At Domingo, 19 Junho, 2005, Analepse said...
Se é verdade que há poucos estudos sobre a interpretação emocional da música, é pena. Precisamente por ser uma linguagem não verbal é que é mais difícil separá-la da sua parte não emotiva, ou digamos discursiva(?). Mas é compreensível que haja essa resistência. Talvez por ser tão óbvio que a música transmita emoções, que quem faz a sua análise queira distanciar-se o mais possível dessa componente, com o receio que esta entorpeça aquela. Como digo, é pena, mas é tudo uma questão de haver iniciativas no sentido de contrabalançar essa falta de abordagens. Alô, compositores e analistas?...

terça-feira, 14 de junho de 2005

de conhecimento obrigatório (10)

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György Ligeti Edition 3: Works for Piano (Etudes, Musica Ricercata)
Pierre-Laurent Aimard, Piano
10 Comments:
At Quarta-feira, 15 Junho, 2005, Paulo Mesquita said...
Parece que o comentário a Feldman (referência à 1a peça da Musica ricercata) o inspirou para este post. A propósito da ricercata, quando fui à estreia do filme do Stanley K., protagonizado por Nicole e o marido da altura Tom Cruise, fiquei estarrecido quando ouvi partes desta obra de Ligeti. O enquadramento não podia ter sido melhor. Precisamente a musica ricercata é, das obra de ligeti, a que mais toquei e toco. É das coisas que mais gozo dá a tocar. Acreditem. Quanto ao cd, a música é do melhor que há. Por vezes penso que Ligeti queria era ser músico de jazz, dado haver, em muitos momentos algo de third Stream. Uma palavra para o intérprete, como não podia deixar de ser: fantástico.

At Quarta-feira, 15 Junho, 2005, paulo mesquita said...

Correcção O comentário de que falo, no primeiro parágrafo, referenta “a Feldman”, deve ler-se “à Ionisation”. As minhas desculpas

At Quarta-feira, 15 Junho, 2005, pb said...
A série de posts “de conhecimento obrigatório” está preparada há muito tempo. O teu post só me relembrou deste grande disco que já tinha em lista de espera.

At Sábado, 18 Junho, 2005, César Viana said...
Estou a pensar ir esta semana ao Porto fazer a minha estreia da Casa da Música, indo ouvir o Quodlibet. Vai estar por lá?

At Sábado, 18 Junho, 2005, nívea samovar said...

César, eu respondo por ele porque se aqui não veio... (baixinho e para que ninguém ouça ou descodifique: ele está para ser progenitor a qualquer momento) P.S. Depois apagas isto Paulo, não fiques chateado :-)

At Domingo, 19 Junho, 2005, pb said...
Nívea Samovar, Samovar!!! Muito bem, agora o que está escrito está escrito e como não costumo apagar comentários... De qualquer forma já respondi a César Viana, mas pelo seu email directo, e não por aqui, não vá eu desgraçar-me ainda mais! :-)

At Domingo, 19 Junho, 2005, César Viana said...
Peço desculpa por esta invasão do vosso quotidiano familiar; acreditem que foi involuntária. Não vos sabia juntos. Ficará para uma altura mais propícia o nosso encontro, realmente há coisas que se sobrepõem a tudo. (e parabéns; não sei se é o primeiro que têm, mas é uma altura maravilhosa nas nossas vidas; os meus já são grandes - fazem blogues e tudo...- mas recordo as alturas dos seus nascimentos com uma alegre saudade que se renova dia-a-dia ao vê-los ser uns homens)

At Domingo, 19 Junho, 2005, nívea samovar said...
Ahahahahahahahahah Ó César... mas que mal entendido eu fui provocar :-)))))) Não sou eu! Eu estou aqui quietinha em Genève e o nosso amigo com sua esposa no Porto! (ai que já me fizeram rir tanto aqui com estas conversas malucas) Vocês são todos uns queridos. Agora quem vos convidava era eu para virem comigo à Festa da Música que dura nesta cidade há 3 dias consecutivos, noite e dia. Um S. João de música ao vivo e grátis por imensos espaços da cidade, de todos os géneros e para todos os gostos. Ontem, o Grand Théâtre de Genève e o Victoria Hall estavam a abarrotar de humanos de todas as idades. No fim dos concertos, os músicos misturam-se ao público e é uma animação de conversa. Tiram os laços e vêm refrescar-se com tubas, oboés, fagotes e flautas para o meio da rua. As estátuas seriíssimas dos grandes Reformadores estavam espartilhadas por um imenso palco para o rock! (O Calvino, sobretudo, devia estar a roer-se furibundamente, de tanto deboche). O Jazz espraiava-se pelos jardins onde uma multidão se deleitava nos relvados, deitando-se em enormes ursos de pelouche que a Câmara deposita na natureza para os cidadãos (ninguém rouba nada, não...). Nos espaços de etnologia musical, para além de um grupo do Burundi, ia actuar um rancho folclórico da “Casa do Benfica”! (Lamento mas aí pirei-me...). Enfim, vou-me embora para a última noite. Tá muuuuito calor... 31 graus. Saudades para esse país à beira mar plantado :-)

At Domingo, 19 Junho, 2005, pb said...
Hehe! Caro César Viana, eu já lhe respondi ontem por email para cesar.viana@oninet.pt, onde referi mais pormenores desta saga, a de ser pai para breve! Um abraço. :-)

At Domingo, 19 Junho, 2005, César Viana said...
Não digo mais nada...

Ária de Bach redescoberta

A propósito de obras musicais esquecidas e/ou perdidas no tempo, vale a pena ler este artigo.

domingo, 12 de junho de 2005

Glosa e Fanfarra sobre uma Fantasia de António Carreira

Glosa e Fanfarra sobre uma Fantasia de António Carreira é uma das obras mais significativas da produção de Álvaro Salazar, que descobriu António Carreira ainda nos anos 50, depois da edição holandesa de Macario Santiago Kastner, ficando na altura maravilhado com a elevada qualidade musical deste compositor do século XVI, e verificando mesmo que tudo o que António Carreira havia escrito era do melhor que se fazia nessa época e estava a par de toda a restante música europeia.
Esta obra para grande orquestra (piccolo, flautas 1 e 2, oboés 1 e 2, corne inglês, clarinetes em sib 1 e 2, clarinete baixo, fagotes 1 e 2, contrafagote, trompas em fá 1, 2, 3 e 4, trompetes em dó 1, 2 e 3, trombones 1, 2 e 3, tuba, grupos de percussão 1, 2, 3 e 4, harpa, piano/celesta, violinos I, violinos II, violas, violoncelos e contrabaixos) foi criada em 1975 e revista em 1999. Durante muitos anos a inviabilidade da realização desta obra em Portugal foi um facto incontornável, realçado pela grande crise que as orquestras portuguesas passavam nessa altura. Não só a obra era manifestamente difícil, como exigia um efectivo instrumental, nomeadamente na percussão, inexistente nessa altura nas orquestras portuguesas. Foi tocada pela primeira vez em 2001 numa versão parcial (apenas a Glosa) no Festival de Bachau, na Roménia. A sua primeira apresentação mundial completa deu-se em 3 de Abril de 2002 pela Orquestra Sinfónica de Madrid, na cidade do mesmo nome, sob a direcção de José Ramón Encinar, sendo de salientar que esta primeira versão completa obteve uma óptima reacção da critica e do público. A segunda, e mais recente interpretação desta obra, realizou-se em 27 e 28 de Março de 2003, em Lisboa, pela Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian sob a direcção de Lawrence Foster. A sua interpretação tem sido sempre precedida pela audição de uma transcrição para metais (duas trompetes em dó e três trombones) da Fantasia de António Carreira. Esta é, aliás, uma, entre outras, das obras de António Carreira transcritas por Álvaro Salazar.
Glosa e Fanfarra sobre uma Fantasia de António Carreira representa, na produção musical portuguesa da época, um importante avanço em termos estéticos e técnicos. Formalmente é uma obra livre que vai evoluindo progressivamente de elementos musicais concretos até ao aleatorismo total.
Podemos encontrar nela grande parte dos “sinais” das correntes da sua época:
da vanguarda ao pós-modernismo no que se refere a questões estilísticas, passando pela escrita indeterminista e o seu coabitar natural com a determinista, até ao uso assumido e de forma subtil da citação.
4 Comments:
At Segunda-feira, 13 Junho, 2005, Analepse said...
Se bem percebi, foi preciso que orquestras estrangeiras (uma na Roménia, outra em Espanha)olhassem primeiro para esta obra portuguesa, para que só depois os portugueses percebessem que valia a pena começarem a fazer o mesmo...

At Segunda-feira, 13 Junho, 2005, César Viana said...
Foi exactamente assim; e já agora, se me permitem, também vale muito, muito a pena conhecer a música do António Carreira, embora não seja fácil encontrá-la...

At Quarta-feira, 15 Junho, 2005, Paulo Cardoso Mesquita said...
Admito que nunca ouvi a obra em questão, embora saiba da sua existência. Depois de um post destes, e dado tratar-se de uma peça de quem é, vou tentar suprir esta lacuna.
Só espero é que o Prof. Álvaro Salazar, caso seja frequentador deste blog, me perdoe esta falha.
É um daqueles inconvenientes de estarmos devidamente identificados.

At Quarta-feira, 15 Junho, 2005, pb said...
Álvaro Salazar, frequentador de blogues???
Tu não deves estar bem...